Maurício Melo
O que seria mais um assalto a ônibus em João Pessoa se transformou numa situação de reféns depois que um dos passageiros conseguiu chamar a polícia pelo telefone celular, na noite desta quinta-feira (11), no bairro de Brisamar, em João Pessoa. Cerca de 30 pessoas foram feitas reféns após um ladrão atirar em um policial.
Duas pessoas, L.T.S., de 16 anos, e Edson Ricardo da Silva, de 21, teriam subido no ônibus da linha 5101, da Reunidas, que vai até Cabedelo, no Terminal de Integração, no Centro da Capital, supostamente com a intenção de assaltar os passageiros.
No entanto, um dos passageiros desconfiou dos rapazes e ligou para a polícia usando o telefone celular. Somente no último ponto antes de entrar na BR-230 é que uma viatura da 4ª Cia da Ciclopatrulha alcançou o ônibus e o abordou para uma averiguação.
"Nós recebemos a informação do Ciop de que havia um suspeito no veículo e fomos
averiguar", contou o policial militar José Marcelo Clementino. No entanto, depois de parar o coletivo, quando ia conversar com o motorista, um dos acusados disparou contra os policiais.
Após o disparo, que não atingiu ninguém, uma outra equipe da PM foi chamada para gerenciar a situação. Os cerca de 30 passageiros ficaram deitados no chão do veículo e os dois acusados passaram a negociar com a Polícia.
Mas somente depois de 45 minutos de muita tensão é que Edson da Silva resolveu começar a liberar os passageiros.
Primeiro ele liberou os mais velhos, três deles precisaram ser atendidos pelo Resgate do Corpo de Bombeiros por conta do nervosismo. Em seguida as mulheres foram libertadas, e entre elas, o adolescente tentou escapar, mas foi preso logo em seguida.
Edson se entregou logo depois e afirmou que o tiro havia sido dado pelo adolescente e que a arma estava com ele. No entanto, a arma foiencotrada minutos depois na bolsa de uma das vítimas. O revólver calíbre 38 teria sido colocado lá quando ela descia do coletivo.
Os passageiros contaram que em nenhum momento os acusados anunciaram o assalto, mas que o comportamento dos dois deixou a todos muito assustados. Logo que foram ouvidos pela PM, os reféns já foram liberados para ir embora.
O motorista e os detidos foram levados para a 10ª Delegacia Distrital, em Tambaú, para serem ouvidos pelo delegado.
Com a imprensa, porém, o motorista que não quis nem ser identificado pela reportagem, preferiu não falar.
Ele seguia orientações de um representante da Reunidas que não o deixou responder nenhuma pergunta feita.
