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Cultura Digital

Ricardo Oliveira traz novidades, dicas e opinião sobre o mundo da tecnologia, mercado digital, mídias sociais, games e tudo que respira bits. Toda quarta, na página 4 do caderno de Economia. Contato com o colunista: culturadigital@jornaldaparaiba.com.br

Hoje é dia de iOS 8



Se tem uma coisa que todo usuário de Android adora fazer inveja em quem tem iPhone é o Swiftkey. O aplicativo de teclado deslizante disponível para o sistema do Google é uma belezinha de praticidade. Basta deslizar o dedo por cada letra de uma palavra para formá-la, sem se preocupar em "digitar". O app chega junto ao iOS 8, que está disponível a partir de hoje.

No iOS 8 também estarão disponíveis alguns novos recursos, bastante focados em facilitar sua vida. A interface é praticamente a mesma do iOS 7, contando especialmente com novidades itens de usabilidade e atalhos. Eis os meus destaques:

Quicktype: a Apple liberou um teclado mais inteligente para o iOS. Agora ele sugere as palavras acima das teclas para você escolher qual se adequa melhor e agilizar o trabalho. No iPhone 6 Plus, vai ser possível utiliza-lo na horizontal com botões novos, como copiar/colar.

Notificações ágeis: agora, aquelas notificações de mensagens que aparecem no topo da tela podem ser respondidas ali mesmo. Um placebo sobre não ser interrompido no multitask.

iMessage:
agora, o mensageiro instatâneo da Apple tem mais cara de WhatsApp, seu principal concorrente. Será possível criar grupos, mandar vídeos e mensagens de voz.

Healthkit: um novo aplicativo nativo que integra seus apps de saúde. As informações absorvidas em interfaces de esportes (Nike+) ou de controle de remédios são exibidas todas numa única tela.

Compartilhamento familiar: este é meu recurso preferido. Agora, será possível que compras sejam distribuídas entre a sua rede familiar. Ou seja: um app não precisa ser comprado por você e seu irmão. Basta fazer uma única compra, com único cartão e liberar entre os dispositivos.

Microsoft compra Minecraft
O lego desta geração foi comprado pela Microsoft por US$ 2,5 bilhões. Estamos falando de Minecraft, criado pela empresa Mojang, um jogo de universo aberto baseado na exploração e construção de todo tipo de coisa em blocos. Seu sucesso é antológico na história dos games: só nos últimos dois anos ele teve mais de 2 bilhões de horas jogadas no Xbox 360. No PC, o número de usuários online é extratosférico. Lançado em 2011, Minecraft é considerado um "sandbox", gênero em que os jogadores podem andar livremente em um mundo aberto, online ou offline. A sua diferença é o fato de permitir os "mods" - as modificações que qualquer jogador interessado por fazer. Inúmeras variações do original surgiram, gerando uma comunidade gigantesca. O seu criador, o sueco Markus "Notch" Persson, sempre demonstrou resistência ao mundo das grandes majors de games. A surpresa foi respondida com uma longa carta no blog da Majong e uma frase que tenta resumir "não é pelo dinheiro, mas por minha sanidade".

Novo record

A cada temporada, um novo record. Depois do grande impacto de Call of Duty: Ghosts e GTA 5 na indústria de games, quebrando todas as marcas, essa é a vez de Destiny. O novo game da Bungie/Actvision chegou a um lucro de US$ 500 milhões no dia de estreia. O número se refere às vendas da Bungie ao varejo, mas já representa sucesso, nas palavras da produtora. Destiny é dos mesmos criadores da famosa série Halo, misturando ficção científica com fantasia, em mundo com clima de Star Wars. O jogo é de tiro em primeira pessoa e traz até uma canção exclusiva de Paul McCartney na trilha sonora. Disponível para PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One, Destiny custa a partir de R$ 149.
 

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iPhone 6, Apple Watch e Apple Pay

Novos iPhones
Se houve uma grande surpresa na apresentação que a Apple fez nesta terça-feira às 14h (horário de Brasília) foi lançar dois novos iPhones em 20 minutinhos. Os novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus são maiores que o 5S, atualmente no mercado. O primeiro tem 4,7 polegadas de tela o segundo 5,5 polegadas. Nenhum grande recurso foi anunciado além dos básicos upgrades de processador e câmera, sempre incríveis e etc. No iPhone 6 Plus a diferença é que, pelo tamanho da tela, agora você pode usa-lo na horizontal. É a investida da Apple para concorrer com os grandões da Samsung.

