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Consciência Agora

Angélica Lúcio é editora-executiva do Jornal da Paraíba e acredita que todos podem contribuir para um mundo melhor.

Instituto Ethos orienta empresas sobre promoção dos direitos humanos

O Instituto Ethos lançou, recementente, a publicação "Empregos e Direitos Humanos na Perspectiva do Trabalho Decente - Marco Referencial", produzida com o apoio da Inter-American Foundation (IAF).

O material também está disponível na internet (http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/arquivo/0-A-cb3MarcoDeReferenciaCOMPLETO.pdf) e se propõe a contribuir para o debate sobre a relação das empresas com os direitos humanos, abordando questões como equidade de gênero e de raça, erradicação do trabalho escravo, inclusão de pessoas com deficiência e apoio à promoção dos direitos da criança, do adolescente e do jovem.

A publicação indica oportunidades para uma atuação preventiva e proativa e traz subsídios para que as organizações avancem no respeito aos direitos humanos, tanto em sua gestão quanto atuando em sua cadeia de valor.

Sugere ainda que as companhias criem uma agenda do trabalho decente, contribuindo fundamentalmente com toda a sociedade na construção de um mercado de trabalho que respeite e promova os direitos humanos.

 A publicação do Instituto Ethos é extensa (contém 202 páginas), mas essencial para os empresários que querem atuar de forma socialmente responsável. E o melhor: também inclui um capítulo sobre práticas inspiradoras desenvolvidas por algumas empresas. A Alcoa Alumínio S.A, por exemplo, criou um indicador que incentiva a contratação e o desenvolvimento de carreira de mulheres na organização.

Outro exemplo bem sucedido é o da C&A, que implantou, no Brasil, a empresa de auditoria Organização de Serviço para Gestão de Auditoria de Conformidade (Socam), a qual tem como objetivo vistoriar as condições de trabalho e prevenir qualquer forma de trabalho irregular nos fornecedores e seus subcontratados.

Enfim, vale a pena ler todo o documento e analisar se a sua empresa ou a organização onde você trabalha respeita os colaboradores!

Eu fui ao protesto pela paz. E você?

Acabei de voltar do protesto pela paz e contra a violência em João Pessoa.
Em menos de um mês, várias pessoas próximas a mim foram vítimas de bandidos.

Cena 1. Assalto com uma arma apontada para a cabeça, na esquina de casa.
Cena 2. Sequestro relâmpago, após sacar dinheiro no banco, enquanto estava no carro com a mãe e a irmã, no centro da cidade, em plena tarde de sábado.
Cena 3. Sequestro, morte e corpo abandonado. Uma jovem fica viúva, uma cidade se espanta.

Não deveria ser preciso a gente ter alguém próximo envolvida em alguma tragédia para despertar. Durante a mobilização na Praça dos Três Poderes, encontrei alguns conhecidos e pude dar um abraço em Carol Queiroz, viúva de Bruno Ernesto.

Entre faixas, apitos, batucadas de panelas e desabafos no megafone, enxerguei pessoas que estavam ali por já terem sido vítimas da violência ou porque acreditam que é preciso fazer algo diferente. É preciso gritar nossa insatisfação pelas ruas da cidade.

Uma amiga me revelou que nunca havia participado de ato semelhante, mas foi tocada demais pelo que ocorreu com Bruno. Disse-me algo mais ou menos assim: "Ele era jovem como eu, morávamos no mesmo bairro, tinha sonhos e muito a fazer no futuro, como eu. Me senti totalmente sensibilizada e por isso estou aqui hoje", confidenciou.

Cheguei um pouco mais tarde no trabalho hoje, para ter a oportunidade de ficar algum tempo no protesto. Fiquei duas horas meia. Chorei com Carol, me emocionei ao ver um senhor de mais de 70 anos pedir para discursar sobre a importância da vida, fiz barulho com uma colher de pau e uma panela, gritei palavras de ordem junto com desconhecidos.

"Queremos segurança! Queremos justiça! Queremos paz!". Gritavam os poucos manifestantes.

Sim, éramos pouco. Éramos apenas algumas dezenas.
Protesto ineficiente? Sem efeitos práticos? Não acredito nisso.
Acredito que as transformações são lentas, a mobilização das pessoas (quando não são compradas com um lanche na periferia e colocadas feito gado em vários ônibus, para aumentar claque em evento político) se dá como o nascer do dia, feito o poema "Tecendo a manhã", de João Cabral de Melo Neto:

“Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos.”

Participei do protesto contra a violência em João Pessoa porque não quero ser a próxima manchete no jornal. Quero de volta meu direito de sair à rua, apenas para comprar um produto no mercadinho da esquina. Quero chamar novamente de minha a vontade de sair de casa e pegar um ônibus, duas ruas depois, sem ter no coração o medo de ser assaltada. Quero a minha cidade de volta, com a tranquilidade como  porta-bandeira.

