Conheça a versão em audio do Jornal da Paraíba
Cidades

Sousa registra dois casos de Calazar em seres humanos neste ano

Cidade já havia registrado um caso de morte de um bebê pela doença no começo do ano passado.

Compartilhe

Da Redação
Com informações de George Wagner


Dois casos de Calazar em seres humanos foram registrados na cidade de Sousa nos últimos meses. A vigilância em Saúde do município confirmou que as pessoas contaminadas descobriram que estavam com a doença depois de exames feitos em João Pessoa e Campina Grande.
 
Os casos foram notificados nos bairros Frei Damião e Jardim Brasília. Após a confirmação da ocorrência da doença, que é proveniente de cães contaminados, o setor de Vigilância em Saúde iniciou o trabalho de bloqueio das áreas atingidas, fortalecendo o trabalho educativo e providenciando o recolhimento de amostras de sangue do animais suspeitos de serem portadores da doença.
 
A diretora do setor de Vigilância em Saúde de Sousa, Socorro Sá, disse que o trabalho já foi concluído no Conjunto Frei Damião e terá seqüência no Bairro Jardim Brasília na periferia da cidade.

“O trabalho consiste em campanha educativa, com a distribuição de panfletos, reunião na unidade de saúde, visita ao paciente  , investigação epidemiológica, pesquisa entomológica (coleta do flebótomo, mosquito transmissor do calazar) e o inquérito canino-coleta de sangue para análise de todos os cães existentes na área”, disse.

Socorro revelou também que o próximo passo para combater a doença será a implementação do controle químico e recolhimento dos cães através da “Carrocinha”, “a etapa complementar será o controle químico-borrifação (se o resultado for soro-reagente) e consequentemente a retirada de cães infectados pelo calazar. O próximo bairro a  ser trabalhado será o jardim Brasília”.

Nas informações repassadas a Vigilância em Saúde, uma das vítimas foi uma criança de três anos de idade no Conjunto Frei Damião e a outra um homem de 27 anos, no Jardim Brasília.

Os casos não foram diagnosticados em Sousa quando os pacientes recorreram ao Hospital Regional e ambos foram encaminhados para João Pessoa, onde foram submetidos a exames médicos que apontaram a doença.  As duas vítimas já retornaram as suas residências e continuam sendo submetidas ao tratamento através de remédios específicos prescritos pelos médicos para os próximos seis meses.

A diretora da Vigilância em Saúde lembrou que a doença é “transmitida ao homem via uma picada de um mosquito (vetor). Geralmente a doença acomete cães sadios, enquanto que nos humanos tem predileção por pessoas com imunidade diminuída (crianças, idosos, doentes)”.
 
Morte por “Calazar”

Existe um caso de morte por Calazar na cidade de Sousa. O fato foi registrado no início do ano passado, quando uma criança de apenas nove meses de idade residente no Jardim Iracema passou a apresentar febre alta e outros sintomas de mal estar.

Segundo informações, o bebê foi levado as pressas para o Hospital Regional de Sousa e a equipe médica não conseguiu diagnosticar a doença. A família resolveu tomar as providências e levou a criança para a cidade de Campina Grande, mas em virtude do estado adiantado dos sintomas da doença, a vítima morreu.

A Vigilância Sanitária em Saúde do Município de Sousa recomendou que a equipe médica do Hospital Regional de Sousa passe por um treinamento específico para que os profissionais tenham a devida condição de diagnosticar determinados sintomas da doença.

Com a ocorrência de determinados sintomas como febre persistente por quatro semanas, fraqueza e anemia, os médicos poderiam ter uma quadro de suspeita da doença e solicitar exame urgente para proceder o tratamento.