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Blog da Redação

Este é o espaço onde o internauta pode opinar sobre os temas abordados e sugerir pautas de relevância.

Sem punição e sem remorso

Depois de presenciar a violência tomando conta das ruas de João Pessoa no embate entre vendedores ambulantes e agentes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) na tarde da terça-feira, luta que deixou vendedores com a cabeça sangrando e um adolescente com um pedaço da orelha arrancada, eu me vi surpreso com um comunicado feito pela assessoria do órgão que me disse, por telefone, que jamais foi considerada a possibilidade de punir os funcionários agressores.

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O mais triste foi o fato como esta informação chegou até mim. A assessora, que não cabe aqui dizer seu nome porque ela fala em nome da instituição, ligou para reclamar que em uma notícia publicada por nós, o termo “afastar” podeia levar leitor a pensar que os funcionários estavam sendo punidos. O que para ela pareceu ser um absurdo.

Ela explicou que os agentes saíram feridos do embate com os ambulantes e que, por conta disso, ficariam afastados para cuidar da própria saúde. Ela garantiu ainda que os feridos foram todos fazer exame de corpo de delito no hospital e, em seguida, prestar queixa na polícia.

Mas o preocupante de todo este episódio foi a veemência com que foi dito que ninguém seria punido pela violência. Aliás, isso sequer foi cogitado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano de João Pessoa. Pelo menos foi isso que a assessoria afirmou.

Não quero, de maneira nenhuma, dar razão às pessoas que usam do passeio público para vender produtos, serviços ou qualquer outra coisa que torne particular o que é de todos. Não é isso. Mas o ponto é que isso não justifica a violência que tem sido usada por quem diz brigar em nome da ordem.

E nem mesmo a tese de que os ambulantes tenham agido com violência ao serem rechaçados das calçadas justifica a forma de agir nem tão pouco os resultados que têm se obtido com estas ações da prefeitura. Ora, se espera um pouco mais de preparo dos funcionários que lidam com o povo. Enfim, um erro não justifica outro. E quando a brutalidade vem de alguém mais forte contra alguém mais fraco não há outra palavra para definir além de covardia.

Hospital é inaugurado duas vezes... e tem duas placas

O Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, situado em Campina Grande, foi inaugurado em dezembro de 2010 e ganhou uma nova cerimônia de inauguração nesta terça-feira (5). A unidade hospitalar vai atender casos de alta complexidade vindos de todo o Agreste paraibano.

Agora, a recepção tem duas placas de inauguração, lado a lado na recepção: uma do ex-governador José Maranhão (PMDB) e outra do atual chefe do Executivo, Ricardo Coutinho (PSB).

Apesar de só estar sendo entregue à população oficialmente na gestão de Ricardo, o socialista manteve na recepção do hospital a placa afixada por Maranhão.

“Eu já estou bastante grandinho pra ficar discutindo se a obra é de fulano ou sicrano. Eu tenho mais o que fazer. Tenho responsabilidade de reconhecer que a obra foi iniciada no governo de Cássio Cunha Lima, que deixou 80% concluído, teve continuidade no governo de José Maranhão e agora foi concluída", declarou o atual governador.

 

Foi alvo de discriminação em vaga de emprego?

O Paraíba1 publicou neste domingo (12) denúncia sobre a divulgação de vagas de trabalho delimitadas por sexo (masculino ou feminino). No entanto, as leis preveem que qualquer tipo de discriminação, seja por idade, cor, sexo ou estado civil, são proibidas.

Você já foi vítima de preconceito durante uma seleção de trabalho? Deixou de ocupar uma vaga por causa de discriminação?

Compartilhe aqui o seu caso.

Ricardo escolhe Gervásio para cargo no segundo escalão e sinaliza aproximação

Através de ato publicado na edição do Diário Oficial desta sexta-feira (10), o governador Ricardo Coutinho (PSB) designou o deputado estadual Gervásio Maia (PMDB) para integrar o Conselho Estadual de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos. O parlamentar, que é integrante do bloco de oposição ao Governo, será o representante do Poder Legislativo no órgão.

O Conselho faz parte da Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB), que é uma autarquia do Governo do Estado. Ele é formado por oito membros e todos são nomeados pelo governador. Ricardo tem uma bancada de 21 deputados na Assembleia e poderia designar qualquer um deles para a vaga, então porque ele escolheu um nome da oposição?