Alguém precisa fazer alguma coisa. Quem foi colocado no poder precisa agir. Enquanto os homens ditos de bem, eleitos para "organizar a casa", não fazem o que se espera deles, eu vou continuar indo a protestos. Batucando panelas, gritando palavras de ordem e pedindo a Deus para que não acorde com outra tragédia ecoando nas rádios da capital.

HU sedia encontro de mulheres em João Pessoa

O Movimento de Mulheres Olga Benário realiza hoje (10) e amanhã (11), em João Pessoa, o 1º Encontro Estadual na Paraíba. A programação inclui palestras e grupos de debate sobre temas como violência, mercado de trabalho, elaboração de uma plataforma de lutas específicas das mulheres e até mesmo a crise internacional do capitalismo e o papel que as mulheres têm desempenhado em todo o mundo.
O evento acontece no Hospital Universitário Lauro Wanderley da UFPB.
 

Fundação Lance Armstrong quer arrecadar US$ 1 milhão para pessoas com câncer

A Fundação Lance Armstrong anunciou esta semana uma nova parceria com a Ironman(R) para arrecadar mais de US$ 1 milhão para as pessoas com câncer.

O campeão de ciclismo Lance Armstrong, sobrevivente de câncer, fundador e presidente da fundação que leva seu nome, competirá como atleta profissional em diversas corridas Ironman e Ironman 70.3(R) neste ano, incluindo Ironman 70.3 Panamá, Memorial Hermann Ironman 70.3 Texas, Ironman 70.3 Flórida, Ironman 70.3 Havaí e Ironman França.

Armstrong está correndo para se qualificar para o Campeonato Mundial Ironman que será realizado em Kailua-Kona, Havaí, em 13 de outubro de 2012, e competirá como membro da Team LIVESTRONG, que está acrescentando estas corridas Ironman à sua série de eventos de resistência com o objetivo de arrecadar fundos para as pessoas com câncer.

(Com informações da assessoria de imprensa)

Que tipo de conteúdo o seu filho vê na internet?

Você sabe que tipo de conteúdo o seu filho vê quando está conectado à internet? De que forma ele está protegido para não ter acesso a cenas de violência, pornografia e não ser mais uma vítima de pedofilia? Que tipo de orientação deve ser dada às crianças e adolescentes para que a internet seja usada de forma segura e confiável?

Questionamentos desse tipo nem sempre passam pela nossa mente, mas hoje, Dia da Internet Segura no Brasil, é uma boa data para a gente refletir sobre o assunto. O tema da campanha em 2012 é "Conectando gerações e ensinando uns aos outros: descobrindo o mundo digital juntos... com segurança", e a ideia dessa data é uma só: reunir o máximo de pessoas possível em torno da questão para ajudar a promover o uso seguro e responsável da internet.

A iniciativa, que ocorre todos os anos e mobiliza mais de 70 países, foi criada pela Rede Insafe, que agrupa organizações que trabalham na promoção do uso consciente da internet nos países da União Européia.

No Brasil, a Safernet e o Ministério Público sempre estão atuando em conjunto não apenas para promover o dia de hoje, mas principalmente para ajudar a fomentar o hábito de orientar as crianças e adolescentes sobre o mundo virtual.

No site da campanha http://www.diadainternetsegura.org.br, há desenhos, jogos e vídeos sobre o tema. Encontre uma forma divertida de falar sobre segurança na internet com as crianças!

 

Uma luz para o incentivo à leitura

Qual a relação entre uma conta de energia e livros? Se alguém respondeu "nada" está bem enganadinho. Isso porque a Energisa lançou, esta semana, na Paraíba, um projeto que incentiva a prática da leitura por meio do empréstimo de livros.

O Balcão de Livros, que funcionará nos 222 postos de atendimento da empresa, oferece aos clientes obras de autores consagrados da litaratura, como Fernando Pessoa, José Lins do Rego, Carlos Drumond de Andrade, José Saramago, Machado de Assis, Gabriel Garcia Márquez e Cora Coralina.

Segundo a assessoria de imprensa da Energisa, o procedimento para ter acesso ao empréstimo é simples. Basta que o cliente, em dia com a conta de energia, dirija-se a um dos postos de atendimento, e forneça nome, telefone e o CDC (Código do Consumidor), presente na conta de luz. O prazo de devolução do livro será de um mês a partir da data do empréstimo. Assim que houver a restituição, um novo título já estará disponível para novo empréstimo.

EM TEMPO: os brasileiros leem, em média, 1,3 livro por ano, bem abaixo de outros países como os Estados Unidos onde a média é de dez livros, segundo informações do Instituto Pró-Livro.

