ELEIÇÕES DIRETAS: NO JUDICIÁRIO, NÃO.
Ser contra eleições diretas é politicamente incorreto? Do ponto de vista da maioria da população com certeza é. E tem mais: em qualquer instituição ou instância. E nem é preciso pesquisa para confirmar a afirmação. Então, a partir de agora serei politicamente incorreto. Sou contra eleições diretas para presidentes de tribunais, seja federal, estadual, superior ou de qualquer outro segmento da Justiça.
Li que o deputado Wellington Fagundes, do PR do Mato Grosso, está colhendo assinaturas para a apresentação de uma Proposta de Emenda à Constituição para permitir a eleição direta para a presidência dos tribunais. Notícia anunciada como a primeira bandeira da Frente Parlamentar Mista para o Aperfeiçoamento da Justiça, da qual o deputado é presidente. Começou mal.
Judiciário e eleições não combinam. Em toda e qualquer eleição existe a necessidade de se fazer concessões. E concessão no sentido de favor, mercê. O Judiciário lida com leis, com o direito sobre a vida, o direito de ir e vir e sobre o patrimônio das pessoas. São direitos que não admitem concessões internas e muito menos externas. Para se candidatar um juiz ou desembargador, mesmo que os eleitores sejam também magistrados, terá que fazer acordos, assumir compromissos e muito mais. Ou não? Ou será que as pessoas acham que isso só acontece na política partidária? Melhor mesmo é seguir a lei, que manda a eleição ser realizada pelo critério de antiguidade.
Cidadania atrás das grades
A campanha do Tribunal Regional Eleitoral “Justiça Eleitoral Perto de Você”, idealizada pela juíza Túlia Neves, esteve esta semana no Centro de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão, em João Pessoa, e atendeu 76 presas provisórias com Alistamento, Revisão e Transferência Eleitoral. São os bons ventos da cidadania.
Bela e alvissareira
A notícia vale pela declaração concisa e feliz do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ayres Britto. Disse, na quarta-feira, em evento no CNJ, que a Lei Maria da Penha é uma das “belas e alvissareiras” novidades legislativas desde a promulgação da Constituição de 1988.
Mudanças na CLT
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal, realizou audiência pública esta semana para discutir o Projeto de Lei que altera a CLT para disciplinar o cumprimento das sentenças e a execução de títulos na Justiça do Trabalho. O projeto é do senador Romero Jucá (PMDB/RR).
Morosa e ineficaz
Na audiência no Senado, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, defendeu a modernização da lei. Segundo ele, “a execução trabalhista é morosa e ineficaz, e constitui hoje o principal ponto de estrangulamento do processo judicial trabalhista”.
TSE eletrônico
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha o voto eletrônico, mas os processos, não. Agora vai implantar o Processo Judicial Eletrônico (PJE) em todas as classes originárias de processos que tramitam na Justiça Eleitoral. O TRT da Paraíba ainda é a única instituição da Justiça brasileira que tem processos 100% eletrônicos.
Seção especial
E por falar em Justiça Eleitoral, os eleitores com necessidades especiais, mobilidade reduzida ou qualquer dificuldade na locomoção têm até o dia 9 de maio para comunicar à Justiça Eleitoral a necessidade de mudança de seu local de votação para uma seção especial. Tem direito, também, o idoso a partir de 60 anos.
PARAÍBA REALIZA ENCONTRO NACIONAL DA JUSTIÇA
A partir de terça-feira cerca de 800 juízes do trabalho de todo o país, além de advogados, estudantes de Direito e membros do Ministério Público estarão em João Pessoa para o Congresso Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho - Conamat, que acontece a cada dois anos e será realizado pela primeira vez na Paraíba. Confirmaram presenças os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ayres Britto, e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen. O tema do congresso é “Uma nova sociedade: um novo juiz do Trabalho”.
TJ INSTALA HOJE CENTRO DE CONCILIAÇÃO
Será às 10 horas de hoje, no Fórum Cível da Capital, a instalação do primeiro Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania de João Pessoa, que terá como objetivo principal ampliar a política de conciliação na Justiça Comum.