Desde o início da gestão de Ricardo, vem sendo especulado que Gervásio pode aderir à bancada de sustentação ao Governo na Assembleia Legislativa. As especulações são motivadas principalmente pelo fato do seu pai ter sido secretário do socialista na Prefeitura de João Pessoa. Chegou a ser ventilado que o parlamentar teria sido convidado para assumir uma secretaria no Executivo, fato que ele negou.

Gervásio vai substituir o cargo Zenóbio Toscano (PSDB), que atualmente é presidente da PBGás. O ex-deputado foi nomeado para o Conselho durante a gestão de Cássio Cunha Lima (PSDB). Diferentemente de Ricardo, o ex-governador tucano preferiu um parlamentar de sua base para representar o Poder Legislativo.

Apesar de ter um caráter até certo ponto simbólico, o cargo no Conselho é remunerado. Os integrantes recebem o equivalente a 10% do salário do presidente da ARPB, nos meses em que forem realizadas reuniões.

O Paraíba1 tentou entrar em contato com o secretário-chefe de Governo, Walter Aguiar, e com o líder da bancada governista na Assembleia, Lindolfo Pires (DEM), para saber o porquê da escolha de Gervásio Maia. Nenhum dos dois atendeu as ligações telefônicas. Dessa forma apenas o tempo poderá responder a esta pergunta.

Insatisfeito com algum concurso? Reclame aqui!

Semanalmente, a equipe de reportagem do Paraíba1 recebe denúncias sobre supostas irregularidades em concursos públicos. Outras queixas frequentes são referentes à demora na convocação dos candidatos já aprovados.

Além das duas reportagens especiais que produzimos sobre alguns destes certames, resolvimos abrir um espaço para que os concurseiros registrem suas insatisfações e troquem ideias sobre as seleções públicas das quais participam.

Aproveite o espaço! Em breve buscaremos respostas junto aos órgãos responsáveis.

Pista inaugurada mesmo sem condições no aeroclube

Esta semana o Aeroclube da Paraíba reabriu a pista de pouso e decolagens e mandou avisar a imprensa. No entanto, ao chegarem lá, os repórteres se depararam com uma pista esburacada e cheia de água.

O presidente da entidade, Rômulo Carvalho, fez questão de explicar que apenas metade da largura estaria pronta, a outra metade ainda passa por serviços, mas que o trecho liberado já era o suficiente para a volta do funcionamento do campo.

Acontece que o presidente se perdeu depois que um grande buraco foi apontado pelo repórter na área que supostamente estaria pronta. “Não, não, meu amigo, veja e fotografe só daqui para lá. Não mostre essa parte aí não que pode ser que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) queira interditar a pista”, disse como que a um cúmplice.

Ora, meu caro Rômulo. Se a pista não está em condições de funcionamento, tem mais é que ficar fechada e, antes de mais nada, os jornalistas têm função social. Não queira que nós sejamos parte de sua encenação.

Quando Mário Toscano foi exonerado da Saúde?

A edição do Diário Oficial desta quinta-feira (10) traz publicada a exoneração do médico Mário Toscano do cargo de secretário de Estado da Saúde. Toscano encaminhou uma carta ao governador Ricardo Coutinho (PSB) na tarde de ontem (9) entregando a pasta por motivos de saúde. No entanto, o ato governamental de exoneração tem uma pequena curiosidade. Ele está datado do dia 1° de março.

A data levanta a seguinte dúvida: houve um erro no Diário Oficial ou a exoneração do secretário está acertada desde o início do mês?

É comum que o Governo publique decisões retroativas no DO, a própria edição desta quinta traz um exemplo disso com a nomeação do deputado Manoel Ludgério (PDT) para o cargo de secretário de Estado do Desenvolvimento e da Articulação Municipal. Porém, em tese, isso não poderia ser possível no caso de Toscano já que ele pediu para sair apenas na tarde de ontem, ou seja oito dias antes do seu ato de exoneração.

Vale lembrar que praticamente desde o início da gestão de Ricardo Coutinho, especulava-se que Mário Toscano não ficaria muito tempo no cargo. Boatos davam conta que a secretária de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira, intervia constantemente na pasta estadual e que ela logo ocuparia o lugar do colega. Porém, o Governo sempre negou que Toscano deixaria o posto.

Agora cabe ao Governo explicar o que de fato aconteceu no ato de exoneração do secretário. Foi um erro na data ou a carta do secretário pedindo para sair foi uma mera formalidade ?

