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Cultura Digital

Ricardo Oliveira traz novidades, dicas e opinião sobre o mundo da tecnologia, mercado digital, mídias sociais, games e tudo que respira bits. Toda quarta, na página 4 do caderno de Economia. Contato com o colunista: culturadigital@jornaldaparaiba.com.br

Olhar analógico

Ganhei uma câmera analógica de presente de aniversário. É uma Lomo Fish-Eye, que faz parte da movimento de lomografia. O conceito é de uma fotografia essencialmente analógica, com "limitações" e recursos que potencializam a criatividade, para acompanhar você onde estiver. As câmeras possuem estrutura física simples, fazendo com que o mais valioso nela seja a lente e a imaginação do fotógrafo. Algumas (como a minha) têm uma lente olho de peixe, outras contam com filtros de cor e algumas fazem até sobreposições de frames. Tudo isso pode ser simulado nos mais variados aplicativos de smartphone, mas nenhuma experiência será mais estranhamente rica do que simplesmente não poder ver a foto que você acabou de fazer.
Em João Pessoa, até onde foi minha pesquisa superficial, há apenas uma casa de fotografia em que se pode revelar fotos de filme fotográfico. Ainda assim, as recomendações dos colegas que já fazem parte da turma lomográfica ou mesmo da fotografia amadora analógica, não foram as melhores. Dizem eles: é comum que várias fotos se percam por mero critério equivocado do operador do laboratório. Aquela foto que se pretendia artística será tratada como inabilidade do fotógrafo e jogada no lixo, junto com o negativo. Também não há onde se transferir, com qualidade, o filme revelado diretamente para o digital - processo que vários scanners até prometeram no começo dos anos 2000, mas só os mais caros e profissionais conseguiam cumprir à risca.
Para quem quer estiver curioso, sim, há onde comprar filmes fotográficos em João Pessoa. Não é sempre que se encontra, mas na Neywa do Ponto de Cem Reis é possível achar até um ideal para as "lomos", que é o de ISO 400 (que servirá tanto para momentos não muito ensolarados e para a noite). Para revelar, vale a tentativa na Casa dos Fotógrafos do Retão de Manaíra. E é possível achar algumas opções de câmeras Lomo na loja de variedades Imaginarium, no Manaíra Shopping. Os preços variam entre R$ 180 e R$ 400.
Claro, para todas as opções acima, há onde se comprar pela Internet: filmes, câmeras e até o serviço de revelação fotográfica. Mas para quem achar tudo isso uma baboseira nostálgica, fica a dica: para iPhone, experimente os apps Leme Cam e o Fisheye. Ambos buscam simular a experiência das câmeras Lomo, através de filtros ou distorções na imagem. Já para Android, também estão disponíveis o InstaFishEye, que se integra diretamente ao Instagram, e o Lomo Camera, que assim como o Leme Cam, simula vários modelos dentro do smartphone.
Até agora não revelei meu primeiro filme de 36 poses e a ansiedade pelo momento já foi superada. A nova cultura fotográfica que a gente vive nos impulsiona a sempre compartilhar tudo que fotografamos - a cultura lomo deixa a dica no último dos seus 10 princípios: "não se preocupe com as regras".


Amazon compra Comixology

Apesar de ainda não ter chego de fato ao público brasileiro, um dos aplicativos mais legais para ler quadrinhos em tablets é o Comixology. O motivo é simples: foi através dele que se popularizou a dinâmica de ler um quadro por vez na tela do tablet ou smartphone, criando uma dinâmica específica para o dispositivo. Na última semana a gigante Amazon comprou o app, mostrando que está cada vez mais adiante no mundo das interfaces e não só no e-commerce. Tal qual Google e Facebook, em constantes aquisições de empresas de menor porte com serviços que agregam aos seus planos, a Amazon já colocou debaixo do seu CNPJ nomes como Audible, Goodreads e o Alexa. O Comixology publica mais de 70 editoras de quadrinhos diferentes, além de produtores independentes. Para quem deseja experimentar, vale a baixar o app e baixar algumas HQs (em inglês), gratuitas ou pagas. A experiência de leitura é bem única. Não é uma tendência da Amazon interferir diretamente na dinâmica das empresas que adquire, mas não custa nada criar expectativas de um relacionamento entre a expertise da Comixology e da equipe do Kindle.