Upgrades de câmera
Os upgrades que eu mais gosto do iPhone são em suas câmeras. O novo iPhone 6 Plus terá uma câmera de 8 megapixels (o que não evoluiu), que chega a 45 megapixels em fotos panorâmicas. Foi anunciado uma maior integração entre giroscópio e câmera, o que deve gerar mais precisão nas fotos panorâmicas e a detecção de rostos. Essa dinâmica também evoluiu na câmera frontal, se aprimorando para a geração selfies. E no mundo dos vídeos, o processador agora permite que os vídeos em slow motion cheguem a 240 quadros por segundo, o que amplia e muito a riqueza do efeito. No iPhone 5S o máximo eram 120 fps.

Adeus, cartão de crédito
Um dos lançamentos mais importantes da Apple nos últimos anos, entretanto, não foi um device. O sistema Apple Pay é uma nova dinâmica para pagamentos em qualquer lugar. Inicialmente disponível em estabelecimentos credenciados nos EUA, o aplicativo permite que você cadastre cartões de crédito e não tenha mais que pegá-los na carteira. Ele utiliza a tecnologia Near Field Communication, que ativa recursos por proximidade. Ou seja, aproxime o iPhone de um sensor e confirme o pagamento. A dinâmica deve estar disponível nos EUA em unidades do Subway, McDonalds e na Disney nos próximos meses.

Apple no seu pulso
E o tão esperado relógio da maçã finalmente chegou e se chama Apple Watch. Ainda que a marca tente manter o status de Gandalf (nunca chega atrasado, mas na hora certa), ficou evidente que eles demoraram e, no fim das contas, não foram tão inovadores assim. Já existem inúmeros smartwatches no mercado e a Apple deve ganhar visibilidade por seu status e porque a concorrência não impactou de verdade. Está lá uma interface bonita usando o novo iOS 8, conectividades importantes com o iPhone e recursos incríveis para um estilo de vida saudável. Sim, além de capturar suas informações de movimentos, atividades físicas e pulso, ele gera infográficos, faz sugestões e tenta te motivar a ser menos sedentário. Tudo isso com várias opções de pulseiras e até uma versão que tem corpo em ouro 18 quilates. O Apple Watch integra o tradicional (ele tem uma coroa de controle lateral para zoom e outros recursos) com o moderno (touchscreen e o sistema Siri integrado), apostando que é "o device móvel mais inovador até hoje", nas palavras da Apple.

* A coluna foi escrita ao som de "Songs of Innocence", novo disco do U2. A banda se apresentou no fim da conferência da Apple e anunciou o novo álbum totalmente gratuito na iTunes Store.

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Proteja sua privacidade na rede



A essa altura você já deve saber que algumas celebridades americanas tiveram sua intimidade invadida por hackers. Fotos de atrizes como Jennifer Lawrence e Kirsten Dunst vazaram em sites como 4-chan e Imgur. Até agora, suspeita-se que o conteúdo foi resultado de uma invasão hacker nas contas individuais de iCloud das vítimas.

O iCloud é o armazenamento na nuvem dos dispositivos da Apple. Sua principal função é o backup em seus aparelhos (iPhone, iPod, iPad), de modo que não se perca conteúdo em situações variadas e, ao mesmo tempo, eles estejam disponíveis em todas as plataformas ao mesmo tempo.

As principais suspeitas em relação ao ataque revelam uma possível falha justamente no iCloud, em alguma parte de sua conexão com o aplicativo Find My iPhone. Os hackers teriam usado um ataque de força bruta, que consiste em tentar repetidamente várias senhas diferentes até alcançar a senha utilizada pelo usuário atacado. Foi confirmado por outros hackers que circula na rede um sistema de fazer isso acontecer no iCloud. A falha estaria em a Apple não barrar automaticamente mais de 3 tentativas de senhas diferentes erradas.

Considerando que tudo isso seja um fato, diante de todo esse absurdo que vemos acontecendo com as celebridades, como proteger o nosso conteúdo no iCloud? Se cada indivíduo tem direito à privacidade, independente do que escolhe registrar em seu smartphone ou manter salvo na nuvem, como ter certeza que nossa privacidade está realmente segura?

Duas dicas essenciais se revelam como as mais importantes hoje e nenhuma delas passa pelo absurdo conselho "não faça fotos assim".

