Karoline Zilah
A segunda-feira (26) foi um dia marcado por protestos no Presídio do Roger, em João Pessoa. Uma greve de fome iniciada pelos detentos culminou no 'relaxamento' da punição imposta pela direção da penitenciária após o assassinato de um preso. As visitas continuam suspensas, mas, para aliviar o 'castigo', os diretores resolveram permitir que os detentos recebam mantimentos de seus parentes na quarta-feira (28), das 8h às 16h.
Em entrevista ao Paraíba1 nesta terça-feira (27), o diretor adjunto Wendell Lacerda explicou que a greve de fome durou cerca de 24 horas, mas que eles não teriam agido com violência. “Os presos comeram pouco no desjejum e depois renunciaram ao almoço e ao jantar, mas hoje voltaram a se alimentar no café da manhã normalmente”, comentou.
A principal reivindicação dos detentos do Roger seria o retorno das visitas, que foram suspensas por 30 dias pelo Conselho Estadual de Coordenação Penitenciária (CEPC) após a morte do detento Edmilson Fidelis dos Santos, na manhã do dia 14 de julho.
“A direção percebeu que este castigo de 30 dias é muito severo para todos”, declarou o diretor adjunto. Segundo ele, em decisão conjunta, a direção com a Secretaria de Administração Penitenciária abriram mão da suspensão para que os parentes levem mantimentos apenas para abastecer os detentos com alimentos e produtos de higiene, mas sem visita pessoal.
Denúncias no PB-I
Além da movimentação no presídio do Roger, foi registrado um pequeno tumulto na penitenciária de segurança máxima de Jacarapé, a PB-I. De acordo com a direção, um preso teria se agitado e batido grade porque estaria alterado devido ao consumo de substâncias alucinógenas. Contudo, a situação estaria sob controle.