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O caminho de Ida

À medida que a nova arte dos videogames se consolida, artesanal ou industrialmente, o mundo se enriquece com as pequenas e grandes descobertas. Na era dos jogos blockbusters de riqueza artística enorme como The Last of Us, também há espaço para pequenos notáveis, como o recém-lançado Monument Valley. O estúdio USTWO nos traz o melhor jogo inspirado no universo de M. C. Escher, artista plástico holandês conhecido por suas pinturas labirínticas.
Em Monument Valley você manipula estruturas impossíveis de arquitetura, guiando a princesa Ida por um mundo surrealista. Em puzzles formados essencialmente por ilusões de óptica que homenageiam Escher, os caminhos da personagem são metáforas cheias de beleza visual para as nossas vidas.
O jogo brinca com a profundidade 3D de maneira bastante única, quase causando o efeito de tridimensionalidade real. Seu visual parece ser inspirado em castelos persas, o que nos remete a uma possível homenagem ao clássico Prince of Persia.
Totalmente integrada ao visual, a jogabilidade faz da princesa Ida (o nome é assim, mesmo, no original e em português ganhou seu brilho próprio) não apenas um ser de passagem por esses pequenos mundos surreais, mas parte deles, já que transformamos o ambiente para que sua jornada se complete. Ainda que o grau de dificuldade do jogo não seja alto e ele tenha poucas fases, vale cada um dos dólares investidos.
A informação mais importante ficou para o final, obviamente. Este breve review é de um excelente jogo mobile, restrito ao o universo dos smartphones e tablets. Atualmente, Monument Valley está disponível para iOS e custa US$ 3,99. O valor é alto para a média dos jogos no mesmo estilo, mas certamente vale cada centavo, já que ele é muito mais rico que a média. No site da produtora já há promessa de que em breve ele também estará disponível para Android.
Incrível em beleza visual, o jogo parece ser convencido de que ganhará o jogador também pelos olhos. Está disponível, a qualquer momento das fases, um botão que permite tirar print da tela e compartilhar nas redes sociais. Monument Valley nos encanta exatamente assim, nos impulsionando a imaginação pelos olhos, nos fazendo viver o caminho de Ida.

 

Chinesinho com dias contados

Se você já não é um cliente fiel, deve conhecer alguém que faz compras com frequência em sites como DealExtrem ou Ali Express. As versões virtuais do Shopping Centro Terceirão, com preço ainda melhor e frete grátis para o mundo todo, estão recebendo atenção especial da Receita Federal do Brasil. Eles são sites internacionais e muitas de suas compras tem chegado ao solo brasileiro sem impostos, já que (1) o volume tem sido gigante (quase 2 milhões de encomendas em 2013) e (2) a maior parte das compras é de baixo custo. Por lá se encontra milhares de acessórios para smartphones, além de trecos e troços para cozinha, para o carro ou escritório. Sim, o frete é "grátis" para qualquer lugar do mundo, mas a entrega demora, no mínimo, 30 dias para chegar. Segundo o jornal Estadão, a Receita vai se integrar de forma mais direta com os Correios, criando uma automatização no sistema aduaneiro, que hoje funciona de forma aleatória.


De novo


De cara nova, o Twitter mostrou sua nova versão nesta terça-feira. Semelhante à estrutura do Facebook e Instagram, agora a noção de "foto de capa" está mais evidente, com a disposição dos elementos da página realmente parecidos com uma fan page.

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Vida adulta da Internet

Mais do que apenas um grande avanço para o acesso à Internet no Brasil, a primeira aprovação do Marco Civil na Câmara Federal traz um trailer do que significa participação política. Sendo um projeto totalmente discutido pela população antes de ir à votação, o Marco Civil foi aprovado sem alterações. Isso não quer dizer que não tenham acontecido pressões de opositores ao projeto e a defesa de quem acreditava nele. Foram anos de discussões e meses de mais idas e vindas para votação. Sua prova de fogo final é passar no Senado também sem alterações.

A importância do projeto foi parar nas palavras do co-criador da Internet, Tim Berners-Lee, que considera um avanço internacional. Após a aprovação, ativistas influentes na elaboração e discussão do projeto comemoraram, como o jurista e escritor Ronaldo Lemos.

O Marco Civil mexe diretamente com o interesse de grandes players de telecomunicações e publicidade online no país. Provedores de Internet não poderão mais limitar a velocidade de acesso a certos tipos de site; empresas como o Google e o Facebook não poderão mais utilizar cookies que salvam o caminho dos seus usuários para enviar publicidades direcionadas. Estes dois grandões, por sinal, também serão beneficiados na legislação: inúmeros processos que costumam ser direcionados aos sites, por conta de uso indevido de imagem, por exemplo, agora precisam punir especificamente os responsáveis.

A votação na câmara começou com a entrega de uma petição online com mais de 340 mil assinaturas a favor do projeto. Rumo ao Senado, o Brasil parece chegar à vida adulta da Internet, junto com ela. 