Central(ização) de informações

Nem na Delegacia de Homicídios da Capital, nem na Gerência de Medicina Legal (Gemol), nem no Hospital de Emergência e Trauma: muitos jornalistas se queixam que a imprensa não tem mais acesso às informações sobre ocorrências policiais nestes órgãos. A lista não se restringe a João Pessoa. Em Campina Grande, as principais reclamações dizem respeito à Central de Polícia e ao Núcleo de Medicina Legal (Numol).

Os repórteres e produtores de rádio, TV e sites se depararam com a surpresa desagradável do novo Governo neste mês de fevereiro ao tentarem checar fatos que poderiam ser noticiados. Segundo funcionários de setores da Segurança Pública e da Saúde, as secretarias repassaram ordens para que os dados sobre ocorrências sejam divulgados apenas pelas suas assessorias de imprensa.

A dificuldade de acesso prejudicou especialmente os profissionais que trabalham com a 'ronda policial', que para alguns repórteres já começa antes mesmo das 5h da manhã. Como ter acesso aos boletins de ocorrência neste horário, se os assessores de imprensa só estão em seus birôs a partir das 8h? A indignação foi manifestada especialmente nas rádios da Capital e de Campina Grande e no Twitter.

Apesar das reclamações compartilhadas nas redes sociais e na própria imprensa, a diretora de Jornalismo da Secretaria Estadual de Comunicação, Marly Lúcio, disse não ter recebido nenhuma queixa. Ela disse que a determinação provavelmente foi dada pelo secretário de Segurança Pública (SSP), Cláudio Lima, com a finalidade de organizar as informações repassadas.

“Acredito que essa foi uma postura adotada por ele para centralizar as informações. Não queremos esvaziar as pautas dos veículos, nossa preocupação é ter uma unidade na informação policial”, comentou Marly. Segundo ela, está sendo planejada a divulgação de três boletins diários da SSP, assim como acontece hoje com o Hospital de Emergência e Trauma.

A medida, no entanto, dificulta a apuração de fatos que possam acontecer no intervalo da publicação destes boletins. “Isso não impede que a imprensa cheque os acontecimentos. Os jornalistas têm suas fontes”, defendeu. Marly criticou o contato de policiais militares, por exemplo, com repórteres, com o objetivo de se promoverem individualmente. “Às vezes passam alguma informação equivocada, antes mesmo de prestar informação ou serviço à sociedade”, respondeu.

Enquanto o novo plano de comunicação da Segurança Pública não entra em ação, nos perguntamos: como fica o acesso livre à informação?
 

Projeto de evangelização na PM causa polêmica

A 2ª Companhia do 7º Batalhão da Policia Militar, sediada em Mamanguape, divulgou na quarta-feira (16) a inauguração de um projeto de evangelização de policiais militares. O 'Resgatando Vidas' gerou polêmica e indignação entre policiais e até moradores de outros estados que leram a notícia pela internet, no site do Governo da Paraíba.

Através de e-mails enviados para a imprensa, os internautas argumentam que a atividade é inconstitucional por afrontar o direito de escolha do cidadão para praticar ou não alguma religião. De acordo com o texto de divulgação da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom-PB), trata-se de um trabalho evangélico que dissemina escritos bíblicos para que policiais possam enfrentar a criminalidade. Os cultos acontecem na sede da 2ª Companhia nas terças-feiras, das 15h às 17h.

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“O projeto foi elaborado pelo comandante da companhia, o capitão Fabian, juntamente com o pastor e cabo Marcílio. O objetivo é usar a palavra de Deus para ajudar na diminuição da criminalidade da região. 'Além da força repressiva e preventiva da Policia Militar, é necessário ir de encontro à fonte dos problemas e a orientação religiosa pode transformar vidas nestas cidades', argumenta o capital (sic) Fabian”, diz o texto publicado.

Críticas

Os internautas questionam a interferência da Companhia da PM em interesses particulares da vida dos policiais que lhe prestam serviço. A vinculação entre Estado e religião também é criticada, pelo fato da companhia ter supostamente submetido' seus funcionários aos cultos. Por fim, um dos internautas reclama da ideia de que 'a falta de crença em Deus' levaria as pessoas a cometerem crimes.

Respostas

O Paraíba1 entrou em contato com o capitão Fabian para esclarecer o assunto. Ele disse que os policiais militares não são obrigados a participar do culto e que as atividades são abertas a toda a sociedade, com o objetivo de agregar famílias de Mamanguape.

"É um trabalho para resgatar as vidas perdidas, como pessoas que estão envolvidas com álcool e drogas. Quem não quiser participar não será prejudicado. O serviço da Polícia Militar em Mamanguape não se restringe apenas à segurança. Nossos projetos incluem palestras em escolas para tirar menores de idade do tráfico de drogas e até a realização de blitz com mais frequência para combater a criminalidade", defendeu o comandante da companhia.

