Da Redação
Com Roberta Casemiro do Jornal da Paraíba
Os delegados da Paraíba vão realizar uma manifestação na próxima quinta-feira (1) a partir das 9h30 em frente ao Palácio do Governo, em João Pessoa. Caso o Governo do Estado não apresente uma contraproposta satisfatória a categoria também vai entrar em greve a partir da quinta-feira (1º).
Após uma assembleia realizada na última quarta-feira (23), em Campina Grande, os delegados da Polícia Civil da Paraíba decidiram entrar em greve a partir de 1º de outubro. A categoria ainda aguarda uma contraproposta do Governador José Maranhão, caso seja apresentada e aceita a greve fica suspensa.
Durante o protesto a categoria vai fazer uma visita à Assembleia Legislativa. Todos os manifestantes vão vestir trajes de cor preta, como sinônimo de luto.
Entenda o conflito
O impasse entre a categoria e o Governo do Estado se arrasta desde dezembro de 2008, quando eles deflagraram greve pela primeira vez.
Os delegados reivindicam uma equiparação salarial com procuradores de Justiça e defensores públicos do Estado, que foram contemplados com Planos de Cargos e Salários aprovados pela Assembleia Legislativa em novembro do ano passado.
Com o aumento, segundo Associação da Defesa das Prerrogativas dos Delegados (Adepdel), procuradores e defensores públicos passaram a receber mais que o dobro dos delegados, com salário de cerca de R$ 11 mil. O salário inicial de um delegado no Estado é de R$ 5,3 mil.
Após várias rodadas de negociação feitas esse ano, já com o novo governo, os delegados cessaram o movimento em fevereiro e ofereceram uma nova proposta, pedindo equiparação com os salários dos delegados do Estado do Rio Grande do Norte, que recebem inicialmente R$ 9,1 mil. Em maio, os delegados acordaram com o secretário de Segurança Pública, Gustavo Gominho, um prazo para apresentação de uma nova proposta, que seria feita no mês de setembro.
Durante os três meses de espera, os delegados fizeram paralisações de advertências de dois dias a cada mês, mas como não houve apresentação de nova contraproposta eles resolveram colocar em votação a possibilidade da retomada do movimento paredista.
A Adepdel e o Sindepol (Sindicato dos Delegados de Polícia da Paraíba) garantem que, caso seja deflagrada a greve, a categoria manterá 30% do efetivo em funcionamento, buscando não prejudicar tanto a sociedade que precisa dos serviços da Delegacia de Polícia.