Brasil dos tablets

Não causa surpresa, mas é um registro de extrema importância: o Brasil já compra mais tablets que PCs. Eles tomaram o espaço dos notebooks e desktops, chegando a mais de 8 milhões de unidades vendidas em 2013, segundo pesquisa da consultoria IDC que foi publicada no G1. Os tablets cresceram ano após ano, enquanto notebooks ficaram praticamente estáveis nas vendas e os desktops apresentaram queda. Em 2013, foram vendidos 8,2 milhões de notebooks e 5,7 milhões de desktops. Além de ser o gadget da vez, os tablets avançam no mercado pela grande diferença de preço. Os mais baratos (desconsiderando os xing-lings) custam a partir de R$ 500, o que é 50% do valor de um Notebook de baixo custo. Suas características também brilham nos olhos de quem está interessado: convergência, mobilidade, praticidade. É um produto familiar, compartilhado entre todos da casa, com utilidades para pai, mãe, filhos. Todos gostam de jogar, mas fazem usos específicos dos aplicativos de navegação, redes sociais, produtividade etc. Somados, computadores e notebooks ainda representam a maior fatia do mercado, mas a expectativa é que os tablets vendam ainda mais em 2014, batendo a marca dos 10 milhões em 2014. Vale um registro final: os produtos de ponta da Samsung e Apple representam só 13% do montante total das vendas.


#dicastech

Chapéu: Apps
A Microsoft lançou versões de leitura de arquivos de Word, Power Point e Excel para iOS. São gratuitos, mas para quem quiser usar como editor de texto, apresentações ou tabelas precisa pagar a anuidade do pacote Office para Desktop, que custa R$ 20 por ano.


Trollagem
Anualmente, em "comemoração" ao dia da mentira, muitas empresas de tecnologia lançam piadinhas online. Sempre dedicada, o Google caprichou esse ano, lançando o desafio de achar pokémons pelo mundo inteiro no Google Maps. Já acharam alguns no Rio de Janeiro.


Moda
Dois apps para quem vê aquela peça de roupa na TV ou numa foto no Pinterest e quer saber onde achar: ASAP54 e o The Hunt. O primeiro é gratuito para iOS e o segundo funciona fazendo uma foto a partir da própria câmera. O segundo funciona com o upload via navegador.

Limpeza
Para quem vive com o iPhone lotado, o que influencia diretamente na velocidade de processamento, vale conhecer o app Cleaner. Ele faz a limpeza da memória temporária do aparelho, liberando mais espaço e garantindo algum acréscimo na velocidade. Grátis.

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Splitplay: visibilidade para indie games

Que brasileiros amam jogos, isso todo mundo sabe, a novidade é sobre o tamanho do mercado que esta paixão representa: 23% dos brasileiros se consideram jogadores assíduos segundo o Ibope, ou seja, mais de 45 milhões de pessoas jogam frequentemente. O Brasil é o quarto mercado consumidor de games do mundo, e só em 2012 movimentou quase R$850 milhões, e nem estamos falando dos jogos independentes.

Para se ter uma ideia do que isto significa, a Ancine quer tornar o cinema brasileiro o quinto do mundo até 2020, hoje somos o décimo mercado. Os indie games merecem uma atenção especial, representam a maior fatia em desenvolvimento de jogos, mas que acabam circulando apenas em seus ciclos de relacionamento, já que desenvolvedores independentes não contam com uma ferramenta local que fosse uma boa vitrine para esta produção.

O SplitPlay, sistema que está sendo desenvolvido por brasileiros, promete dar visibilidade a estes desenvolvedores, sendo o primeiro marketplace de indie games completamente focado na América Latina. “O aumento da venda digital, onde usuário compra diretamente no site e baixa o jogo cresce a cada dia, e isso incentivou a multiplicação das produtoras, no entanto ainda não existe no Brasil uma vitrine destes games, por isso estamos desenvolvendo o splitPlay” Explica Rodrigo Costa, CEO da Startup.

O Brasil tem um ambiente perfeito para o crescimento deste mercado, “temos jogos de qualidade, cada vez mais apoio governamental, mas nos falta meios de distribuição eficientes”, explica Rodrigo. Existem sites internacionais de divulgação de jogos, “mas sem foco o alcance não é o mesmo, além do que estes desenvolvedores autônomos competem com o mesmo espaço de grandes empresas”.

Rodrigo explica que apesar do mercado de consoles estar em ascensão no Brasil, é difícil ter acesso aos kits de desenvolvimento, já que são muito caros, então “a opção do desenvolvedor brasileiro é lançar o jogo para PC ou mobile e tentar a sorte em uma grande loja de jogos como o Steam – que é a maior do mundo.”

