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Tessituras

A coluna opina sobre os acontecimentos do meio cultural, relatando os temas com uma linha mais subjetiva e oferecendo aos leitores fragmentos de textos da nossa literatura.

Tessituras


Com abertura do seu excelente Coral, regido pelo maestro Alexandre, a Associação Cristã Feminina/ACF ofereceu à cidade uma tarde-noite de encantamento.
À entrada da FIEP, uma imagem de Nossa Senhora parecia receber todos os presentes. Os arranjos florais emergiram da sensibilidade de Everaldo em harmonia com o espírito despojado da presidente acefista, Dra. Maria do Carmo Arruda de Figueiredo.
Uma homenagem da ACF às mães campinenses. Homenagem que fez a diferença. Sem dúvida a Comunicação do Arcebispo da Paraíba, D. Aldo Pagotto, foi o ponto alto do acontecimento.
Com seu brilhante discurso, D. Aldo transformou o ser-mulher, o ser-mãe, numa metáfora da Virgem Santíssima. Profundo em suas considerações, o culto palestrante vincou a Misericórdia de Deus, postulando-a uma permanência no ser humano. Aplaudido de pé pelo seletíssimo auditório.
Facultada a palavra, o jornalista-acadêmico Arimatéa Sousa falou com seu característico talento. O respeitado e querido presidente da FIEP, Dr. Buega Gadelha, saudou D. Aldo com sobriedade e conhecimento. A Dra. Celeide Farias, ao dirigir-se ao Arcebispo, interrogou-o sobre Imagens, dando, por este prisma, oportunidade às pertinentes colocações do D. Aldo em torno do tema. Ótimo!
Um gostosíssimo coquetel, capitaneado pelo eficiente garçom Rocha, foi servido ao som da boa música. E observando tudo lá estava a maga da “Chez-Vous”: Albanisa Freire.
Para Ítalo Calvino, as cidades são obra do espírito ou do acaso. O espírito, em função de perguntas e respostas, deve buscar o Conhecimento enquanto fonte de crescimento ético, teológico e intelectual.
Como a cidade também é texto, a ausência do público religioso (todos os credos) foi censurada até porque, não raro, ausência é negação do texto-cidade...
De parabéns, D. Aldo Pagotto. De parabéns, Maria do Carmo / Leda Figueiredo e todas as Acefistas.
SEM MEDO DE SER FELIZ. Elvira Gadelha, na sua incomum simplicidade, homenageou as mães que trabalham na FIEP numa tarde cheia de luz e carinho.
– Um conversar animado (chez moi) com Eliane de Raiff, Lucie M. Motta e Cleper Dantas é tão saudável quanto uma cartografia de temas oportunos. E para completar os deliciosos biscoitos de Eliane M. Ramalho.
– Reencontrar Geneide é revisitar o grande artista SIBELLIUS. Emoção, sim.
– A boutique Santa Contemporânea recebeu, em alto estilo, sua clientela, a fim de cantar parabéns para Ceicinha que, encantada, apagou as velinhas. Lindo, Raquel!
– Conhecer Alzir Aguiar Filho foi, para mim, recordar felizes períodos campinenses. Períodos nos quais seu pai Alzir, Vává Japiassu, Amauri Pinto, Bernardo Piquet, Hélio Soares, Hélio Farias eram os caras mais desejados nesta feminina cidade. Saudade. “Éramos felizes e não sabíamos”.
DAS BRUTAS INCOMPREENSÕES. O sintagma roseano viver é perigoso jamais perderá sua atualidade. Mais perigoso ainda quando nos deparamos com atitudes negativas, às vezes cometidas por pessoas, supostamente, arrogantes.
Acolhemos Eliane Ramalho quando ela, com muita autenticidade, disse gostar do elogio. Concordamos porque o elogio – quando sincero – tem a força de estímulo.
Mas, como “viver é perigoso” devemos, previamente, medir nossos gestos de afeto e consideração. Tais gestos nem sempre recebem a compreensão dos receptores. E o resultado é a agressividade do verbo. Que horror!
Prega-se o compartilhar apenas na retórica... No fundo, no fundo, há uma visão de prepotência ou indiferença. E o generoso emissor ficaria à deriva se não possuísse segurança em si mesmo... Gente, não tenha receio da prática do querer bem...
ABRAÇOS. Muito gratos para Leda Figueiredo, Bébé Mesquita, Yara Figueiredo, Emília Melo, Marconi Goes, Terezinha Batista, Irmã Terezinha (Lourdinas), Ligia Loureiro e Lili – Lindalva. Ao meu leitor, os bolinhos da Lili. Às mães campinenses, felicidade em todos os dias.
 

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A reunião do PEN CLUBE/Seccional da Paraíba, em trinta de abril p/p revestiu-se de importância indiscutível por seu caráter de MINI SEMINÁRIO. Após a leitura do Termo de Posse pela Secretária Titular. Divanira Arcoverde, as escritoras Socorro Xavier (Sócia Correspondente), Maria Inez de Almeida Maracajá, Conceição Araújo e Neide Medeiros Santos assinaram o Livro como Sócias Efetivas. A Dra. Célia Ramos Téjo esteve ausente por motivo superior.
O Vice-Presidente José Mario Silva abriu os trabalhos em torno do tema Mulher – Leituras – Literatura, concedendo a palavra a Doutoranda Divanira Arcoverde, que arrancou o aplauso geral com sua abordagem sobre Provérbios.
A escritora Neide Medeiros renunciou sua Especialização em Literatura Infanto-Juvenil, preferindo homenagear a mulher campinense em diferentes atividades. Competentemente, lembrou o repertório da excelente artista plástica Marlene Almeida.