1) A primeira dica e a mais básica é ter uma senha segura. Por mais que se repita esse mantra, muita gente ainda mantém senhas frágeis e não entende que não se trata de pensar "algo que ninguém vai adivinhar". Entenda que hackers não ficam tentando adivinhar sua senha se quiserem invadir suas contas. Eles usam sistemas que fazem múltiplas combinações até achar o que você escolheu. Como burlar esse sistema? Fazendo combinações complexas. É por isso que a Apple te exige usar: a) no mínimo 8 caracteres; b) mistura de maiúsculas e minúsculas; c) numerais e caracteres especiais. Como transformar uma senha banal em algo seguro? É simples: saia do 12345 para Um@dois3quatro5. Esta brincadeira deve ser para qualquer senha que você pensar e a dica é usar uma frase que você usa com frequência e se adapta. Por exemplo: "eu amo chocolate" se transforma em "Eu#4mochocolat3". Basta decorar onde entram os detalhes, evitar obviedades (como fazer variações com seu nome) e você já tem uma senha bem mais segura.

2) O segundo cuidado que você deve ter é ativar a verificação em dois passos, sempre que estiver disponível. As grandes redes e serviços online já contam com isso e incentivam a tecnologia. Facebook, Gmail e o próprio iCloud permitem que você faça a recuperação de senhas ou a troca delas usando o envio de um código secreto para seu celular. Ou seja, ninguém conseguirá de verdade invadir sua conta se não tiver sua senha ou a posse do seu celular pessoal. Para ativar este recurso, procure as configurações de senha e segurança nos serviços que você utiliza.

Estes dois cuidados certamente te ajudam a proteger sua privacidade de crackers que estão sempre buscando brechas. A estes, as punições variam de cada caso, mas é um time de crime que já está previsto em legislações nos EUA e no Brasil. Quem vazou as fotos de Scarlet Johanson há alguns anos chegou a ser condenado a 10 anos de prisão.
 

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Amazon mexe com e-commerce nacional

Depois dos meses de estreia da Amazon brasileira apenas com e-books para Kindle, chegou a nova temporada. Com 150 mil livros físicos disponíveis no catálogo, a loja lançou a novidade com descontos e frete grátis a partir de R$ 69 em compras. Para mais de 13 mil títulos, se você comprar o livro, pode começar a leitura em versão e-book enquanto ele não chega na sua casa.
Apesar de ainda não estar com os descontos agressivos de forma tão intensa, a oferta do frete já chama atenção, sendo pouco comum no varejo online nacional (considerando livros, atualmente). No geral, o custo de entrega cresceu bastante no Brasil, já que com as oscilações dos Correios as lojas passaram a contratar serviços privados. Frete grátis se tornou oferta rara e chegar com isso foi uma tacada interessante.

Mas tumulto mesmo é o medo que a Amazon traz ao mercado brasileiro. Conhecida por sua agressividade, a empresa de Jeff Bezos mexe com as estruturas de gigantes como a B2W (Submarino, Americanas.com) e de editoras nacionais, que chamam o ritmo da empresa de "canibal". Já se fala em ações (que ocorreram na Europa) sobre tabelar preços de lançamentos entre todas as lojas, para que não se crie uma espécie de "dependência-Amazon".

Enquanto alguns chamam de "preços abusivos" eu prefiro acreditar que o e-commerce nacional estava precisando de um "se toca". Enquanto se dá atenção demais ao fator preço da chegada da Amazon, é muito mais importante dar atentar à gestão de relacionamento com o cliente. Entre todas as compras que fiz na Amazon americana, se tive alguma situação de problema ela foi resolvida de maneira tão solícita que chega a ser vergonhoso para o e-commerce nacional. O atendimento por chat ou e-mail é rápido, prático e honesto: eles admitem erros que nós nem percebemos e já enviam a solução de imediato.

Por aqui, você sabe: é ridícula a luta do consumidor contra o péssimo atendimento. A sensação, no geral, é de ser enganado com promoções falsas, produtos pagos que simplesmente esgotam depois do pagamento ou fretes abusivos. Com parcerias diretas entre editoras e lojas nacionais, não é de se surpreender que a briga com a chegada da Amazon também seja política. Muitas peças do jogo ainda vão se mexer, com a certeza para o consumidor de que movimentos de mercado são sempre produtivos.

Investimento no live streaming
A plataforma de livestreaming Twitch.tv chegou como um vírus entre os gamers na web. Rapidamente se popularizou como a principal opção de transmissões ao vivo de partidas de games, lembrando o sucesso passageiro do Twitcam. A diferença é que o Twitch, por todo seu sucesso, começou a chamar atenção do Google com seus Hangouts ou YouTube Live e da Amazon, que tem investido cada vez mais em produtos fora do escopo do e-commerce. Foi dela a "oferta irrecusável": 970 milhões de dólares (em dinheiro) pelo Twitch. O sucesso da ferramenta, além da força das transmissões de gameplay, se deve ao clima meio "televisão". Dá pra passear por vários canais diferentes, conferindo o que está passando. Tal qual foi o movimento em torno do Ustream.tv e Justin.tv há algum tempo, marcas e celebridades também se encontram por lá.