Além de oferecer comodidade para os jogadores, a SplitPlay também promete dar maior visibilidade e renda aos desenvolvedores independentes, que necessitam acima de tudo, de apoio na divulgação dos seus produtos. Somos capazes de exportar o excelente conteúdo produzido no Brasil, “só precisávamos romper a dificuldade de visibilidade neste mercado enorme, que já foi percebido pelas grandes empresas desenvolvedoras, mas que não foi tratado com o foco que merece”, finalizou Rodrigo.

A SplitPlay é liderada pelos cariocas Rodrigo Coelho, 25 anos, Graduado em Design para Mídias Digitais PUC-Rio; Eric Salama, 24 – Designer, Graduado em Design para Mídias Digitais PUC-Rio e Henrique Bejgel, 21, - Desenvolvedor, que está concluindo o curso de Engenharia da Computação PUC-Rio e está sendo acelerada no maior programa de aceleração de startUps da América Latina, o StarUp Chile.

Também foram selecionados para os programas brasileiros: Seed e Starup Rio (da assessoria).


Hapvida investe mais de R$ 17 milhões por ano em Tecnologia


O Sistema Hapvida Saúde aposta na rede própria e em tecnologia e investe, anualmente, mais de R$ 17 milhões no desenvolvimento e melhoria de projetos e sistemas. Os usuários já contam com importantes ferramentas que agilizam o atendimento nas unidades, como a Biometria, o Núcleo de Controle e Qualidade, o Prontuário Eletrônico, os Terminais de autoatendimento, entre outros.

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A nova El Dorado do YouTube



Nos idos de 2007, quando a blogosfera brasileira começou a tomar ares de profissionalismo, uma discussão pertinente apareceu. Era a temporada de blogueiros largando empregos e passando a ganhar dinheiro com páginas de humor, trazendo os virais do dia, os joguinhos divertidos, etc. Conteúdos de alta atenção e grande poder de compartilhamento em páginas que somavam o Google AdSense a posts pagos por anunciantes espertos. Era uma El Dorado dos blogs: todo mundo queria esse "dinheiro fácil" para se tornar uma webcelebridade.

O processo foi revisitado quando os vloggers brasileiros ganharam visibilidade. PC Siqueira e Felipe Neto inspiraram um mar de gente a dar opiniões ácidas em vídeos no YouTube. Saber que esses desconhecidos estavam vivendo do cheque do Google (e vivendo bem) fez surgir uma nova El Dorado. Pipocaram vlogueiros por todos os lados. Ganham centavos.

Com o crescimento da indústria dos jogos eletrônicos, somada a esta linha do tempo da Canaã digital, não seria difícil imaginar que a próxima tendência seriam vídeos registrando partidas em games. Brincando com humor, mostrando habilidades nos jogos ou apresentando guias (os "detonados" ou walk through), os chamados canais de gameplay são vlogs de gamers. Figuras brasileiras como Leon (canal Coisa de Nerd, 1,8 milhões de inscritos), Monark (canal Randons Plays, 2,6 milhões de inscritos) e o gigante Venom Extreme (canal com mais de 3 milhões de inscritos) formam fãs cativos que acompanham suas publicações diárias, especialmente no universo do jogo Minecraft.

Esse contexto não é novidade, mas sua ascensão é algo de se impressionar. O principal marco, levantado nesta semana nas pautas de tecnologia, é do vlogger sueco Felix Kjellberg, do canal PewDiePie. O rapaz de 24 anos tem 25 milhões de seguidores no seu canal, batendo celebridades como Justin Bieber e Rihanna. Seus vídeos trazem jogos variados, sempre focando no humor e estima-se que ele ganhe entre 125 mil e 1 milhão de dólares por mês.

O sucesso dos canais PewDiePie, Venom Extreme ou da Porta dos Fundos desperta mais uma vez a atenção dos que buscam a El Dorado. O engano está em acreditar que as conquistas destes têm por base pouco trabalho e muita diversão. O sucesso dos independentes têm muito mais a ver com experimentações, relacionamento direto e constante com o público e disciplina para publicações de periodicidade certa. Se a qualidade criativa dos vídeos é a base essencial para seu sucesso, a gente sabe que o segredo é muito mais relacionado com musculação cerebral do que com sombra, água fresca e milhões de seguidores.


#dicastech

Ego shot
Para quem curte os selfies e vivencia dificuldade de enquadramento, a colega Maísa Cachos me deu o toque: o app CamMe é um dos que te ajuda na tarefa. Você apoia o celular na mesa com a câmera frontal ativada e à distância faz o clique da foto. Grátis para iOS.


Conteúdo
Nesta quarta e quinta ministro um minicurso promovido pelo Sindicato das Agências de Propaganda da Paraíba. O papo será sobre marketing de conteúdo, incluindo rotinas de produção e dicas para atrair o público. Mais informações em facebook.com/SinaproPb.