 

(Com informações da assessoria de imprensa)

Hotel Verdegreen dá dicas para entrar em 2012 de forma mais sustentável

Acabei de receber uma listinha muito bacana de boas práticas sustentáveis para 2012, sugeridas pela equipe do  Verdegreen Hotel, em João Pessoa (PB). Recentemente, o empreendimento foi  eleito pelo Guia Quatro Rodas o Hotel Sustentável do Ano. 

CONFIRA AS DICAS:

- Economize água! Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a escassez de água já atinge 2 bilhões de pessoas. Faça a diferença no ano novo utilizando a água racionalmente, desligando a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba e tomando banho em até 5 minutos.



- Apague a luz! Todo mundo deseja bastante luz em 2012. Deseje você também para as gerações futuras, apagando todas as luzes que não utiliza, abrindo as janelas, reduzindo o ar-condicionado, o chuveiro elétrico e o ferro de passar.



- Consuma mais produtos orgânicos! Alimentos orgânicos não possuem agrotóxicos e respeitam os ciclos naturais da natureza, essenciais para a manutenção da nossa vida. Também são mais saborosos e saudáveis.



- Use menos papel! Apesar de se precisar cada vez menos de papel, a demanda por este material cresce a cada ano, consumindo rapidamente florestas e ecossistemas inteiros. O reflorestamento ainda faz pouco efeito, uma vez que ele não traz de volta espécies nativas. Use folhas usadas e não imprima e-mails sem necessidade. Encaminhe sempre o papel para a reciclagem.



- Use menos sacolas plásticas! As sacolas de plástico levam centenas de anos para se decompor na natureza, além de aumentar os custos dos produtos. No oceano, são confundidas com algas pelas tartarugas e outros animais que as comem e morrem asfixiados. Leve a sua própria sacola quando for fazer compras para que o ano novo e as próximas gerações sejam mais prósperas e menos poluídas.



- Coma menos carne! O consumo de carne animal gera desmatamento, desequilíbrio ambiental e poluição. É inclusive um dos fatores responsáveis pelo aquecimento global. Um ano novo melhor para todos nós pode começar inclusive na nossa mesa de casa.



- Seja voluntário! Informe-se sobre instituições que necessitem de voluntários. Há milhares de pessoas no mundo cujo melhor presente de ano novo seria um pouquinho da sua atenção e carinho.



- Mude o mundo! Pequenas ações individuais são a maior força transformadora que existe. Ter atitudes conscientes em relação aos nossos hábitos de consumo é a melhor maneira de mudar o mundo. 



- Prospere de forma sustentável! Melhor que desejar um próspero ano novo é desejar um Sustentável Ano Novo! Que você consiga realizar seus sonhos sem se esquecer dos impactos que eles podem causar no meio ambiente. Escolha com consciência cada produto que você compra ou atividade que você realiza. 



 

Cerca de 35 milhões de pessoas fazem algum trabalho voluntário no Brasil

Você já fez algum trabalho voluntário? Se não, hora de arregaçar as mangas! Segundo pesquisa realizada pela Rede Brasil Voluntários e Ibope Inteligência, um em cada quatro brasileiros com mais de 16 anos faz ou já fez algum trabalho voluntário. Isso representa cerca de 35 milhões de pessoas. Destes, 11% (mais ou menos 15 milhões de pessoas) exercem alguma atividade voluntária no momento e 14% (cerca de 20 milhões) não.

A pesquisa foi encomendada pela Rede Brasil Voluntário com o objetivo de analisar o cenário do voluntariado no Brasil, após 10 anos da mobilização do Ano Internacional do Voluntário, em 2001. Este ano, em todo o mundo, comemora-se a Década do Voluntariado por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Dos que atualmente realizam alguma ação de voluntariado, 53% são mulheres e 47% homens, com uma média de idade de 39 anos. Dividem-se entre casados (47%) e solteiros (42%). A maioria dos voluntários tem filhos (62%) e boa parte é da classe C (43%), seguida pela classe A (40%) e pelas classes D e E (17%).


Em relação à formação, 38% têm Ensino Médio completo ou superior incompleto e outros 20% têm Ensino Superior completo. A pesquisa também aponta que, dos que exercem ou já exerceram o voluntariado, 67% trabalham fora, sendo que 51% destes em tempo integral e 16% meio período.

(Com informações da assessoria de imprensa)

Projeto Trilhas vai beneficiar 148 municípios da Paraíba

Fiquei muito feliz esta semana com o anúncio de que a Natura e o Ministério da Educação (MEC) firmaram uma parceria que deve render muitos frutos para a melhoria da Educação na Paraíba, por meio da realização do projeto “Trilhas”.