Pesquisa
Horário nobre

Em qual horário você acessa mais as redes sociais? Segundo o Scup, o Instagram é a rede da noite e do fim de semana; Facebook do intervalo do expediente e das 22h, assim como o Twitter. Confira o relatório completo em http://migre.me/leUsY ou no QR code acima.

games
Estratégia

Quem curte Star Wars e Age of Empires vai gostar do novo "Star Wars Commander" (gratuito, iOS). O jogo segue o estilo Clash of Clans, dentro do universo criado por George Lucas. Crie bases e exércitos para ter suas batalhas intergaláticas neste game de estratégia.
 

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O problema do Secret não é o Secret



Quando os blogs começaram a se popularizar no começo dos anos 2000, era comum encontrar um clima de diário pessoal, muitas vezes anônimo. Sem rosto, muitos contavam suas broncas com a vida, trabalho, relacionamentos. Com a popularidade de redes como Orkut e Facebook, essa internet começou a ganhar rostos através da noção de perfil. Quem fala o que quer tem avatar e link permanente. A visibilidade sobre o que você diz ganhou retweets e compartilhamentos - todos buscam ser vistos por sua "incrível" opinião.

Mesmo sendo esse o padrão da rede, em torno do capital social, eis que surge um aplicativo em busca do anonimato de quem quer se expressar. O Secret (iOS/Android, grátis), nascido em janeiro desse ano, chegou ao Brasil causando burburinho e polêmicas. Lá fora é um app que incentiva seus usuários a falarem o que querem mas têm dificuldade de expressar se identificando publicamente. Gente que tem problemas de saúde, maternidade na adolescência ou dificuldades de relacionamento colocam tudo nesse mural de pequenas lamentações. Segundo o site Mashable, passou a ser comum nos Estados Unidos que esse anonimato se encerre à medida que as pessoas marcam encontros para se ajudar pessoalmente.

Ainda que por lá exista o dito cyberbullying, parece que é um problema limitado e o próprio app tem ferramentas para denúncia. No Brasil, o problema virou o centro da atenção. Aqui, estão publicando fotos íntimas de "amigos", contando mentiras e revelando segredos que não são seus. Centrados no teto de vidro do outro e protegidos pelo anonimato do aplicativo, os usuários brasileiros chegam à crueldade.

Quem se sentiu ofendido pelo que foi publicado por lá, passou a denunciar a situação na Polícia e o Ministério Público passou a agir. No Espírito Santo, o MP já pede que o Secret deixe de ser publicado no Brasil, nas lojas da Apple (iOS) e do Google (Android). Acontece que a ferramenta já conta com política de combate ao bullying e as mensagens denunciadas são automaticamente deletadas, informando ao seu criador que o conteúdo está sendo tratado como ofensivo. O problema fica mais complexo quando quem nem está na rede está sendo ofendido. O que fazer?

Sem respostas prontas, acredito que a dinâmica de processar a ferramenta faz pouco sentido. É equivocado achar que o aplicativo por si só é mau, considerando o modo como propõe uma forma de comunicação. O bullying que acontece por lá não é praticado pelo Secret ou seus criadores, mas por quem o utiliza. Parece óbvio, mas com as ações tomadas pelo Brasil, acho necessário lembrar.

Ao invés de cobrar um posicionamento quase ditatorial da justiça brasileira, talvez a maior cobrança deveria ser em torno de uma política mais rígida dentro do próprio app. Ainda que seja uma discussão mais complexa, o aparente anonimato só pode ser preservado à medida que se segue atento às leis vigentes. Os usuários do Secret talvez não liguem pra isso, mas, muito provavelmente, os autores dos comentários ofensivos sejam os mesmos que riscavam as paredes do banheiro com xingamentos à menina de aparelho, ao gordinho da outra turma ou a qualquer forma diferente do "habitual". O mural mudou, a educação não.