Parque Mobile
O clássico RollerCoaster Tycoon ganha versão mobile, disponível para iOS (iPhone, iPod Touch e iPad). Ainda sem data de lançamento, o maravilhoso mundo de construir parques de diversão vai custar US$ 3,00 e tem gerado polêmica por possíveis compras in-app.

Móvel
A GVT disponibiliza a seus clientes o app GVT Freedom que, através da internet, se conecta ao seu telefone fixo (da operadora) e, através de VoIP, permite receber as ligações feitas para ele. Também é possível ligar através da franquia do fixo. Para Android e iOS, grátis.

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Uma palavra por vez



Quantos livros você lê por ano? Um por mês? Eu sou péssimo na disciplina da leitura, lendo menos de 10 livros por ano, mas o projeto Spritz promete ser uma solução para esta produtividade.

Ainda em fase de desenvolvimento e testes, a ferramenta propõe processo no mínimo 20% mais rápido. Enquanto a leitura comum no ocidente é o caminho dos olhos por palavras distribuídas em linhas horizontais, da esquerda para a direita, o Spritz entrega uma palavra por vez, no mesmo espaço. Assim, seus olhos não se movem e o cérebro consegue captar informações mais rapidamente.

Criado por um time de empreendedores e pesquisadores de Boston (EUA), o Spritz promete. Em seu site (www.spritzinc.com) é possível experimentar a ferramenta, tanto em leituras de teste (em inglês), como colocando em prática com os textos sobre o projeto e a empresa. Um aplicativo semelhante já existe há mais de um ano na App Store, o ReadQuick, e custa US$ 9,99, mas o Spritz parece ser mais completo.

O site propõe ao usuário começar o teste do Spritz lendo 250 palavras por minuto. À medida que você se acostuma com o processo, é possível ir aumentando a velocidade, chegando a um ritmo de 600 palavras por minuto, que parece impossível de ser acompanhado de início, mas é perfeitamente possível com a evolução gradativa de velocidade. Para se ter uma ideia, 600 palavras é o equivalente a quase duas páginas completas. Isso é muita coisa.

O sistema está aberto para o cadastro de desenvolvedores interessados em utiliza-lo em seus aplicativos e plataformas. A partir de 21 de março a SDK estará disponível para quem quiser testar no Android e, pouco depois, para iOS e web. Sua efetividade ficará comprovada aí, na prática e "nos olhos" dos leitores.



Viralzinho do futuro

Um vídeo circulou na Internet na última semana, cheio de um amor nostálgico pelo clássico De Volta Para o Futuro. Uma suposta empresa HUVr Tech apresentava, com o ator Christopher Lloyd (sim, o Doutor Brown), o skate voador (hoverboard) que vimos em De Volta Para o Futuro 2. A ideia é que ele estava sendo apresentado como produto, com direito à participação do cantor Moby e do famoso skatista Tony Hawk. No vídeo, a gente vê essa brincadeira funcionando e sendo quase convincente. Quase, porque realmente é improvável o suficiente para ser muito difícil de acreditar. O site de humor Funny or Die admitiu ser uma brincadeira sua e, com outro vídeo, o ator Christopher Lloyd "pede desculpas" pela trollagem. O viral fake está anunciando que vai compensar o público com uma réplica idêntica do hoverboard, assinada pelo elenco que participou do vídeo.


#dicastech


No Brasil

Com toda a força que tem alcançado no mercado de cloud computing, a Amazon dá mais um passo no mercado brasileiro, com o serviço Cloud Drive. São 5 GB gratuitos, com integração entre versão web e mobile, podendo ser acessado em www.amazon.com.br/clouddrive.


Em cores

Eu gosto muito de jogos multiplayer numa mesma tela de dispositivo móvel. Omicron é um desses e toda sua simplicidade faz dele muito divertido. Disponível para iOS (US$ 0,99) e Androi (R$ 2,39), você deve apenas apertar a cor indicada, o mais rápido possível.

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Lembram de mim, Facebook?



Quando eu era um adolescente que começava a se interessar por tecnologia, era comum ficar impressionado com o fato de que Bill Gates era um dos homens mais ricos do mundo. Ele tinha, lá no mundo pós-bolha (começo dos anos 2000) uma fortuna na casa de US$ 50 bilhões, enquanto CEO da Microsoft. Era assustador. Mas o mundo dos bilhões da tecnologia nunca para de nos surpreender: na última semana o aplicativo de mensagens de texto WhatsApp foi comprado pelo Facebook por US$ 16 bilhões.