Já a historiadora/poeta Socorro Xavier evocou Branca Dias com a verticalidade que marca suas pesquisas históricas.
Com aquele talento que Deus lhe deu, a Profa. Ms. Fátima Coutinho fez uma revisita às histórias da Literatura Brasileira. Apontou falhas e omissões e vincou as escritoras contemporâneas. E o fez com a seriedade de sua consciência teórico-crítica.
Finalmente, a voz do contista-poeta Políbio Alves. Traz ele o Ato Criador. Nada mais difícil que focar o nascer da Criação Literária. Mas, Políbio provocou êxtase. Além da leitura da própria obra (o que é feito, normalmente, na Real Academia Española), o paraibano/cubano foi mais longe.
No momento em que comungou sua própria escritura, Políbio soube poetar o corpo da palavra. Palavra e papel branco. O ato solitário drummondiano. Pulsões do imaginário. Traços de dor em dedos sangrentos. Gole de cerveja, corda de violino, luz de lua ou sombras de expressão. Dois olhos, duas mãos, um cérebro!
Se o vazio é um iceberg, Políbio se contorce no mais de dentro dele mesmo e emerge, brilhantemente, oferecendo ao PEN CLUBE um poema sobre o Ato Criador. Êxtase, sim!
Terei eu puxado a “brasa para minha sardinha”?... Respondam os Provérbios.
PLACE. Uma tarde de gala. A loja da “Miguel Couto” recebe a renomada estilista paulista Serpui Marie.
Como de costume a gesta/Amorim, reunida. Eduardo, o lord, saúda a homenageada. Ela agradece com elegância e acolhe, com rara simplicidade, todas as presenças.
Frequentar a Place não é apenas fazer compras ou saborear as delícias dos requintados cardápios. A Place é também um local para agradáveis encontros.
Será sempre gostoso rever gente querida. Um “papo” com Socorro Rezende e sua bela filha. Merecer a companhia de Lau Aguiar, Solange e Bêri Pedrosa. Vibrar com o bom estágio no qual se encontra Maria Rita d’Almeida.
Rogério Freire com suas ótimas notícias. Na calçada, Celino Neto (Celininho sempre) e eu recordamos a matriarca Maria de Félix Araújo. Os Roberto’s encantam. Marcelo é um dos protagonistas da Place. Amanda, em bonito longo.
Minha amiga Gilda Amorim, mesmo de braço quebrado, “arenga” comigo, porém Sr. Ivan me defende... Sinto a falta de Karina, mas Aninha e Suzi desempenham função semelhante.
Gente, nunca vi tanta moça bonita. Bem vestidas e carinhosas. Lamento não saber seus nomes. Elas deram perfume especial ao universo/Place!
AREIA. Estou muito feliz com o lançamento do meu recente livro na Academia Areiense de Letras, próximo dia vinte-e-cinco à tarde. É a generosa ideia das escritoras Janaína Azevedo e Conceição Araújo.
Soube também que Téca do Rego, Valéria Valença e Mércia Gouveia estão organizando uma caravana campinense, a fim de prestigiar o acontecimento. Felicidade!
PEN. Próximo dia vinte-e-oito, às 17 horas, no Teatro Paulo Pontes dar-se-á o encerramento das atividades externas do Clube, referentes ao primeiro semestre. Não percam. Vai “bombar”.
MENSAGEM. A pedra é uma fonte onde os sonhos gemem sem ter água em curva nem ciprestes gelados, FEDERICO GARCÍA LORCA. Ao meu leitor, todo meu amor.
 

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Maio, mês de Nossa Senhora e também Período Pascal. Tem-se uma hora pedindo vida nova e irrepreensível, que queira realmente valorizar o Amor e a Justiça.
Época para refletir, caminhar um renascer e despertar não só a infinita generosidade de Deus, mas também repensar as potencialidades de união familiar.
Os meios de comunicação exibem o contrário: assaltos, torturas, assassinatos, pai matando filhos e vice-versa, mães jogando os filhinhos em latas de lixo, adultérios e outros horrores.
É mesmo uma nova edição do inferno dantesco! Uma atitude que reforça este raciocínio procede de uma cena recente.
A “santinha” fez-se apaixonada por um rapaz de família, bonito, independente, porém muito recluso. Ele, mesmo traído por outra “ovelha”, foi fisgado pelo “golpe do baú”.
Os bons costumes do fidalgo rapaz, sua incapacidade para julgar (o que é louvável), jamais perceberam a conduta diária da sabichona, que costumava sair de casa pela manhã e só retornava nas mais altas horas da noite…
O marido ficava com o filho menor, dividindo-se entre o trabalho honesto e a residência de sua protetora mãe.
Por onde andaria aquela golpista? Que tramava aquela traidora?… O fato é que largou o lar e o filhinho e mandou-se… Destino ignorado. Inclusive, é sabido que, aos domingos, fazia um “curso de direito em João Pessoa”… Céus! Esse direito é novidade e integra o filão do errado. Teria ocorrido uma lavagem eroatlântica no litoral?…
De uma perspectiva platônica, a golpista descerá às ilhas mal-aventuradas. E da ótica judicial? Sem dúvida perderá Direito Pátrio por abandonar o filho e o lar. No mínimo! Que a Balança perca a cegueira e puna, severamente, essa aventureira.
DOS MEUS COMIGOS. Não ter podido comparecer ao lançamento do novo livro de Chico Pereira – companheiro de várias lutas – foi triste pra mim. Conforta-me a alegria de o PEN CLUB/Seccional da Paraíba haver sido representado pelo Escritor José Mário Silva.
