Preconceito é a gente quem faz
A propósito de machismo e a Marcha das Vadias"
Quando Pê tinha menos de um ano de idade, comprei um conjunto de panelinhas para ele.
Além do susto (e indignação) que causei em algumas pessoas, o difícil mesmo foi encontrar o brinquedo em uma cor diferente do "rosa-só-menina-pode".
Depois de muita procura, achei o conjunto de panelinhas que eu queria, vermelho e amarelo.
Pelelê fez comidinhas deliciosas para a mamãe.
E se puxar ao talento culinário do papai, quem sabe, no futuro, não terei um Alex Atala na família?
Preconceito é a gente quem faz.
Menino pode usar rosa, fúcsia, bordô... lavar louça, banheiro, cozinhar e tudo, enfim!
Menina pode isso e muito mais!
A nova tarefa do Pê em casa é "tirar a mesa" - assim como me delegaram na infância.
Claro que ele reclama, mas não é assim - com birra e mesmo chateações - que precisamos educar a humanidade?
