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Construção Civil

Análises e notícias sobre o setor da   construção   civil, as medidas que geram impacto para o segmento, informações sobre novos empreendimentos e sobre as empresas que atuam no mercado local.

Ano bom

Termino o ano agradecendo a paciência do leitor e a gentileza deste jornal em nos ceder tão precioso espaço, que temos procurado preencher com nossas experiências na construção civil, esse ramo industrial que, não sem mérito, é chamado de “motor do crescimento”. E isso é um fenômeno não exclusivo do Brasil, tampouco da Paraíba.
O amigo Buega Gadelha, presidente da FIEP, refere sempre a seguinte máxima, que absorveu dos franceses: quando a construção civil vai bem, toda a economia acompanha. Também meu sogro, Pedro Trombetta, experimentado viajante, avalia o nível de desenvolvimento geral de uma cidade pela quantidade de obras que vê quando passeia por ela. E não costuma falhar nas suas assertivas. Por sinal, eu mesmo testemunhei, ano passado, a desolação do Barcelona Meeting Point, um dos maiores eventos mundiais da área imobiliária, vitimado pela crise que assola a Espanha e outros países europeus.
Felizmente, repito, esse não é o nosso caso. Na última aferição do PIB paraibano, contribuímos com representativos 6% - apenas a construção “stricto sensu”. Se ampliarmos o conceito para o que se convencionou chamar de macrossetor, cuja circunferência abrange o comércio de materiais de construção, prestação de serviços de engenharia, arquitetura e inúmeros terceirizados, além de indústrias agregadas, como a de elevadores, por exemplo, estima-se que esse percentual triplique. Os números da incorporação imobiliária em João Pessoa atestam essa robustez: mais de R$ 1,7 bilhão de valor geral de vendas (VGV), distribuídos em cerca de 6.000 unidades habitacionais, espalhadas em duas dezenas de bairros da capital, nas mais variadas tipologias e preços. É um quadro entusiasmante, sobretudo para o consumidor.
Quando o assunto é emprego, então, somos recordistas. As estatísticas mostram que cada milhão de reais investido no setor cria setenta vagas imediatas e outro tanto em médio prazo, ao demandar atividades coligadas. E observe-se que são operários captados na base da pirâmide de renda, muitos do quais egressos de regiões menos aquinhoadas. Esta é, seguramente, a grande contribuição social da construção civil. Não há nada mais tranquilizador para um pai ou mãe de família do que um emprego com carteira assinada. Ressalte-se que as relações de trabalho no setor evoluíram na mesma proporção em que cresceu o parque imobiliário brasileiro. É o operário usufruindo também da prosperidade econômica.
O bom é que, a meu ver, se não nos faltar crédito e se o Governo se mantiver na direção certa, faremos muito mais em 2012. Um Ano Novo pleno de realizações para todos!


Crédito habitacional
No dia 21 deste mês, o Banco Central divulgou notícia dando conta que o crédito direcionado alcançou R$ 709 bilhões, ao crescer 2,9% no mês e 22,8% em doze meses. Além dos financiamentos habitacionais, cujo estoque atingiu R$182 bilhões, expandindo-se 2,9% no mês e 44% em doze meses, mantiveram desempenho expressivo os financiamentos do BNDES, com saldo de R$ 409 bilhões e expansões de 2,6% no mês e de 15,7% em doze meses. Segundo a nota, o crédito ao setor habitacional mantém crescimento acelerado, com elevações de 3% no mês e de 46,2% em doze meses, somando R$195,3 bilhões.

Comércio varejista ampliado
Segundo o IBGE, na pesquisa de Comércio Varejista Ampliado, a venda de material de construção teve, até outubro variações positivas de 6,8% na relação a outubro10, de 9,9% no acumulado do ano e de 10,9% nos últimos 12 meses. Vale observar que o financiamento para aquisição e construção de moradias vem se mantendo como a modalidade de crédito de crescimento mais intenso, segundo o Banco Central do Brasil (46,9% em 12 meses).

Entre os estados
No acompanhamento das vendas, por estado, das 24 Unidades da Federação tiveram resultados positivos na comparação entre outubro último e outubro10, sendo as taxas mais significativas observadas em: Tocantins (15,7%); Paraíba (10,3%); Ceará (8,2%); Minas Gerais (7,2%) e Pará (6,8%).

Geração de empregos
O mesmo IBGE, que analisa o contingente de ocupados nas regiões metropolitanas, segundo os grupamentos de atividade econômica, de outubro para novembro de 2011, ocorreu crescimento apenas no grupamento da Construção, 4,3% (73 mil pessoas). No confronto anual, ocorreram acréscimos em dois contingentes de trabalhadores: Construção, 8,8% (144 mil pessoas) e Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, 10,1% (345 mil pessoas). Os demais grupamentos não se alteraram nesse período.