Tessituras
Com abertura do seu excelente Coral, regido pelo maestro Alexandre, a Associação Cristã Feminina/ACF ofereceu à cidade uma tarde-noite de encantamento.
À entrada da FIEP, uma imagem de Nossa Senhora parecia receber todos os presentes. Os arranjos florais emergiram da sensibilidade de Everaldo em harmonia com o espírito despojado da presidente acefista, Dra. Maria do Carmo Arruda de Figueiredo.
Uma homenagem da ACF às mães campinenses. Homenagem que fez a diferença. Sem dúvida a Comunicação do Arcebispo da Paraíba, D. Aldo Pagotto, foi o ponto alto do acontecimento.
Com seu brilhante discurso, D. Aldo transformou o ser-mulher, o ser-mãe, numa metáfora da Virgem Santíssima. Profundo em suas considerações, o culto palestrante vincou a Misericórdia de Deus, postulando-a uma permanência no ser humano. Aplaudido de pé pelo seletíssimo auditório.
Facultada a palavra, o jornalista-acadêmico Arimatéa Sousa falou com seu característico talento. O respeitado e querido presidente da FIEP, Dr. Buega Gadelha, saudou D. Aldo com sobriedade e conhecimento. A Dra. Celeide Farias, ao dirigir-se ao Arcebispo, interrogou-o sobre Imagens, dando, por este prisma, oportunidade às pertinentes colocações do D. Aldo em torno do tema. Ótimo!
Um gostosíssimo coquetel, capitaneado pelo eficiente garçom Rocha, foi servido ao som da boa música. E observando tudo lá estava a maga da “Chez-Vous”: Albanisa Freire.
Para Ítalo Calvino, as cidades são obra do espírito ou do acaso. O espírito, em função de perguntas e respostas, deve buscar o Conhecimento enquanto fonte de crescimento ético, teológico e intelectual.
Como a cidade também é texto, a ausência do público religioso (todos os credos) foi censurada até porque, não raro, ausência é negação do texto-cidade...
De parabéns, D. Aldo Pagotto. De parabéns, Maria do Carmo / Leda Figueiredo e todas as Acefistas.
SEM MEDO DE SER FELIZ. Elvira Gadelha, na sua incomum simplicidade, homenageou as mães que trabalham na FIEP numa tarde cheia de luz e carinho.
– Um conversar animado (chez moi) com Eliane de Raiff, Lucie M. Motta e Cleper Dantas é tão saudável quanto uma cartografia de temas oportunos. E para completar os deliciosos biscoitos de Eliane M. Ramalho.
– Reencontrar Geneide é revisitar o grande artista SIBELLIUS. Emoção, sim.
– A boutique Santa Contemporânea recebeu, em alto estilo, sua clientela, a fim de cantar parabéns para Ceicinha que, encantada, apagou as velinhas. Lindo, Raquel!
– Conhecer Alzir Aguiar Filho foi, para mim, recordar felizes períodos campinenses. Períodos nos quais seu pai Alzir, Vává Japiassu, Amauri Pinto, Bernardo Piquet, Hélio Soares, Hélio Farias eram os caras mais desejados nesta feminina cidade. Saudade. “Éramos felizes e não sabíamos”.
DAS BRUTAS INCOMPREENSÕES. O sintagma roseano viver é perigoso jamais perderá sua atualidade. Mais perigoso ainda quando nos deparamos com atitudes negativas, às vezes cometidas por pessoas, supostamente, arrogantes.
Acolhemos Eliane Ramalho quando ela, com muita autenticidade, disse gostar do elogio. Concordamos porque o elogio – quando sincero – tem a força de estímulo.
Mas, como “viver é perigoso” devemos, previamente, medir nossos gestos de afeto e consideração. Tais gestos nem sempre recebem a compreensão dos receptores. E o resultado é a agressividade do verbo. Que horror!
Prega-se o compartilhar apenas na retórica... No fundo, no fundo, há uma visão de prepotência ou indiferença. E o generoso emissor ficaria à deriva se não possuísse segurança em si mesmo... Gente, não tenha receio da prática do querer bem...
ABRAÇOS. Muito gratos para Leda Figueiredo, Bébé Mesquita, Yara Figueiredo, Emília Melo, Marconi Goes, Terezinha Batista, Irmã Terezinha (Lourdinas), Ligia Loureiro e Lili – Lindalva. Ao meu leitor, os bolinhos da Lili. Às mães campinenses, felicidade em todos os dias.