Só mais uma vez

Se você perdeu a paciência com Flappy Bird, mas adora desafiar os amigos a fazer mais pontos naquele infame joguinho que foi retirado da App Store, talvez fique empolgado em saber que vem por aí o novo game do mesmo criador. Foram inúmeras cópias, mas é Swing Copters que tem a assinatura do mesmo Dong Nguyen. Com jogabilidade parecida, agora você vai pra cima e os obstáculos estão em movimento. Nas palavras do blog TouchArcade, que já teve acesso ao Swing Copters, o jogo traz todo o espírito de "só mais uma vez", que Flappy Bird retomou com tanto sucesso. Gratuito e com versão paga sem publicidade, o game será lançado nesta quinta-feira, 21, para iOS e Android.

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Carta para o tio Zuckerberg

Bom dia, Zuckerberg. Tudo bem por aí? Sei que você deve estar lendo essa mensagem através do meu chat privado com minha noiva. Ah, não nega. As novas definições de uso do aplicativo Facebook Messenger deixaram isso muito claro. Além de nos obrigar a utiliza-lo, você resolveu colocar por lá alguns termos que passam bastante dos limites. Aliás, vacilo seu aquele email que mandou sem minha autorização. Minha mãe achou que eu gosto de Sam Alves. Fala sério. Seus algorítimos de gostos culturais estão errando feio. Pensando bem, erro feio é acreditar que algorítimos podem resolver o gosto do mundo. Afinal, o meu NewsFeed é tão chato que eu tenho certeza que essa curadoria involuntária que o Facebook me obriga a engolir é das piores. Pior que a curadoria cultural da Funjope para as festas de João Pessoa. Mas eles dizem que a gente tem que engolir. Se você imitar a prefeitura vai sofrer no Facebook como eles sofreram. Mas espera. O Facebook é seu e, sendo seu, quem não gosta é que tem que sair. Tudo bem, Mark. Está perto.

Solução financeira no bolso


Uso internet baking desde que tenho conta em banco, há quase 10 anos. Apesar de ter sentido evoluções importantes nos sistemas, sempre senti falta de uma coisa: uma funcionalidade básica de gerenciamento financeiro. Há trocentos aplicativos pra isso, mas nunca vi os sistemas absorvendo uma plataforma funcional para seus clientes. O Guia Bolso é quase isso. Não é um Internet Banking, mas um aplicatico de gerenciamento financeiro que se conecta à sua conta. Sim, isso é seguro e autorizado pelos bancos. O GB acessa seu extrato e o transforma em uma interface mais amigável, com duas grandes funções: delimitar orçamentos mensais baseados nos seus ganhos e comparar com seus gastos; um analytics em gráficos do seu extrato, verificando onde você tem colocado mais dinheiro. Para quem foca suas operações em cartão de débito, é perfeito. O Guia Bolso é gratuito e está disponível para acesso online e em aplicativo de iOS - www.guiabolso.com.br.



Nova cara do Foursquare

A essência de toda mudança já estava anunciada: o Foursquare abandonou oficialmente os checkins. Uma das maiores redes sociais de localização e recomendações se dividiu em dois aplicativos. O tradicional Foursquare continua, mas os checkins ficam no Swarm. A atratividade do novo Swarm é quase nula e, por mais que a renovação visual e conceitual do Foursquare tenha boas intenções, é difícil de inserir na rotina. A brincadeira do app antes era de transformar sua presença em um grande jogo: faça checkins, diga aos seus amigos onde você está, deixe recomendações nos lugares que você gosta ou não. Agora, com os checkins apenas no Swarm, o Foursquare foca no seu interesse de deixar dicas, avaliar lugares e buscar por sugestões do próprio app. É um Yelp turbinado, com recursos legais, mas pouca atratividade para o uso. Depende bastante de deixar ativas as notificações baseadas na localização, do seu interesse nesse conteúdo. O Foursquare era uma rede que eu acessava diariamente, às vezes mais de uma vez por dia. Agora, desde a mudança, entrou pra lista de aplicativos instalados e pouco uso.



Muito longo; não li
Jovem, se tem uma coisa que faz falta no YouTube brasileiro é um conteúdo sobre games que seja realmente legal. Estou falando de um programa jornalístico, que conte as novidades, opine sobre elas, mas tenha a linguagem das interwebs. O canal "Muito Longo; Não Li", do site Save Game é uma luz. Apresentado com destreza por Luiz Hygino, os vídeos são diários e trazem as principais novidades sobre games em 3 minutinhos. O humor de Hygino é impecável e cada novidade é sempre pontuada por uma opinião que te contextualiza, mesmo que você não saiba nada sobre o game. O nome do canal faz referência aos leitores preguiçosos que reclamam de textos mais longos, sempre comentando "muito longo, não li". Imperdível lá no www.savegame.com.br, que também está mandando muito bem.