• Reencontro as amigas Marly e Jussara Trindade. Marly sofre e Jussara, excelente filha, sofrendo por sua mãe. Ela resolve fazer um turismo religioso e volta mais esperançosa.
Emocionada durante a Santa Missa da “Canção Nova”, Jussara chorou. Ao suplicar a Deus pela felicidade dos presentes, o Reverendo não esqueceu os animais domésticos.
Lembrei-me da Bênção (pública) dos animais na praça da igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Contrariamente, Jussara chorou a morte do seu estimado gatinho.
Também conheço essa dor. Bêri Pedrosa e Mércia Gouveia deram-me carinhosa assistência no mesmo momento em que eu me despedia de Alfinha. Treze anos de amor!
• A candidatura da Doutora Celeide Farias está encontrando ampla receptividade nos setores ligados à Academia de Letras de Campina Grande.
• Inteligência faz bem às coronárias. Procure conversar com o Dr. Gustavo Mayer Ramalho. Um lord!
• Maria Eduarda ficou encantada com a recepção no Consulado do Líbano. A “pequeninha”, como a chama Carmen, entusiasmou-se com cardápio primoroso preparado por Mouna e Carmen. Maravilha.
SUELLEN CAROLLINI. Ela se foi, porém, continuadamente, se multiplica nas ações humanitárias do casal Laudicéia/Chico Aguiar. Tem-se um leque que não abrange apenas os eventos e os festivais: Lau visita favelas, coleta talentos, transformando a mansão do Catolé em universo filantrópico.
Com sua doçura, Lau mostrou a Tulenka todas as dimensões do Palácio Carollini. Tulenka (claro!), encantada.
O festival de danças promovido na noite de vinte-e-sete de abril p/p revelou a transformação das periferias locais em arte.
Difícil analisar os lindos grupos dançarinos. Foram vários: Campina e João Pessoa, sob a excelente coordenação do Roberto Motta.
Laudicéia – protagonista das margens – aprimora o balé do seu Palácio. Balé já aplaudido na Europa e no sul brasileiro. Entretanto, sabe pontuar a diversidade: estabelecendo a fusão do erudito/popular, ela evita o populismo em função daquela harmonia ditada pela desconstrução de certos cânones. Parabéns, Lau!
ABRAÇOS. Muito apertadinhos para Fabiana (Reabilitar), Gerardo Rabello, Dolores Mentoni, Leonete Bezerra, Tavinho Miranda, Oliveira Filho, Maria de Felix Araújo, Lúcia Wanderley, Papaizinho (Evaglos) Viana B. Da Fonseca e Lita Guedes. Ao meu leitor, todo meu amor.
 

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“O Carrossel de Paris. O vento gélido corria insaciável e sem rumo. Indeciso, ia de um lado para o outro, me acertando sem piedade. Fazia meus cabelos voarem, meus dentes rangerem, mesmo com as inúmeras vestes que usava: grande casaco e belas luvas… O vento deixava-me corpo ereto, olhos comprimidos e agoniados pela forte brancura do céu. No chão duro, esperava que a longa fila andasse, a fim de que eu pudesse dar uma só volta na grande e majestosa roda gigante!
Branca e cinza, seguia ela o padrão de cores do inverno da capital francesa e destacava-se apenas por seu tamanho e altura. Girava vagarosamente deixando aqueles que esperavam ansiosos e angustiados com os ruídos produzidos pelo vento que atacava nossos ouvidos. Alguns, agachados no chão, aguardavam o andamento da interminável fila. E se agachavam, e se agachavam até a chegada à bilheteria, onde os ingressos eram comprados.
Ao lado da fila, um vendedor velhinho com seu carrinho de frituras. Estas, exalavam um terrível cheiro de óleo que afetava minhas narinas… Porém, ao mesmo tempo, eram quentes e o calor era o que se desejava naquele momento. Minha garganta seca, minha boca roxa e nenhuma bebida quente naquele carrinho.
Parada estava quando avistei, não muito longe, algo que me chamou atenção. Era um carrossel. Pequeno e delicado, tinha cavalos dourados com crinas em cores suaves: rosa bebê, azul pastel, verde água e assim por diante. Rosas, tulipas, margaridas e jasmins descansavam em suas límpidas celas brancas como neve macia. Cada pétala era perfeitamente pintada.
Mastros docemente coloridos, em volta do carrossel, davam o toque final a essa obra de arte. Cativada por sua beleza única, fui até lá e comprei o bilhete. Sentei no cavalo de crina verde. Embora gelado, era aconchegante, fazendo-me feliz e satisfeita por viver aquele momento mágico.
Mágica minha perspectiva! Os cavalos subiam e desciam enquanto eu, rodava e rodava vagarosamente, segurava um dos mastros.
Bem melhor que a roda gigante, possivelmente, poderia ser.” MARIA EDUARDA MARINHEIRO PENTEADO.
O CARROSSEL DE CAMPINA. A Cultura Inglesa, sob direção do ilustre Professor Miguel Júnior, inaugurou um excelente carrossel nesta cidade. Um carrossel oferecendo rodadas e mais rodadas: línguas, livros, pintura, música giram para deleite e Conhecimento daqueles que desejam tais espaços.
Com uma vernissage do Artista (tropi pop) Zéllo Visconti, a Cultura Inglesa lembrou-me o universo mágico de Maria Eduarda. Nem cavalos, nem mastros. Mas, as belíssimas colagens assemelham-se aos palimpsestos semióticos que me transferem para as aulas em Madri: “No las cosas, sino la sensación de las cosas”. (AMADO ALONSO)
Como se não bastasse, o Professor Miguel contratou o Artista TAM para uma instância musical. Ao Artista ninguém paga… A boa Arte não tem preço. O grande preço é quando o intérprete distancia-se do soi-même (Alexandre) e transforma-se no “Palhaço” (TAM) que sabe produzir a catarsis.