Os rumos que a gente já vinha comentando por aqui foram se formatando. Após comprar o Instagram e dar passos cada vez mais longos em busca da mobilidade, o Facebook seguiu na jornada. Se a oferta de compra não convenceu o Snapchat (novo app popular entre adolescentes), restava bater na porta do WhatsApp com algumas maletas de dólares e ações.

O fim dessa história você já sabe. Criado por Brian Acton e Jan Koum, o WhatsApp agora também é de Mark Zuckerberg. Os 55 funcionários da empresa ficaram ricos, os diretores agora são do conselho do Facebook e todo mundo saiu feliz. O assustador montante é questionado por inúmeros analistas do mundo de startups e investimentos. É dinheiro demais, como já se considerava muito o bilhão dado ao Instagram.

Se a preocupação dos empreendedores é em torno da criação de uma bolha, a dos usuários é se o seu queridinho WhatsApp vai permanecer intacto. Ao que tudo indica sim, ainda que por "coincidência" ele tenha apresentado quedas de algumas horas desde o último sábado. Nas piadas (no Facebook), os usuários colocam a culpa em Zuckerberg.

As novidades começam a aparecer para os 450 milhões de usuários (70% deles ativos diariamente): na Mobile World Congress (MWC) de Barcelona Jan Koum anunciou que o WhatsApp terá chamadas de voz, como o concorrente Viber. A tecnologia já é disponibilizada pelo Facebook em seus aplicativos.

Mas o que vem antes de toda essa história? O melhor do filme sobre o WhatsApp não está no clímax onde seus sócios comemoram bilhões na conta. É preciso voltar até 2009, como fez o TechCrunch: pela conta do Twitter de Brian Acton o site descobriu que ele foi demitido do Yahoo! naquele ano. Após 11 anos na megacompanhia, ele bateu na porta do Facebook e do Twitter, que não o contrataram. Foi ali que começou sua jornada empreendedora, que terminou na mesma porta de uma das empresas que não o contratou. Na mochila estavam quase 500 milhões de viciados na sua ideia e no rosto um sorriso que parecia dizer "lembram de mim?"

Quem entende?
Em 2013 a Microsoft comprou a divisão de smartphones da Nokia. Na MWC a filandesa apresentou novos aparelhos com Android, ao invés de Windows Phone. Este Android é adaptado e tem serviços da Microsoft, ao invés do Google. Quem entende a Nokia?

Me conta
O CNA Ruy Carneiro lançou para alunos um aplicativo que permite o acompanhamento completo das atividades em curso, o Agenda Tellme CNA. Notas, rotinas das aulas e eventos da escola estão disponíveis no app que é gratuito e funciona em smartphones Android e iOS.

Sem sinal?

A dica é do leitor e colega de trabalho Ricardo Belo, da Informática da Rede Paraíba: o app Crowd Mobi checa onde você está e mostra a qualidade do sinal da sua operadora (e das outras também) naquele ponto da cidade. Gratuito e disponível para Android e iOS.

Batalha zumbi
Saiu ontem o novo Plants Vs. Zombies: Garden Warfare, um spin-off da famosa série de jogos mobile, agora em um game de tiro em terceira pessoa com opções multiplayer. Lançado para Xbox One, Garden Warfare também estará disponível para Xbox 360 e PC.

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Made in Paraíba



Conheci Geraldo Ramos (à esquerda na foto) no Pio X, quando estávamos no ensino médio. Antes dos 18 ele resolveu montar uma empresa de hospedagem de sites com alguns amigos. Coisa de adolescente sem juízo ou geek, vai saber. A empresa deu certo, foi se expandindo, criando depois uma segunda, focada em desenvolvimento. Uma janela no tempo me faz lembrar somente do momento em que Geraldo estava começando a prestar serviços para a IBM e a Folha de São Paulo, na área de streaming de vídeo. A essa altura já existia o 6PS Group, uma trade de empresas de tecnologia.
Ver Geraldo embarcando para Nova Iorque me parecia um passo coerente na jornada. Diante da avalanche de meninos-prodígio em busca de ideias que conquistem investidores, faria todo sentido que a equação boas ideias + experiência precoce fosse promissora. A grata surpresa da última segunda-feira foi ver Geraldo e o nome da 6PS no TechCrunch , o maior site sobre empreendedorismo digital do mundo.

A equipe de sócios Brasil-EUA do empresa está no TC graças ao seu novo projeto, o HackHands (www.hackhands.com). Trata-se de uma plataforma de mentoriado e suporte a desenvolvedores com dúvidas em seus códigos. Uma rede de experts (a princípio apenas na linguagem Ruby On Rails) é acionada e você inicia um chat em vídeo, com sistema de transmissão da tela do PC e um box para ajustes dos códigos em tempo real. Por cada minuto de conversa se paga 1 dólar e caso a dúvida se encerre em menos de 5 minutos, é grátis.