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Os campeões

Maracanãzinho, 26 de julho. Um par de locutores com blazer e headsets falam de campeões e batalhas, 7 mil pagantes e premiação de 55 mil reais para os vencedores. Parece a final de alguma competição de futsal ou volei, mas era o Campeonal Brasileiro de League of Legends, o CBLOL. Mencionei nas últimas semanas o incrível crescimento dos e-Sports no mundo e no Brasil não é diferente. A arena lotada e decorada no nível dos eventos internacionais mostra a força do gênero aqui no país. A Riot, promotora do evento e criadora do jogo, deve estar radiante. O time vencedor foi o KaBum e-Sports, ganhando do CNB por 3x1 na melhor de 5, como é tradicional no jogo.

 

600 mil livros na sua biblioteca

Quantos livros por ano você lê? Um por mês? Se cada livro custar R$ 30, você gasta R$ 360 por ano com seu conhecimento, com sua biblioteca. Kindle Unlimited é o novo serviço da Amazon e ele vai te fazer gastar aproximadamente R$ 280 por ano para ter acesso a quantos livros quiser, pelo tempo que quiser, num catálogo de mais de 600 mil títulos. Até agora, a ferramenta só está disponível na Amazon americana, o que limita a grande maioria dos livros a opções em inglês, mas já é bastante interessante. A taxa mensal é de US$ 9,90 e, tal qual a Netflix, tem 30 dias gratuitos para testes. O serviço funciona para quem tem o e-Reader Kindle ou o aplicativo em seu smartphone. Vale lembrar que esse não é o primeiro serviço no estilo, já que o Oyster chegou antes. Ele custa 5 cents a mais, tem 500 mil títulos a menos e está disponível para iOS, Android e Kindle Fire.


Não tire a escada da piscina

Em algum momento da sua vida, você deve ter gasto algumas horas, dias, provavelmente alguns meses preso a um computador por um motivo. Com algumas pessoas foi a monografia, com outras foi The Sims 2. Enquanto o mundo se prepara para o lançamento da quarta versão do jogo, o site Origin dá de presente o The Sims 2 e toda as suas expansões. Sim, de graça. Para saber como aproveitar essa promoção, que vai até o dia 31, confira o roteiro no site da Eletronic Arts http://migre.me/kHfAP.


Continua uma obra-prima

Quem jogou sabe: The Last of Us, seja qual for sua percepção do quesito jogabilidade, marca você com uma grande história. A empatia com os personagens é enorme, as discussões após o jogo foram muitas e de alta complexidade. Os gráficos também foram um ponto marcante e é pensando nisso que a Naughty Dog está lançando a versão remasterizada para Playstation 4. Para marcar a novidade, a empresa realizou na segunda-feira à noite, junto a Sony, o evento "One Night Live". Com transmissão ao vivo na web e plateia de convidados, foram apresentadas cenas do jogo em interpretação teatral, feitas pelos atores que fizeram a dublagem e captura de movimentos. Sobre o novo jogo, o site IGN diz: é uma obra-prima como é no PS3 e, sendo um jogo do console anterior, é surpreendente que ele seja, hoje, o melhor gráfico que podemos ver rodando num PS4.

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RoboCup: Paraíso Nerd



"É a creche mais legal do mundo". A frase é do amigo Mauri Kanagawa, que é voluntário de tradução na RoboCup. Professor de inglês e nerd convicto, ele está falando da ala Junior do evento. "Nossa obrigação por lá é deixar os pais afastados para as crianças se trabalharem".

Entrei numa dessas salas com a repórter Krystine Carneiro, do G1 Paraíba. É um ambiente impressionante, do ponto de vista científico. Uma espécie de feira de ciências mundial, com crianças e adolescentes do Brasil, Áustria, Irã, China, Alemanha. "Todas as crianças do mundo falam inglês, menos as brasileiras", pontuou a amiga Krys. Sem adultos moderadores no ambiente, todos viviam uma bagunça organizada, se preparando para as apresentações da competição de dança. Que fique claro: quem ia subir no palco pra danças variadas, em apresentações temáticas, são os robôs montados pelas crianças da sala.

O mundo dos robôs no Centro de Convenções não é só das crianças, contudo. Universitários de todas as partes do mundo participam das principais competições da copa do mundo da robótica. O ambiente lembra um tanto a Campus Party, com mesões cheios de cabos de rede e notebooks espalhados, com a diferença de que também estão lá os jogadores-robôs. As principais atrações do evento chamam atenção por sua parafernalha exposta e pelo visual arrojado em alguns casos.