Sem dúvida o “menino” Alexandre é hoje um emblema digno da desterritorialização. Será que “não há profeta em sua terra”?… Até quando este slogan irá perdurar?
Imune às chamadas doxas triunfantes, TAM é um vitorioso. Amado, admirado, evoluído, TAM é um estudioso. Procura o deslocar-se como meio de fugir ao hedonismo vulgar e à balconização da própria Arte.
Com um repertório requintado, Lord Barros não me levou ao “petit jour, brumeux, très froid” vivido por minha neta em Paris. Contrariamente, transformou a noite em “La vie en rose”.
Ao negar Charles Bally, TAM penalizou perdas, mandando-me revisitar Álvares de Azevedo: “Eu sinto-o de paixão encher a brisa, / Embalsamar a noite e o céu sem nuvens…”
Com ou sem mastros, os carrosséis são mágicos! Sim, a vida é bonita, cantaram todos. Porque feita com “Notas de etéreas harpas”.
Parabéns, Duda. Gratíssima, TAM.
PEN CLUB. Em sendo a última segunda-feira do mês, o PEN receberá amanhã, às 17h, no Teatro Paulo Pontes, escritores e professores: Socorro Xavier, Neide Medeiros, Fátima Coutinho, Divanira Arcoverde, Políbio Alves, Elza Veiga e todos(as) aqueles(as) que querem A informalidade em busca do Conhecimento. (“Vá, leve um pratinho e seu vizinho”). Ato público. Apoio de Alana Fernandes e equipe. E ao meu leitor, muitos abraços amanhã, se Deus quiser.
 

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Vida-severina. Vidalegria. Vidamor. Nascer, morrer!
São ângulos da existência humana com seu leque de contradições. Ora são estados de graça, ora passagens vazias. Tuo "testemunha uma apaixonada busca do Absoluto".
O rapaz nasce em estado de graça. Seus pais dedicam-lhe o carinho mais forte. Daí, sua boa educação, seu exemplar comportamento.
Muito cedo revelou sua devoção pela Música. Nesta cidade, o início de um trajeto vitorioso. Desloca-se para o Rio de Janeiro, onde persegue seu sonho.
Estuda, faz amigos e vai conquistando seu espaço nacional. Advento do crescimento artístico e do sucesso.
Estou sob a sensação de que me despedi do querido amigo Fábio Viana... É que na inauguração da Casa Cabral, Josusmá Viana (seu pai) surpreendeu-me com o celular ligado. Era a voz de Fábio! Conversamos. Combinamos encontro no Rio, falamos de saudade. Fábio: toda finesse para com "Dona Betinha".
Encontro/desencontro fatal. O assalto, a reação, a bala assassina.
Fábio Viana voou. Foi cantar no território das Divindades!
O NÓ. Nada de nó. Foi um novelo desenrolando-se esteticamente.
Consegue o Prof. Dr. Moaci Carneiro conduzir um milhão de amigos (Roberto Carlos) ao lançamento de sua mais nova obra: O Nó do Ensino Médio.
A FIEP lotada. A felicidade dos seus familiares, particularmente da dedicada esposa Socorro. Para mim, pessoalmente, um endosso de verdadeiras simpatias.
Abraçar, por exemplo, D. Genival Saraiva, um pastor consagrado. Substantiva sua apresentação sobre a obra de Moaci. Rever amigos e amigas do coração: Percy de Holanda (um dos meus ídolos); Cícero Agostinho, companheiro em momentos da gestão Vital do Rego; conversar com a ilustre Médica Maria das Neves Catão; rever o Secretário José Tavares, Fátima/José Lucas, Eva/Rômulo Gouveia ("Bolinha, Bolinha..."), Vereador Tovar (elegantíssimo), a professora Graça lamentando a falta dos Congressos Literários, enfim, uma ciranda de respeito e afeto ao Moaci. Ele merece.
Excelente o vídeo apresentando vida/obra do Autor e vincando depoimentos de autoridades nacionais em Educação.
Ainda não li O Nó do Ensino Médio. Também não sou especialista em Língua e Pedagogia. Porém, o vídeo e as considerações de Moaci Carneiro levam-me a pensar na releitura do relativismo pós-moderno. Ao defender Educação versus Conhecimento, Moaci parece contrário ao "qualquer coisa" do ensino, ao relaxamento salarial dos professores e à desconstrução do primeiro Derrida.
Embora não tenha aludido aos salários congelados na Universidade que, com o próprio Roland Barthes, é lugar de saberes e fulgor do real, Moaci deve pensar no trabalho de perlaboração.
JOÃO MENDES. Poeta dos acrósticos. Poeta dos sonetos. Formas fixas da Literatura valorizadas nos grandes centros acadêmicos.
Apaixonado pesquisador da História, constumava enviar aos amigos cópias-xerox dos assuntos importantes no Brasil, especialmente na Paraíba. Aprendi muita coisa com esse método do Poeta querido.
Sabia, como poucos, prestigiar os acontecimentos literários, enaltecendo-os com seus comentários inteligentes.
Ao retornar do Rio, procurei meu amigo. Não o encontrei. Ficará sua obra de A a Z. Em celebração a Campina Grande subindo aos Céus!
NECESSÁRIAS LEITURAS. Longe dos "best-sellers", volto-me aos bons livros, tentando livrar-me da balconização da Literatura (ou do resenhismo por encomenda?).
