Ruas de asfalto, ruas digitais

É como se vivêssemos uma evolução gradual de percepção. Aquela web tratada como reduto dos revolucionários de sofá, que levou #forasarney para os trending topics, mas não foi às ruas, parece ganhar novos fôlegos. Não se enganem: as manifestações por todo Brasil foram esquematizadas e divulgadas pela mesma web. A postura, porém, é nova: a ideia é que nas ruas digitais nos encontramos para marcar os protestos das ruas de asfalto. O Brasil está em alerta diante dos acontecimentos dos últimos dias e a Internet, sem falta, o acompanha. São inúmeros vídeos, inclusive com vloggers gravando falas em inglês, para chamar atenção de todo o planeta em torno do assunto. A insatisfação começa na web, passa para as ruas; o que acontece por lá é comentado, criticado e analisado novamente na web. Avançando com novos passos, seguimos em frente para uma democracia que utiliza o digital para transformação. É fato.
O que falta às startups paraibanas?
Em abril deste ano a revista Info publicou em seu site uma lista de startups de destaque no Norte e Nordeste. Praticamente dominada por pequenas empresas digitais de Maceió e Recife, me incomodou a ausência de um nome paraibano na lista. Estamos engatinhando na área e resolvi perguntar ao amigo consultor na área, Leo Uchôa, sobre o assunto. Tendo recentemente voltado de experiências profissionais na China e na Inglaterra, o questionei: o que falta para as startups paraibanas decolarem? Leo, que é co-fundador do Startup Fire, responde abaixo:
Incentivo à cultura startup, por Leo Uchôa
Se o empreendedorismo de base tecnológica está mudando a cara de diversas cidades no Brasil, trazendo novos investimentos, e o próprio Governo Federal o está incentivando através do recém-lançado programa Startup Brasil, por que o cenário de startups paraibanas não decola?
Um dos fatores que pode responder a essa pergunta é a falta de um ecossistema que incentive a criação e o crescimento de novas empresas do setor. Esse ecossistema é formado por incubadoras, aceleradoras, coworkings, investidores, consultorias, eventos, associações, treinamentos, incentivos governamentais, envolvimento das universidades, entre outros.
Esse é um ponto que sem dúvida faz toda diferença ao analisar estados como Mato Grosso do Sul e Alagoas, que mesmo não fazendo parte dos centros tecnológicos do país, são cases de sucesso no lançamento de novas startups.
Outro ponto importante é a qualificação básica dos empreendedores. Investir em startups exige conhecimento de novas metodologias e ferramentas complexas de gestão e validação de ideias. Falta incentivo em programas de educação contínua e treinamento, além de acompanhamento dos empreendedores durante os processos iniciais.
Por último, a inexistência quase que completa de investidores anjos no estado - que são responsáveis diretos pela monetização e pela validação das startups na fase inicial do projeto - torna o desafio de criar ideias inovadoras ainda mais complexo, fazendo com que muitos empreendedores desistam antes mesmo de começar.
O melhor app do melhor São João
A gente já sabe que os festejos juninos de Campina Grande são os melhores do mundo. Faltava um aplicativo bem completo, certo? O evento lançou este ano um app bem legal, para Android e iOS, que vem com tudo: programação, atrações, lugares para comer e se hospedar na cidade. De quebra, uma brincadeira: faça uma foto sua em versão matuto e compartilhe nas mídias sociais. A assinatura é da Soda Virtual, de João Pessoa, que também cuidou do site deste ano - no capricho.