Pé no chão sobre as limitações da terra natal, Geraldo me explicou pelo Facebook o porque disso tudo no frio de NY: "o Brasil é um mercado secundário e a gente sempre achou que tinha capacidade de vir aqui e brigar no mercado principal - arriscamos tudo pra isso". Ele chama esse passo de "all in". Neste jogo, hoje eles também contam com um aliado da terra de Obama, o sócio Forest Good (à direita na foto).

Outros sócios e funcionários da 6PS estão territorialmente divididos entre João Pessoa e NY. O trabalho de desenvolvimento do HackHands, por exemplo, teve os códigos de Assis Antunes, que reside em JP e passou breve temporada em NY junto ao time.
Geraldo deixa claro que essa ótima repercussão inicial não pode impressionar demais. "Esse é o primeiro estágio de muitos. Nosso concorrentes já estão com investidores e nossa meta agora é levantar recursos".

Inovação

A 6PS está se estabelecendo em Nova Iorque desde o fim de 2012. Por lá já prestam serviços para empresas de grande porte como a IBM ou para a Droga5, uma das agências mais premiadas em Cannes nos últimos anos. Curioso, questionei o paraibano para entender porque não seguir nesta linha, que parece bem-sucedida. "Esse tipo de serviço não é escalável, nem traz relevância pra gente. Queremos criar uma empresa de inovação, não uma de outsourcing development".

Enquanto dá os primeiros passos para tornar sua ferramenta popular entre aqueles que estão em busca de um mentoriado tech, Geraldo parece focado em correr riscos e inovar a todo custo. Fazer bem feito parece ser o essencial, já que como bem disse Silvio Meira em recente entrevista, "um negócio inovador não é feito de ideias, mas de execução".

 

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Google por um Brasil melhor

Depois de passar pela Inglaterra e Índia, chega a vez do Brasil conhecer o Desafio de Impacto Social do Google. Caçando ideias inovadoras que transformam o mundo, o gigante das buscas visa premiar grandes ações de ONGs brasileiras. Ao contrário do Creative Sandbox, que premia ideias transformadoras que usam tecnologias o Google, o desafio não traz esta obrigação. Segundo a empresa, serão premiados projetos e iniciativas que usam a tecnologia para solucionar problemas na esfera social. As quatro melhores ideias levam 1 milhão de reais cada.
Energia solar, purificação de água e aplicativos para informação política já foram premiados. No site do projeto (www.g.co/desafiobrasil), o Google deixa claro que está em busca de ideias que sejam criativas, orientada por dados e gerem transformações em larga escala. Viabilidade, planejamento realista e know-how do time realizador também são visados pelo prêmio.
Ainda que prêmios de apoio a ações sociais já existam há muito tempo, em 2014 deveremos observar mais movimentos como este do Google, focados na convergência tecnológica. Canais especializados já mencionam a possibilidade do Festival de Cannes criar uma nova categoria para a publicidade que proporciona algum tipo de transformação. A ideia é premiar campanhas que geren mudanças diretas em alguma realidade, cumprindo um propósito de marca, enquanto serve ao planeta.
Como coadjuvante essencial para o protagonismo da transformação despontar, a tecnologia precisa sempre apresentar modelos replicáveis. Especialmente nestes casos, a maior riqueza ferramental é de proporcionar que a mudança seja adaptada para outros contextos. No Brasil, na Inglaterra ou na Índia, tudo que a gente precisa é de mais criatividade tecnológica voltada para o outro.


Um passarinho desajeitado

Uma das características mais frequentes do viral na web é não saber exatamente de onde ele veio. Quem espalhou Flappy Bird? Quem fez esta maldade com o mundo? O passarinho desajeitado que não consegue voar direito (alguém aí lembrou de Tiny Wings?) tenta desviar de canos que lembram Mario Bros. Atravessar é modo de dizer, porque afinal o jogo é dificílimo - ainda que o minimalismo do seu game design crie a falsa impressão de facilidade. Desenvolvido pelo vietnamita Dong Nguyen, Flappy Bird era gratuito e disponível para Android e iOS. Sim, era. Após os vários dias de enorme sucesso, ocupando o primeiro lugar nas listas de mais baixados, Nguyen resolveu tirar o jogo das lojas digitais. Segundo ele, não aguenta mais a pressão em torno do sucesso. Seu despretensioso game (acusado por muitos de plágio) tornou-se um sucesso instantâneo, um vírus irritante e destruído pelo próprio criador. Segundo alguns sites americanos, o desenvolvedor já deveria estar lucrando por volta de 50 mil dólares por dia com os anúncios in-app. Vai entender. Para quem quiser experimentar um jogo na mesma linha (acho até melhor), recomendo o Iron Pants.