Como mencionei na semana passada, os jogos da liga Middle Size são os mais animados. A torcida comparece em peso, com partidas mais rápidas e robôs ágeis, até conseguindo chutes altos e marcando belos gols. Sim, belos. Ainda que as máquinas pareçam enceradeiras, como atentou o repórter Cadu Vieira, do GloboEsporte.com/PB, elas conseguem construir lances que geram emoção na plateia.

A experiência dos jogos de robôs humanoides pode ser um tanto frustrante, se não houver como pre-requisito o encanto científico. Na competição standard (com aqueles robôs mais bonitinhos, de carcaça branca e arredondada) ou nos jogos da liga child, teen ou adult, de fato as partidas são lentas e toscamente engraçadas. Sim, um lado tosco prevalece bastante: os robôs caem constantemente por uma clara falta de equilíbrio. Ainda assim, o público se diverte justamente por entrar nesse clima de admiração tecnológica. Dão risadas das quedas, mas comemoram os gols. São robôs jogando futebol, afinal.

As competições encerram nesta quinta-feira e novamente estarei por lá conferindo os principais jogos. Ainda que o público padeça da clara falta de informação quando se chega por lá (não há folders, mapas ou infográficos que expliquem o que acontece e onde acontece), ele está se fazendo presente em um dos eventos mais importantes da história da Paraíba. Um paraíso nerd, feito pra todo mundo passear.



E-Sports vão dominar o mundo

Terminou, na última segunda-feira, um dos eventos mais importantes da história dos eletronic sports. O campeonato mundial de Dota 2 (game de batalhas, inspirado no universo do Warcraft 3) foi vencido pela equipe chinesa Newbee, que levou para casa um prêmio de US$ 5 milhões. É a maior premiação da história dos e-Sports, em evento que também foi marcado por uma transmissão ao vivo pelo canal americano ESPN 2. Dota é um dos chamados esportes eletrônicos no mundo, categoria que dá aos seus jogadores o título de atletas. A atividade tem movimentado milhões de espectadores em transmissões ao vivo, além de milhares que comparecem aos jogos em ginásios.

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O que fazer na Robocup e #dicastech



Mais de 45 delegações de todo mundo começam a chegar em João Pessoa. Os hotéis estão cheios e a imprensa internacional já está anunciando. A Copa do Mundo já acabou, e o que começa neste sábado é a Robocup 2014 (www.robocup2014.org), que acontece no Centro de Convenções.

O evento não acontece no país à toa. Realizada anualmente, a copa do mundo de robótica prioriza o país-sede do mundial de futebol a cada quatro anos. Sendo assim, João Pessoa recebe esse mundo de pequenos robôs-atletas para competições de futebol em diferentes categorias.

Os jogos acontecem em arenas montadas no pavilhão de feiras do local, de segunda a quinta-feira, das 9h às 19h. Por lá, você vai poder conferir as seguintes ligas:

Robocup Soccer: dividida em outras 5 ligas menores, os campeonatos de futebol devem atrair os olhares da maior parte do público. Você verá por lá disputas entre robôs standard (foto acima), humanoides (de estaturas equivalentes a crianças, adolescentes e adultos), small e middle size (mais ágeis, pois se locomovem com rodinhas) e a simulação. Destas, certamente a liga standard e a middle size serão mais disputadas, pois são mais animadas. Times disputam entre si e buscam uma vaga nas finais, que acontecem na quinta-feira.



Robocup Rescue: focada em robôs de resgate, aqui serão realizadas disputas de simulação de ajuda em situações inóspitas. Dos pequenos campos de futebol, partimos para arenas com terreno irregular. Nestes espaços, os robôs buscam sair do ponto A ao B, onde devem alcançar outro objetivo (resgatar um boneco de bebê, por exemplo).
Ainda contamos com ligas de suporte no lar, no trabalho e indústria, bem como a liga Júnior, que traz disputas entre escolas de ensino fundamental e médio.

É importante ressaltar que todas as competições contam com objetivos e desafios científicos específicos, focados na evolução das tecnologias envolvidas. Atualmente, o principal desafio dos criadores dos robôs é a inteligência artificial que os faz tomar decisões a partir das diferentes situações vividas numa partida de futebol. Vale lembrar que a maioria das partidas traz apenas robôs 100% autônomos e é proibida a interferência de humanos.

Acompanhe o jornaldaparaiba.com.br para ficar por dentro de toda a cobertura da Robocup 2014. Na próxima semana eu volto por aqui, tentando responder à pergunta: eles vão mesmo conseguir ganhar de humanos numa partida de futebol em 2050?


