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Varejo & Gestão

Varejo & Gestão

Espaço dedicado às novidades do cenário econômico. O leitor é informado sobre as principais atividades dos setores da economia do país e também sobre acontecimentos comerciais do Estado. Contato com o colunista: varejoegestao@jornaldaparaiba.com.br

A importância da localização

A localização consiste em uma das decisões mais críticas para uma atividade varejista, pois ela é difícil de ser modificada. Um erro na seleção de um ponto significa uma enorme desvantagem competitiva para um negócio, exigindo esforços mercadológicos e muitas vezes sacrifícios de margem que levam a prejuízos operacionais. Diante dessa realidade, a escolha do local influenciará a atratividade do empreendimento varejista junto aos consumidores de sua área de influência e, portanto, torna-se fator determinante de seu futuro volume de vendas.

Para abrir um empreendimento varejista, é fundamental a escolha adequada do ponto. Deve-se pesquisar bem antes de adquirir ou alugar um imóvel e verificar quantos empreendimentos varejistas concorrentes ou não, que possam agregar valor ao seu futuro negócio existentes na região a fim de conhecer o tamanho de sua concorrência e/ou complementação da atividade. Lembre-se que a boa rentabilidade é resultado de uma conjunção de fatores que envolvem principalmente o local em que foi ou será instalado o estabelecimento. Locais de grande densidade populacional são ideais, mas não se esqueça das regulamentações, exigências e restrições à instalação de empreendimentos varejistas, principalmente se seu negócio exige licenças específicas, basicamente vinculados a atividades de saúde e alimentação.

No processo de definição da localização de um empreendimento varejista alguns fatores são considerados essenciais para se obtenção do sucesso. Esses fatores devem ser bem analisados, uma vez que pequenos detalhes, quando não considerados podem impor sérias limitações aos resultados da operação. Alguns dos principais pontos a serem analisados no processo de localização de lojas são: as características do local (formato do imóvel, arquitetura, condições de locação ou de compra, transporte público, estacionamento, acesso a loja, vizinhança, entre outros); características da população (tamanho, distribuição etária, distribuição de renda, nível educacional.); características econômicas (quantidade de empresas na região, concentração de empresas na região, tipo de empresas na região, tendência de crescimento); concorrência (tipo de concorrência presente, nível de saturação, área de influência dos concorrentes, tendência de crescimento); legislação (impostos , licença de operação, zoneamento, leis municipais, etc.)

 

Capacitação
Com a chegada do período de final de ano e a contratação de funcionários temporários, algumas empresas sentem a necessidade de qualificar melhor sua equipe de vendas e atendimento.
Visando aproveitar todo o potencial das vendas do período natalino, muitos empresários enfrentam um grande dilema: como conseguir conciliar uma jornada de trabalho longa com um programa de qualificação que desperte o interesse dos participantes e transmita conteúdo que desenvolva e/ou aprimore os conhecimentos, habilidades, atitudes e valores nos colaboradores? Visando atender essa necessidade, um grupo de atores e consultores paraibanos, desenvolvem um projeto chamado
O Teatro Empresarial (www.oteatroempresarial.com.br) que visa treinar os diversos funcionários do varejo (do nível operacional ao nível estratégico) utilizando a linguagem do teatro. Com temas específicos para empresas varejistas, o grupo tem feito muito sucesso fora da Paraíba com a apresentação do espetáculo “Preparado Suas Vendas para o Natal”.


Perdas no varejo

Um dos fatores que mais preocupam os varejistas e que tem forte impacto no resultado da operação, são as perdas. Para se ter uma idéia, no acumulado de junho de 2010 a junho de 2011, o varejo brasileiro sofreu perdas de US$ 2,3 bilhões com furtos em lojas e erros administrativos, segundo levantamento da consultoria britânica Center for Retail Research.
O valor representa 1,69% do total das vendas, o que coloca o Brasil no quinto lugar do ranking mundial, atrás apenas da Índia (2,38%), Rússia (1,74%), Marrocos (1,72%) e África do Sul (1,71%).
A pesquisa estima que as perdas em todo o mundo cheguem a US$ 119 bilhões – cerca de 1,45% do total global de vendas, uma alta de 6,6% na comparação com os 12 meses anteriores. Funcionários desonestos foram responsáveis por perdas estimadas em US$ 41,7 bilhões em todo o mundo, enquanto perdas e furtos por consumidores responderam por US$ 51,5 bilhões em perdas.
Outros US$ 19,4 bilhões em perdas são resultado de erros de precificação, erros em pedidos e falhas administrativas, de acordo com a consultoria. Na Paraíba, os dados não são precisos, mas as estimativas apontam para percentuais bem mais elevados com relação às perdas. Diante dessa realidade, os varejistas paraibanos devem ficar atentos.
Para se ter uma idéia, determinado varejista paraibano conseguiu economizar mais de R$ 200.000 (parte proveniente de perdas financeiras com bancos e cartões de crédito) com a implantação de um programa de prevenção de perdas.

 

Evento
Acontecerá no dia 10 de novembro no Hotel Caesar Businness, em São Paulo, o 1º Congresso Varejo Multicanal. O evento busca dar exemplos que se encaixem perfeitamente às necessidades dos pequenos e médios empresários que, muitas vezes, vivem o dilema da expansão, dos novos formatos, do comércio eletrônico e do multicanal.