Passagens. Walter Benjamim.
As formas do falso. Walnice Nogueira Galvão.
As almas da gente negra. W. E. B. Du Bois.
Deus é brasileiro. Vamireh Chacon.
MENSAGEM. Deslocar-se pode ser abjurar o que se escreveu, mas não, forçosamente, o que se pensou quando o poder gregário o utiliza e serviliza. ROLAND BARTHES. E ao meu leitor, os abraços que serão dados, próximo dia 30, às 17 horas, no Teatro Paulo Pontes. Presenças das(os) escritoras(es) e Professoras(es) Neide Medeiros, Fátima Coutinho, Elza Veiga, Socorro Xavier, Políbio Alves, Divanira Arcoverde e Fidélia Cassandra.

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A febre da crítica psicanalítica criou o rótulo «literatura feminina». Seria Eros a musa da escrita elaborada por mulheres?... O corpo anatômico, o falo freudiano, o «continente negro», o gozo lacaniano estão na base dos estudos ditos feministas. Modismo ou «as palavras dizem mais do que elas dizem»? A polêmica permanece.
Não acredito em «literatura feminina». Literatura não tem sexo. Literatura é, sobretudo, Linguagem, Discurso Estético.
Se Clarice Lispector questionou o Ser e o estar-no-mundo, Jorge Amado, em que pese a impossibilidade de rotulá-lo, vincou o discurso social, síntese de vários estilos. Inclusive, o personagem-mulher é uma invariante de sua Ficção.
Em Dona Flor, Jacinta ampara as filhas, cantoras de cabaré; já em O País do Carnaval, Januária é despojada professora.
Personagens femininas presentificam-se na Literatura brasileira: Machado de Assis, Rachel Jardim, Patrícia Bins, Jorge Amado inventaram mulheres que transitam entre o sagrado e o profano.
É necessário, pois, celebrar o Centenário de Amado Jorge. Revisitar Gabriela deitada com vários homens; o amor de Lívia por Guma em Mar Morto; protesto e denúncia na defesa dos “capitães de areia”, cuja luta o mar aplaudiu e as ondas presenciaram solidariamente.
Enfim, Amado Jorge – Escritor e Romancista – espera que a Crítica abra “passagem para as pulsões de vida reprimidas, as linguagens desvalorizadas, os segmentos societários proscritos – as crenças e as superstições do povo brasileiro”, como ensina Eduardo Portella.
Jorge: a dialética em liberdade!
NATALICIA/MENTE. Ela, forçadamente, cumpriu o horário... Fagueira e elegante chegou à Chez-Vous sob calorosos aplausos. Com direito ao carinho, a música e locução de Lau Aguiar. Ela merece, era a voz do Coral.
Mais emocionada ficou ao receber um lindo texto dos funcionários da SERTEC: Estelita de Castro Cardoso chora! Senhora de muitos méritos, a Téca soma e multiplica com perfeição.
PEN CLUBE. Próximo dia 30 (trinta), segunda-feira, às 17 horas, no Teatro Paulo Pontes, os temas Mulher/Leitura/Literatura estarão na pauta de debates.
Já confirmadas a presença das escritoras e professoras Socorro Xavier, Neide Medeiros dos Santos, Divanira Arcoverde, Elza E. Veiga e do Poeta Políbio Alves.
Os encontros do PEN CLUBE/Seccional da Paraíba não adotam convites porque são públicos, ou seja, abertos aos interessados que, na informalidade, buscam o Conhecimento. Vá e leve seu vizinho. O PEN ficará feliz!
CRONÓTOPOS. Perdi as homenagens prestadas ao amigo Flávio Romero (pela Câmara Municipal) porque recebi o convite às 17 horas do mesmo dia. Quanta etiqueta!
- Com apresentação do mestre/amigo Hildeberto Barbosa Filho, Taciana Gama fará a exposição “Diana a Caçadora”, dia 24/04/2012, às 18:30h, na Fundação Casa de José Américo (João Pessoa).
- Como é salutar gostar de. Um círculo com a espontaneidade de Marília Figueiredo Paiva de Paiva. A sobriedade de Patrícia F. Fernandes. A simpatia de Juarês e Simone. A ternura de Bebel Figueiredo Fernandes. O reencontro com Leda/Bebé Figueiredo, muito felizes. E, sobretudo, os comentários inteligentes de Vanda F. Fernandes. Momentos sublimes.
MENSAGEM. Experimentar e interrogar – é a minha maneira de avançar. NIETZSCHE.
ABRAÇOS. Muito apertados para Sereco, Tam, Mª Helena Araújo, Orlandinho, Rivelino, Eduardo Amorim, Políbio Alves, Mercês/Patrícia/Felipe Pinheiro, Virgínia R. Japiassu, Selma Dias, Silvinha Almeida e Goretti Ribeiro. Ao meu leitor, muitos abreijos.

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Em 1976 defendi Tese de Doutoramento na PUC/RS, bem longe dos meus pagos… Não desejava o rótulo de “prestigiada”, até porque minhas Fortunas Críticas apresentam, historicamente, depoimentos sobre perseguições e injustiças que sofri na cidade-mãe.
A Tese contém um capítulo em torno do discurso memorialista em “A Pedra do Reino” de Ariano Suassuna. Vem de longe meus estudos sobre Memória que, para mim, não é “retórica”…
Dentre os inúmeros conceitos de Memória, gosto de pensá-la como um palimpsesto que trabalha os tempos em foco múltiplo. Que nada lembra porque nada esquece. Que articula referência e descoberta. Que reterritorializa sujeito e objeto.
