Conheça a versão em audio do Jornal da Paraíba
Blogs & Colunas

JP Debates

Espaço dinâmico reservado para a opinião dos leitores, que abordam fatos dos mais variados transitando com a mesma desenvoltura e responsabilidade entre o cenário político, a educação e outros temas.

Colaboradores e Atrapalhadores

Aucélio Gusmão

A comunicação ruim dentro e fora da empresa responde por 60% dos problemas corporativos, afirmou certa vez Peter Drucker.
Há inclusive quem avalie que as empresas são como pessoas: pensam, sentem, se iludem, crescem, ficam doentes e, se não tratadas, morrem, como imaginou Javier Fernandez Aguado. Disse também que a dificuldade não é ter problemas, mas não solucioná-los. Equivocada, sórdida e presunçosa é a comunicação desfocada da realidade e com objetivos inconfessáveis.
O custo de esclarecer os devaneios dos atrapalhadores é muito alto. Procuram passar a imagem de fortes e capazes, de resolverem todo e qualquer problema, esquecidos da hierarquia, da disciplina e da competência. Buscam seguidamente quebrar a harmonia e o caráter amistoso do ambiente corporativo, destilando inverdades, boatos e incertezas.
O líder do futuro, diferentemente, deve sustentar a sua eloqüência e sua postura enfática no compromisso com a realidade, o verdadeiro e conseqüente, com o progresso.
No mundo corporativo é decisivo prevenir o prevenível, contar o contável, deixar o imprevisível, obviamente, para resolver quando ocorrer. Particularmente nunca tive compromisso com erro. Quem errar deve responder pelo erro. O cuidado que merece é nunca pré julgar, apurar e oferecer a chance – o direito do contraditório - pois quem se sentir injuriado poderá cobrar reparação.
Numa grande corporação o poder é bastante delegado. O regime de confiança e compromisso compõe a cena. Buscar sensacionalismo por ter exercido a obrigação legal de um cargo que eventualmente ocupa, não é justo, resvala para politicagem, até porque faz parte de seu compromisso, razão de ser de sua própria função. A omissão é que poderia ser motivo de censura, o descumprimento do dever, algo anormal.
Pena que a pobreza de espírito e de valores prevaleçam na cabeça de alguns. Daí para frente, procuram confundir o raciocínio dos outros, na busca daquilo que não conseguem, por conta de suas condutas censuráveis, que perdem a confiança, a coerência, o respeito e a coragem, ao se esconderem no anonimato.
Do sublime ao ridículo há apenas um passo. Somos uma corporação equilibrada, correta e justa, por isto mesmo nossa Unimed João Pessoa, tem autorização definitiva de funcionamento na Agência Nacional de Saúde há seis anos, um quadro social independente, culturalmente emancipado, livre, que não aceita mentiras ou sofismas, muito menos, boatos.
Quem tem pecado a pagar, deveria pensar “quando um homem aponta um dedo para alguém, deveria lembrar que quatro estão apontando para ele”, como disse Louis Nizer – o inglês, advogado e escritor.
Ter um pincel na mão não faz de você um artista. Os homens deveriam ser aquilo que querem parecer. O que põe os homens a se perder é quererem ser diferentes de si mesmo.
Como disse Cervantes “Deus atura os maus, mas não para sempre”.