O bem prevaleceu
Outro dia, falei aqui sobre a força das novas mídias. Confesso que entendo pouquíssimo delas. Sou semianalfabeto em informática. Mantenho apenas um e-mail, para não me achar completamente jurássico. Quando, na empresa, preciso dessas modernidades, recorro a um especialista e colho sempre bons frutos.
Não posso deixar de registrar, portanto, o quanto me impressiona a potência avassaladora dos meios de comunicação massificados pela milagrosa internet. Para o bem e para o mal. Tomemos como paradigma o caso da menina Luiza. Desculpem-me se estou sendo repetitivo, já que o episódio foi demasiadamente comentado. É que ainda estou boquiaberto com a rapidez com que uma frase prosaica inserida num comercial de TV para uma incorporadora imobiliária ganhou o mundo em questão de horas. E penso que vale uma reflexão.
A meu juízo, a coisa toda começou com um vezo de preconceito de alguém que, inexplicavelmente, sentiu-se desconfortável com a fala. Sim, porque não percebo, no contexto da publicidade, absolutamente nada que indique qualquer discriminação ou esnobismo. Não esqueçamos de que se trata de uma peça elaborada para um produto específico, dirigida, assim, ao público-alvo correspondente. As primeiras mensagens que recebi eram de críticas à menção da viagem da garota ao exterior. Como se estas, hoje, graças aos ganhos nas rendas dos brasileiros, não estivessem acessíveis aos diversos estratos. Que o digam as companhias de turismo, cujos faturamentos multiplicaram-se graças à adesão das camadas C e D a esse entretenimento. O movimento, a partir desses comentários jocosos, poderia então ter tomado um rumo negativo.
Contudo - e é isto que me chamou a atenção -, o bem prevaleceu. Aquilo ganhou a direção oposta: a do saudável bom humor e do legítimo proveito comercial da repercussão. Imagino que muito dessa reorientação se deveu à postura dos familiares da encantadora adolescente (e dela própria), os quais, em vez de reagir às provocações, encararam a súbita exposição com admirável “fairplay”.
O resultado: todos saíram ganhando, inclusive o mercado imobiliário. Para Alberto Arcela e Zé William, marqueteiro e empresário, respectivamente, meu abraço pelo sucesso da propaganda. O pai de Luiza, Gerardo, cumprimento pela serenidade. Para ela, deslumbrante na sua juventude, faço votos de que este instante midiático seja o primeiro degrau de uma carreira pautada, decerto, nos preciosos valores que recebeu em casa.
As tendências da mídia digital
Para os interessados em investir em publicidade na internet, seguem alguns dos principais números de mercado para embasar as ações, a partir de dados extraídos pela empresa Clínica Marketing Digital, em 2010, então vejamos: 94% dos internautas fazem compras online no Brasil e 61% dos consumidores que fazem compras online são das classes A e B. Outro ponto importante: 48% dos e-consumidores tem entre 25 e 44 anos; 15% entre 15 a 19 anos; 17% (20 a 24 anos); 13% (45 a 54 anos); 6% (55 a 66 anos). Há, predominância, portanto, dos jovens.
Perspectiva é de crescimento
Ainda segundo dados da mesma fonte, 37% dos e-consumidores e concentram entre São Paulo e Rio de Janeiro. E este comprador acessa a internet três vezes, em média, para pesquisar produtos antes da compra. Além disso, 60% dos internautas aprovam que empresas usem redes sociais para divulgar produtos e serviços e 70% para comunicação com os clientes e consumidores.
Quem pensa em investir
Segundo o levantamento da Clínica Digital, até 2014 a verba de marketing digital deve chegar a 19% do orçamento de marketing das empresas, ante os 10% em 2010, representando crescimento de 90%. Em 2010, o comércio eletrônico teve faturamento de R$ 15 bilhões e crescimento de 40% em relação ao ano anterior. Para 2011, expectativa é de crescimento de 35%. Em relação aos usuários, constatou-se que 33% das mulheres da chamada nova classe média digital no Brasil, Argentina e México já preferem internet à TV e 49% das principais empresas da América Latina usam pelo menos uma das plataformas das redes sociais.
As redes sociais
É preciso saber usar as redes sociais, tanto as pessoas como as empresas. A pesquisa revela que 15% dos brasileiros usam redes sociais no trabalho, tanto para fins pessoais quanto profissionais, mas, apenas 7% dos empresários brasileiros considera indispensável participar das redes sociais. Aliás, no Brasil, apenas 36% das grandes e médias empresas está presente nas redes sociais. Destes, 45% não atualiza o perfil da empresa no Twitter e 30% não dialoga com seus consumidores. No entanto, constatou-se que empresas que investem em redes sociais têm crescimento de até 18% no faturamento.