Quando releio A. Cândido, Kristeva, Barthes, Hassan, Adorno, Rousset, E. Portella, Ricoeur, O. Paz, Lejeune, Deleuze, Derrida, K. Hamburger, P. Hamon, L. Hutcheon, de pronto revejo W. Miranda transcrevendo Monteiro Lobato:
“__ Sabe escrever memórias, Emília? repetiu o Visconde ironicamente. Então isso de escrever memórias com a mão e a cabeça dos outros é saber escrever memórias?
__ Perfeitamente, Visconde! Isso é o que é importante. Fazer coisas com a mão dos outros, ganhar dinheiro com o trabalho dos outros, pegar nome e fama com a cabeça dos outros: isso é que é saber fazer as coisas […] Aprendi o grande segredo da vida dos homens na terra: a esperteza! Ser esperto é tudo. O mundo é dos espertos.” (é meu o grifo)
Se a esperteza é mal do século, Lobato nunca foi tão atual. Particularmente nas cidades pequenas, onde quase tudo é imitado, clonado, reduplicado. Confunde-se imitação com Criação. Não será esta a visão do Crítico que recusa opiniões isoladas, aquece a reflexão e aprofunda concepções.
Então: no cenário das espertezas a amnésia é puro fingimento. Quem inventou a roda? Que horror!
Tais considerações são motivadas pela alegria coletiva com a retomada do meu Projeto MEMÓRIA DE CAMPINA GRANDE, em 2011, pelo PEN CLUBE/Seccional da Paraíba. Não obstante a falta de mecenatos, patronatos e marajanatos, o Projeto mereceu a confiança de alguns segmentos campinenses e dos Empresários Buega Gadelha e José Carlos da Silva Júnior.
Embora reconhecido nacionalmente e com Direito Autoral, o Projeto esteve fora de cena quando deixei a presidência da ABS/PB. Com duas Revistas editadas e uma, ainda, com o jornalista Juca Pontes (João Pessoa), foram evocadas as Memórias de respeitáveis personalidades que, aqui, seguem em ordem, mais ou menos, cronológica: Escritor Virginius da Gama e Melo; Dr. Inácio Mayer; Prefeitos Ewaldo Cruz, Newton Rique, Bonald Filho, Bento Figueiredo, Elpídio de Almeida, Vergniaud Wanderley, Orlando A. César de Almeida; Dr. Acácio Figueiredo;Poeta J. Maciel Malheiros; Dr. Francisco Wanderley; Dr. José Gaudêncio; Poeta José Pedrosa; Economista Lúcio Cunha Lima; Empresário Ottoni Barreto; Senhor Pedro Ribeiro; Poetisa Telma Cartaxo; Empresário Cassiano Pereira; Dr. Hênio Azevedo; Prof. Dr. José Cartaxo Loureiro; Enfermeiras Amélia Vieira, Hilda de S. Carneiro, Maria Augusta Oliveira, Otaciana G. Dos Santos; Senhora Anália Targino B. Guimarães; Senhor Geminiano de A. Melo; Senhora Alice R. Téjo; Educadora Alcide Loureiro; Tribuno Felix de Souza Araújo; Empresário Geminiano Crispim; Pintora Irene Medeiros; Jurista Octávio Amorim; Senhor Porphirio Catão; Jornalista Ramalho Filho; Em presário Sebastião Dantas; Empresário Álvaro de Barros Correia; Maria Garrafada (?); Prof. William R. Téjo; Empresário João Silveira Guimarães; Senhor Pedro da Costa Agra; Reitor Itan Pereira; Empresário Jocel Fechine; Vereador Lindaci de Medeiros; Dr. Arthur Villarim; Tribuno Raymundo Asfóra; Empresário Francisco A. Pereira; Radialista José Bezerra de Lima. Desculpem-me alguma omissão.
Na sequência o PEN CLUBE/Seccional da Paraíba realizou duas novas etapas do Projeto, momento em que foram registradas as Memórias da Senhora Hilda Cardoso e da Mestra Wanda Elizabeth de Azevedo Filho. A próxima edição será dedicada ao ilustre médico Dr. Severino Cruz. Como o Clube está aberto a toda e qualquer sugestão da comunidade campinense – e em todas as vertentes do Conhecimento – peço aos interessados que remetam suas opiniões ao Vice Presidente José Mario Silva (fones 3341 7720 e 99681789). Ficarei muito agradecida.
Aproveito a oportunidade para lembrar ao Governador Ricardo Coutinho, ao Vice Rômulo Gouveia e ao Prefeito Veneziano Vital do Rego uma antiga aspiração legitimada: a fundação do MEMORIAL DE CAMPINA GRANDE. Não um Memorial nepotista ou movido por vaidades pessoais. E sim um Memorial que acolha vida/obra de todos aqueles que contribuiram em favor do desenvolvimento de Campina Grande.
Não será difícil. Basta a Prefeitura desapropriar os invasores e terrenos baldios que circundam a FACMA e… aleluia. A medida evitará dispersão de recursos humanos e materiais, eliminará a fragmentação de “iniciativas” clonadas e favorecerá as periferias.
Trata-se, pois, de uma Consciência Crítica que defende o ex-cêntrico enquantonão-lugar da transnacionalidade.
MENSAGEM. “A mesquinharia, produto do espírito menor, transforma o ser humano em najas e cassandras.” Ao meu leitor, o belo da Páscoa.
 

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Santa Semana Santa! Jesus reúne, numa Ceia Larga, todos os seus Apóstolos. Entre eles, um traidor. Jesus sabe, mas continua sua celebração. A Eucaristia, o Lava Pés. Tudo soma a humanidade do Cristo.