O pastor Cláudio, da Igreja Batista Renascer, defende que os cultos já apresentaram diferença na companhia. “A ação foi bem aceita pelos militares e nossa expectativa é que ocorra o mesmo na sociedade, para enfim notarmos uma diferença na redução da criminalidade", comentou no texto de divulgação da Secom.

Veja abaixo as reclamações enviadas por e-mail:

“Além de o ato ser uma afronta direta à Constituição Federal, que, em seu Artigo 19, proíbe a subvenção ou realização de cultos religiosos pelo Estado, deixa-se evidente que a ausência de religião - ou pior, a ausência ou presença fraca especificamente do cristianismo evangélico - é vista como uma das causas da violência, um notório ato de intolerância, preconceito e desrespeito contra não-cristãos”.

“Desde quando um Batalhão de Polícia Militar brasileiro, que tem o papel muito bem estabelecido de manutenção da lei e da ordem, também tem o papel de "evangelizar" pessoas à luz de qualquer religião? A resposta é muito óbvia, nunca! Essa questão é tão absurda que, além de desrespeitarem os militares desse batalhão e a comunidade, os responsáveis por esse projeto, que é o próprio Estado da Paraíba via capitão Fabian, estão infringindo o artigo 19 da Constituição Federal”.

“O problema maior aqui não é esse. O problema é o profundo preconceito contra as pessoas que não acreditam em Deus, evidente já no título do programa, que indica que as vidas daqueles que não acreditam em Deus está perdida, e na frase "é necessário ir de encontro à fonte dos problemas", que indica que a falta de crença em Deus leva as pessoas a cometerem crimes. Essa afirmação é completamente estapafúrdia, e existem inúmeras linhas de evidência que demonstram que é completamente infundada.”

Atualizada às 10h29

Ricardo deixa o passado de lado e abre caminho para Hervázio na AL

Na última quarta-feira (2) o governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou que o deputado estadual Manoel Ludgério (PDT) seria o novo presidente da PBPrev. O que seria uma decisão normal, já que o governo ainda está se instalando, acabou movimentando os bastidores da política. Pois, retirando Ludgério , o governador abriu espaço para que o vereador Hervázio Bezerra (PSDB), seu 'inimigo histórico', tome posse na Assembleia. Mas, o que teria motivado a decisão de Ricardo?

A primeira tese levantada foi a de que Ricardo estaria tentando anular Hervázio. Ele é o segundo suplente da coligação formada por PSDB, PSB e DEM e para assumir a vaga na Assembleia tem que renunciar a dois anos de mandato garantidos na Câmara de João Pessoa. Dessa maneira ele faria o vereador de refém, já que o tucano teria que se guiar pela cartilha do governador, pois caso contrário seria limado da Assembleia e também da Câmara.

Uma outra tese seria a de que Ricardo estaria querendo facilitar a vida do prefeito Luciano Agra (PSB) na prefeitura de João Pessoa. Já que tirando o tucano do legislativo ele calaria uma das poucas vozes de oposição do legislativo municipal.

Entretanto, o próprio Hervázio sinalizou que a atitude de Ricardo é na verdade uma espécie de bandeira branca entre eles. O vereador disse que esteve reunido com o governador e este garantiu que sempre lhe respeitou enquanto parlamentar e acreditava que ele poderia contribuir com o governo. E ainda falou que não guardava ressentimento das ações passadas do tucano.

Com isso, o governador prova que não estava brincando quando disse durante a campanha eleitoral que gostaria de unir a classe política da Paraíba.

Hervázio disse ter visto verdade nas declarações do governador e já adiantou que caso decida ir para Assembleia, vai sim vestir laranja e colocar um girassol na lapela do seu paletó. Até porque se não fizer isso, sabe qual é o seu caminho. Mas, ele destacou que uma pessoa terá papel fundamental na sua decisão: o senador Cícero Lucena (PSDB).

Nunca é demais lembrar que Hervázio foi um fiel combatente da gestão de Ricardo à frente da Prefeitura de João Pessoa. Em uma época onde o socialista tinha quase toda a Câmara em suas mãos, o tucano fez uma oposição que por muitas vezes foi até pesada.

Porém, como é de conhecimento de todos: em política tudo é possível. Sendo assim a nova parceria entre Ricardo e Hervázio não surpreende em nada. 

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