#dicastech

Scanner de vinho
É comum estar no mercado, comprando os petiscos ou a massa para preparar aquele jantar especial e não saber como escolher o vinho. O app Vivino te ajuda com a tarefa: faça uma foto do rótulo que ele lê as informações e te ajuda com detalhes. Grátis para iOS e Android.


Mais pontos

Se o Dots já era um grande jogo, sua continuação vai muito além. O minimalismo de juntar o máximo de pontos da mesma cor em sequência agora assume ares de Candy Crush. Isso, no melhor sentido: fases que evoluem em dificuldade, ranking com os amigos. Para iOS.


Dois dedos
Piano Tiles é uma mistura de endless runner com Guitar Hero: use os dois dedos para acertar sempre os quadrados pretos desse "teclado" touchscreen. Em diferentes modos de jogo você é desafiado a ir mais longe com sua musiquinha, sem errar. Para iOS e Android.

Dois dedos II
Na mesma linha do Piano Tiles, de usar dois dedos de forma repetitiva na tela, Timberman é uma espécie de sucessor de Flappy Bird. Você é um lenhador que precisa cortar o máximo de uma árvore infinita, desviando dos galhos. O joguinho está disponível para iOS e Android.

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Do melhor ao pior, hashtags



Acima de tudo, o brasileiro é passional. Levado facilmente por arroubos de fúria, amor, desespero, insatisfação ou fanatismo, o cidadão destas terras tem se manifestado sobre a Copa do Mundo das mais variadas formas na rede.

Se tudo começou com a grande batalha das hashtags #nãovaitercopa contra #vaitercopa, agora tudo gira em torno dos grandes ídolos devidamente constituídos pela Seleção brasileira. Por mérito, competência e uma forcinha da mídia e da publicidade, tags como #somostodosneymar ou #davidluiz pipocam por todos os lados.

As críticas e elogios tomam formas sarcásticas em diversos canais de humor no Facebook (Desempedidos), YouTube (TV Quase) ou nos blogs (Bola nas Costas, no GloboEsporte.com). Mas também assumem a forma de uma avalanche de insultos proferidos contra Juan Zuñiga, zagueiro da Colômbia. O evento revela bem mais do que apenas uma falta de educação, mas dois aspectos importantes da atual cultura digital:

Fãs são advogados na rede: longe de ser apenas um jogador de futebol, Neymar é ídolo, uma marca. O universo que gira ao seu redor é também mercadológico e com um ritmo específico de consumo do seu conteúdo - que não é apenas o futebol que joga. Para os fãs, Neymar foi atacado por Zuñiga e merece não só nossa torcida, como nossa batalha. O canal Nostalgia fez uma paródia da situação, substituindo o zagueiro colombiano por personagens de videogame e, pela "ousadia" foi trucidado por fanáticos defensores do menino Neymar.

Somos apressados e nossa pressa é cruel: pré-dispostos a pensamentos reducionistas, somos a geração que apedreja mulheres inocentes. Esse é o mesmo espírito que promove um levante de xingamentos a Zuñiga em suas redes sociais. O fato de ter sido uma disputa de bola com ou sem violência de fato interfere pouco na postura adotada pelos fãs de Neymar: trucidar o "inimigo" que tirou nosso herói da Copa revela apenas um Brasil passional e com poucos freios.

Claro, nem tudo é um caos. Um dos movimentos mais interessantes é justamente dos conteúdos em torno da carismática figura de David Luiz. Tendo conquistado o coração do brasileiro por um futebol enérgico, competente e simpático, o zagueiro ganha posts em blogs com títulos emblemáticos como "Porque David Luiz é o maior ser humano vivo" ou GIFs mostrando sua hilária participação no programa Esquenta.

Espaços cativos de expressão dos nossos gostos, os ambientes online têm sido um termômetro constante do mundial. Está lá o que pensamos da #copadascopas da #copadazueira ou apenas da #copadomundo, dependendo do seu humor. A paixão expressa em hashtags fala muito sobre nós - do melhor até o pior.



Cancela agora, Judite!

Começou a valer ontem a nova regra da Anatel para o cancelamento de serviços de telecomunicações no Brasil. Não é mais necessário passar por uma atendente para realizar o fim de um contrato com a operadora. O processo deve acontecer de forma automática através do call center, website ou terminais de atendimento e as operadoras têm ate dois dias para cumprir a solicitação. Entre as mudanças que entraram em vigor ontem, também está a obrigatoriedade do call center retornar a ligação caso ela caia.

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