Época de recolhimento e reflexão. Alistar pecados, faltas omissões. Convite ao perdão e ao desejo de melhorar. Nós, os humanos, vivemos momentos caóticos alimentados por dolorosas interrogações.
Até parece que se tenta aquela saída do conto O CONVIDADO de Trevisan… Porém, se a Santa Semana é transformada em “feriadão”, não se sabe o caminho da saída.
Que venha a Páscoa. Passagem e renascomento. Alegria e mundo novo. Com Cristo subindo aos céus!
NILCE X ARGENTINA. Mais uma vez a Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC/Campina Grande) promove encontro com o Bem. Encontro que nega festa e afirma solidariedade humana. Nada mais nobre que a luta contra o incurável!
Nilce é teimosa: com uma equipe corajosa enfrenta dívidas e outras dificuldades, a fim de atenuar o sofrimento dos que habitam a “Casa de Apoio Carolina Zilli”. Ali, está a desesperança de crianças e adultos com cheiro de morfina.
Entretanto, aqueles enfermos nunca estão abandonados: são sempre acolhidos pelo carinho da RFCC e da generosidade campinense. Um exemplo foi dado por duas Damas da cidade: Argentina Figueiredo e Lau Aguiar.
Lau cedeu o espaço do Palácio Suellen Carollini. Argentina brindou mais que uma excelente feijoada. Um buffet fino e variado satisfazendo aos mais exigentes paladares.
Boa música, sorteios, a voz de Darcy Lelis e a garra das rosinhas foram ingredientes da emoção. Desejaríamos ser uma rosinha despojada ou uma “platinada” fidalga ou uma pétala de Laudicéia. O tempo impede-nos…
Resta-nos louvar o largo-almoço – oferecido pela presidente Nilce e suas devotadas amigas – em benefício dos graves pacientes. Em período quaresmal! Sim, um momento consagrado por Deus.
POSTAL SONORO. O Palácio das Nações viveu uma noite tão lúdica quanto refinada. Tulenka volta encantada com o esmero da família Mayer Ramalho. O príncipe Gustavo comanda o evento com perfeição.
Claro, natalício da amiga Eliane Mayer Ramalho, com direito aos postais sonoros elaborados pela criatividade de Lêta Dantas.
Tulenka comenta a animada mesa: Leda e Bébé Figueiredo em diálogos afetivos; o rosto lindo de Carminha Diniz; o moderno figurino de Lucie M. Motta; as ofertas que Estelita Cardoso lhe fará, depois que abrir os luxuosos armários.
Ausente da Paraíba (há muito tempo), Tulenka lamenta não haver reconhecido todos os convidados de Eliane. Soube, porém, colocar a festa no elenco das finas recepções cariocas.
Se lá estivesse, meu postal sonoro diria para Eliane de Raiff que ofereço este cartão musical como prova de carinho e lembrando os passeios no “Zepa” sob os sons do “Microfone-Gaúcho”:
Se esta rua, se esta rua
fosse minha,
eu mandava, eu mandava enfeitar
com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
para ver Raiff passar.
VIVERES. Rever Helena Quirino e ter saudade da rua Vila Nova da Rainha.
lReencontrar Albanita Dias lembrando o amigo Geraldo Dias.
lConhecer a simpática filhota de Arnóbio Araújo.
lSaber que Rosa Gabínio não gosta de vender imóvel em João Pessoa.
lSempre juntinhas: Salete Carolino, Tita Belo e Maud Brasil.
lElegante o casal Cida/Newton Figueiredo.
lAbraçar Sarah/Hamilton Fechine.
lTomar uma coca com Tavinho e Lena Araújo.
lDócil e educada, Eliane Araújo (filha do querido Mário Araújo).
POÉTICA. Você, amiga Elizabeth Marinheiro, é, merce de Deus, fruto precioso dessa árvore sublime chamada amizade. Amizade que eu guardo, como ensinou-nos o cancioneiro popular, “debaixo de sete chaves, no lado esquerdo do peito dentro do coração”. Escritor JOSÉ MÁRIO DA SILVA. Como não sei fazer poemas, ofereço-te, queridoZémário, metade do meu coração. E ao lmeu leitor, todo meu amor.
 

Tessituras

Já com muitos adeptos, o PEN CLUBE/Seccional da Paraíba fará abertura do seu Calendário/2012 amanhã (dia 26), às 16:30h, no Teatro Paulo Pontes desta cidade.
Trata-se de um Clube que tem, entre seus objetivos, a informalidade em busca do Conhecimento. Muita gente se queixa pela falta de um espaço “onde se possa trocar boas idéias”.
Nossa Seccional também tem essa finalidade. As reuniões são abertas a todos os segmentos das sociedades e tentam a participação dos presentes, ou seja, não estão limitadas às programações divulgadas.
Vale dizer que os interessados devem comparecer com seus trabalhos, propostas, registros etc. Enfim, é um Clube que quer, realmente, pluralidade de vozes.
Amanhã, por exemplo, haverá uma homenagem póstuma à inesquecível mestra Wanda Elizabeth de Azevedo Filho, cujo perfil será traçado pelo Prof. José Lucas Filho.
Destaque-se também um foco sobre Jorge Amado sob a competente tutela da Profa. Dra. Sudha Swanakar.
Debates, cantos, recitais constituem outra instância do Pen Clube, já muito aplaudida por seus frequentadores. Dispensando os convites formais, o Clube adota o regime: “vá e leve seus vizinhos”.
MARILDA. A querida prima fugiu da família e foi passar seu aniversário em Aparecida (SP). Entretanto, não escapou… Filhos, noras e netos homenagearam-na com uma sublime Missa, celebrada pelo Arcebispo Dom Aldo Pagotto, no Seminário Arquidiocesano da Paraíba Imaculada Conceição.