Apple no Rio

E depois de tanto burburinho em torno da chegada ao Brasil, será lançada neste sábado no Rio de Janeiro a primeira loja oficial da Apple. A loja chega por aqui após constantes e inúmeros impasses com o governo brasileiro e a carga tributária que irritava até o Steve Jobs. No ano passado foram anunciadas vagas de gerentes, vendedores e gestores para a primeira Retail Store da maçã no Brasil. O Rio, claro, foi escolhido tendo em vista seu potencial turístico para a Copa. Pela tradição tecnológica seria a escolha mais óbvia, mas o destino foi o Shopping Village Mall, na Barra da Tijuca. Pelo que já foi informado pela própria Apple, a loja seguirá os moldes mundiais, com o grande painel de vidro na frente. Nestes estabelecimentos, a Apple é famosa pela degustação livre dos seus iPods, iPhones, iPads e iMacs, junto a um atendimento totalmente personalizado.

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Olhe para trás

Na era do extremo volume de informações que vivemos, a preservação da memória é ao mesmo tempo recurso de ouro na computação em nuvem e prática involuntária do cidadão comum. Enquanto os servidores buscam garantir que nada se perca, a gente atualiza timelines a cada instante nas redes sociais. Sem perceber, montamos um histórico que diz muito sobre nós. Comemorando os seus 10 anos nesta terça-feira, o Facebook deu de presente a cada usuário um vídeo personalizado com seu histórico dentro da rede.
Acessando www.facebook.com/lookback, com sua conta logada, você assiste a um clipe com sua presença por lá. Desde quando você "nasceu" no Facebook, passando pelas postagens mais curtidas e fotos que marcaram sua história.
Em sua postagem comemorativa, Mark Zuckerberg afirmou que continua cuidando de uma rede que se importa em conectar pessoas por todo o mundo. Com mais de 1 bilhão de usuários e escritórios espalhados pelo mundo, o Facebook busca avançar no mundo mobile, como comentei aqui na semana passada.
Ano passado se especulava sobre a rede lançar uma ferramenta para ler conteúdo, estilo Google Reader. A expectativa era que teríamos dentro da própria versão web do Facebook, mas a novidade foi um pouco diferente.
Zuckerberg lançou o Paper, um aplicativo ao estilo Flipboard. Gratuito e focado em conteúdo, o Paper traz as características dos leitores de feeds mobile, a partir da lógica do Facebook. Isso quer dizer que mesmo antes de acessar a notícia, vê as opções curtir, compartilhar ou comentar. Por enquanto, o Paper está disponível apenas para iOS na versão 7 e exclusivo para a App Store americana.


Samu no smartphone


Pre-lançado na Campus Party Brasil 2014, aplicativo para chamar o Samu via internet mostra um governo mais preocupado com o mundo digital. Integrado à sua conta do Facebook, o app promete eficiência e transparência. A ferramenta também se integra ao famoso Waze, aplicativo de localização que dá tanto rotas, como informações colaborativas do trânsito. Foram prometidos aplicativos para smartphones, a serem lançados no carnaval, mas por enquanto só temos um cadastro online. Acesse através do endereço www.samuemergencia.com.br


Novo CEO da Microsoft
O anúncio mexeu com o mercado no ano passado: Steve Ballmer deixaria a presidência da Microsoft entre 2013 e 2014. Por lá desde 2000, o CEO passa o bastão para o indiano Satya Nadella, que era diretor de computação em nuvem da empresa. O novo presidente promete quebrar tradições sempre em busca da inovação, único vetor que o mercado respeita. "Que a Microsoft prospere em um mundo móvel e que a nuvem seja prioridade", diz Nadella em sua carta de apresentação. Bill Gates, que deixa a presidência do conselho da empresa, afirmou na transição que não nenhum nome melhor que Satya para o cargo. No atual contexto de produtos sem a repercussão esperada (Windows 8 e o tablet Surface) junto ao sucesso do Xbox One, as expectativas são altas em torno desta mudança. É esperar pra ver.


Oi lança recarga no Facebook
Com foco no pré-pago e no público jovem, a Oi acaba de lançar o aplicativo de recarga para celular no Facebook. O app permite que o cliente recarregue qualquer Oi Móvel utilizando um cartão de crédito das bandeiras Dinners, Elo, Mastecard e Visa. A ferramenta foi ativada na primeira semana de janeiro e será divulgada para clientes através de SMS e email marketing. O valor mínimo de recarga é de R$ 10 e o máximo varia de acordo com o perfil do cliente, pelo histórico da recarga. Faça seu teste na fan page: http://www.facebook.com/OiOficial.

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