Phelipe Caldas
Enviado especial a Campina Grande
Torcedores e simpatizantes do Vasco estiveram ao longo de todo o dia desta terça-feira (10) fazendo uma espécie de vigília em frente ao hotel em que a delegação carioca está concentrada para o jogo de logo mais a noite contra o Campinense, a ser realizado no Estádio Amigão. A partida pode valer o título da competição para o Vasco e os torcedores, apesar de não comparecerem em grande número, buscavam autógrafos e fotos de seus ídolos.
O engenheiro carioca Antônio Demingos, de 45 anos, mora em João Pessoa já há alguns anos e levou o seu filho também carioca, Douglas Demingos, de 14 anos, para conhecer os craques do Rio de Janeiro. Douglas é uma espécie de "sabe-tudo" vascaíno e apesar da pouca idade falava com propriedade sobre o elenco.
"Carlos Alberto é o grande nome deste elenco, mas fora de campo nós também temos alguns bons destaques. A exemplo de Fábio Fernandes (vice-presidente de marketing do Vasco) e Rodrigo Caetano (diretor executivo de futebol profissional e amador do clube)", reveou, dizendo que sua maior felicidade hoje seria se o Vasco saísse da Paraíba com o título da Série B. "Foi um rebaixamento traumático e precisávamos do título", completou.
O pai discorda parcialmente do filho, inclui o treinador Dorival Júnior como uma das peças mais importantes do Vasco em 2009, mas alerta: "Eu sou um torcedor de araque. Quem entende mesmo de Vasco é ele", brinca.
Vale lembrar que para ser campeão da Série B o Vasco precisa vencer a partida contra o Campinense e ainda precisa torcer por empates ou derrotas de Ceará e Guarani, contra Atlético Goianiense e Ipatinga respectivamente. O detalhe é que o Ceará joga fora de casa e o Guarani joga dentro.
Trezeanos pelo Vasco
Alguns torcedores do Treze também podiam ser vistos no saguão do hotel, na promessa de torcedor pelo Vasco e principalmente contra o Campinense. Ivanilton Pordeus, por exemplo, se declara trezeano e vascaino e diz que este será um jogo especial para se torcer.
"Tenho dois motivos para torcer hoje. Como a maioria dos trezeanos, sou vascaíno também, porque afinal ambos são alvinegros", brincou. "Além de torcer por um dos meus times, vou torcer pela desgraça de meu maior rival", completou.
Mas, inusitado mesmo é a história de Michael Peres, amigo de Ivanilton que o acompanhava no hotel. Ele também é trezeano, mas disse que seu segundo time era o Flamengo. E revela para quem vai torer: "Vou torcer hoje pelo Campinense. Apesar de ser trezeano, eu acho mais fácil torcer pelo Campinense do que pelo Vasco", resumiu.
Lei do silêncio
Ainda no hotel em que o Vasco da Gama está concentrado, prevalece a lei do silêncio. Apesar de circular pelo saguão e pelo restaurante, nenhum dos jogadores ou integrantes da comissão técnica aceitaram falar com a reportagem.
Jogadores como Ramon e Vilson e o próprio técnico Dorival Júnior disseram que existe uma norma no clube que os proíbem de dar entrevista em dia de jogo e disseram que só poderiam conversar com a imprensa após a partida contra o Campinense.