Segundo a assessoria de imprensa da Natura, “Trilhas” é um projeto que deve ser adotado como política pública de educação no ensino fundamental, com a oferta de diversos materiais didáticos. Em toda a Paraíba, serão beneficiadas 3.433 escolas de 148 municípios paraibanos. Ao todo, haverá 2 mil cidades brasileira integradas ao projeto.

O material oferecido pelo projeto “Trilhas” deve ser utilizado como apoio para o trabalho dos professores, criando oportunidades para que as crianças em processo de alfabetização tenham maior acesso à literatura infantil e à cultura escrita. O projeto Trilhas existe desde 2009, mas só agora conta com o apoio do MEC.

Você é ou não um idiota em relação à política?

Mário Sérgio Cortella e Renato Janine Ribeiro são dois filósofos - dos melhores que a academia brasileira já produziu. Recentemente, comprei um livro de autoria de ambos e o estou lendo aos poucos, ruminando o ensinamento de cada frase, alimentando-me de leve a cada pensamentoo abocanhado na obra "POLÍTICA - Para não ser idiota", publicada pela editora Papirus.

Sempre gostei de política, de ler sobre o tema e de acompanhar os cenários que a mesma nos oferece. A maioria dos brasileiros, porém, relaciona-se com a temática agindo como perfeito idiota -  no conceito original do termo.

Segundo a obra de Cortella e Janine, a expressão idiótes, em grego, significa "aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política". Na atualidade, porém, houve uma inversão do conceito e o que há por aí são pessoas falando 'Não me meto em política' ou "política é coisa de idiota".

Não há como condenar ninguém por ter aversão à política e querer distância de tudo o que se relaciona ao tema. A "filosofia" do jeitinho brasileiro, a Lei de Gerson, o toma-lá-dá-cá quase que diário nos plenários e gabinetes do país, além das cada vez mais presentes denúncias sobre casos de corrupção fazem com que os cidadãos ignorem totalmente a política. E percam o interesse por tudo o que dela se extrai.

Como um furúnculo que chega a seu ponto de maturação e explode, lançando ao ar fétidos Sarneys, Agnelos, José Dirceus e que tais, a política brasileira cada vez mais deixa seu odor pesado por onde passa.  Você pode até levar a mão ao nariz para não sentir de perto o que daí advém, mas as consequências da politicalha lhe alcançam.

Esse modo espúrio de fazer política nos atinge em cheio. Afeta o que deveríamos receber em troca dos tributos que pagamos. Rouba-nos, dia, noite e madrugada,  a dignidade de cidadãos. E destroi - negociata a negociata - o pouco de crença que ainda tínhamos nos processos democráticos e na história dos homens e mulheres eleitos para nos representar.      

Quem tem as mãos e a ficha política nada limpas gasta verbo no plenário para se dizer de coração puro. E até empenha toda a água sanitária possível para tentar exibir uma vida branca, sem uma mancha de aleivosia.  Quem foi eleito com o discurso da igualdade e sob as promessas de "dias melhores virão", enrosca-se nas teias da mesmice, da arrogância travestida de democracia.  

No meio disso tudo, a população se perde. Tudo o que enxerga a olho nu não corresponde à ideia mais abrangente de política.   E assim fica difícil compreender a conexão entre liberdade, democracia e política, como destaca Cortella. "Vale lembrar que, para a própria sociedade grega - nossa mãe antiga, idosa, agora um pouco desprezada - não haveria liberdade fora da política. Quer dizer, o idiota não é livre  porque toma conta do próprio nariz, pois só é livre aquele que se envolve na vida pública, na vida coletiva".   

Como se dedicar à vida e à liberdade pessoal, algo essencial, e também cuidar do coletivo? Como não fazer parte da máxima  "os ausentes nunca têm razão" e que hoje representa uma expressão forte da presença política?

Para dar margem a mais reflexões, encerro com uma provocação de Cortella.

"Política é encargo ou patrimônio para mim, para o jovem, para o outro? A política de ação, não só a política do cotidiano - no condomínio, na escola, na família, no bairro, na ONG, no sindicato - , mas a política como atividade e vida pública, não necessariamente partidária, exige participação. Não fazê-la é algo que, a meu ver, indica alienação. (...) No meu entender, exige certa falta de responsabilização aparente, pois considero que se supor alheio à política é alienação, e não uma decisão consciente. Isto é, não votar pode ser uma decisão consciente, assim como anular o voto, quando tal decisão é amparada por argumentos de natureza política. Mas não ir a um debate ou a uma assembleia muitas vezes é mero sintoma de alienação, não o resultado de uma decisão consciente. Portanto, não fazer política nem sempre é uma ação consciente. E penso que a educação deve lidar com isso, especialmente a educação escolar e a que se realiza pela mídia".   

 

 

 

 

  

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