Originais e bonitas as lembranças oferecidas aos convidados: em pergaminho e porcelana Marilda revelou-se artística mística.
Em certo souvenir, a mensagem: “Durante 80 anos caminhei à procura de Deus para agradecer-lhe por tudo que fez por mim. Quando abri os olhos descobri que era Ele quem me procurava.”
Parabéns, Marilda!
ROSELIS BATISTA R. Autora paraibana, vitoriosa na França. Com obras publicadas em outros idiomas, Roselis acaba de lançar: “Lírica nem sempre amorosa” e “Cristais de Orvalho”.
A escritura artística justifica o respeito e a admiração que Roselis vem conquistando na Europa. A Paraíba agradece.
LEITURAS. Com Sérgio Mattos aprende-se o que é bom jornalismo. A entrevista como aula. Bons conceitos em torno dos discursos informativo, opinativo e investigativo. Imprensa-poder e imprensa-elite. E mais: a crise de qualidade na imprensa. Procure, portanto, Sérgio Mattos com sua importante obra “Jornalismo, Fonte e Opinião” (Editora Quarteto, 2011).
l “Mas como Homero tem a imortalidade a seu favor, é paciente. Sabe que a justiça narrativa se faz e que o tempo dissolve os nós cegos da paixão. E mesmo quando Cassandra, em uma outra tragédia grega, despede-se dos corifeus para ir ao encontro da morte, aceito suas emendas. Afinal, sou sua aprendiz”. NÉLIDA PIÑON (in Aprendiz de Homero)
Penso eu: Nélida tem aprendizagem integral. Mas, as “cassandras” são bem contemporâneas. Quem é o fingidor? o poeta ou todo bom ficcionista?
l Encanta-me a leitura de “Evita” narrado por Marysa Navarro.
MENSAGEM. “Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio.” (João 2, 13-25)
ABRAÇOS. Bem alegres para Salete Cordeiro, Aurígena Maciel, Adilma Montenegro, Dilza Feitosa, Marline Lauritzen, Antares, Yolanda e Maria Aparecida Alves. Ao meu leitor, mil abreijos.
 

Tessituras

Para Ivandro Cunha Lima “ele era um verdadeiro símbolo de Campina”.
Para Gleryston Lucena “O tempo é um senhor implacável do destino e nos tolhe da convivência com este amigo querido que tinha a moldura de Campina Grande.”
Já Evaldo Gonçalves, em coloquial fluente, traçou o perfil do amigo com substantivada expressão. Sinceridade, propriedade e sentimento não faltaram à feliz locução de Evaldo, em momento tão doloroso.
Aliestavam Fernandinha/Dr. Vladimir, Hélio Filho e Bruno. Hélcio e a família toda. Contemplando Geruza pensei em mulher guerreira. Para ela tal rótulo me parece pouco.
Quero reler Geruza como mulher-amor. Amor despojado! É mais adequado para ela que personifica sobriedade e ternura. Sem dúvida.
Ali estavam as famílias Soares, Pereira e Ribeiro, temas de minha estima e admiração. Ali estavam os(as) amigos(as) dele: Agnello Amorim, Teotônio Vilar, Erminio Leite, Vera/Lourinaldo Motta, Leidson/Celeide Farias, Célia Téjo, Salete Carolino, Maria Helena Araújo, Yete Cruz, Ana Lígia/José Arnóbio, Manuel e Bruno Gaudêncio e muitos outros. Todos em estágio epifânico!
É difícil dizer um amigo bom. Acompanhei – com orações – sua enfermidade, mas não estava preparada para sua passagem. Não. Daí, a imensidão de minha dor.
Quero vê-lo, porém, estudante passeando na rua Maciel Pinheiro.
Ouvindo os últimos lançamentos musicais na loja do Sr. Nô Gomes.
Vejo-o no “quem me quer” da praça despertando o coração das garotas por sua beleza e elegância. Um guapo!
Quero relembrar sua alegria no bloco carnavalesco “Los côcôs del loro”. Que turma!
Raposeiro fanático. Mais campinense que o Açude Velho, abandonou o “Zé Pereira” porque o bloco adotouas cores do Campinense Futebol Clube.
Não esquecerei jamais suas ações em favor da Fundação Artístico-Cultural Manuel Bandeira (FACMA) e da Associação Brasileira de Semiótica/Regional Paraíba (ABS-PB).
Jamais esquecerei que assumiu minha defesa, quando caluniada por alguns anarquistas, por ocasião de um Festival de Música consagrado em toda Paraíba. A velha inveja…
Gostaria de ser advogada para narrar sua História nas áreas do Direito e Justiça. Seu agir, na qualidade de Jurista e Promotor, vincou, com brilhantismo, a integridade ímpar. Certamente, a OAB local celebrará a memória do Doutor Hélio Soares.
Irmão que não tive.
Amigo de todas as horas.
Tinhoso mas compreensivo.
O talento alicerçava a conversa permeada pela ironia fina e pelo bom humor inglês.
Com ele, ótimas lições de vida: tem razão Evaldo.
Mano querido: minha orfandade cresce. Entretanto, te vejo, Hélio amigo, chegando ao Infinito com a bandeira de Campina Grande. Sob as bênçãos de Deus.
FACMA. Não integro sua atual Diretoria. Mas, na condição de Instituidora, devo louvar o bom e criticar as omissões…
Que se poupe o governo Municipal: de que forma o Secretário Alex Azevedo pode realizar as obras estruturais do prédio se ele “só encontra a FACMA fechada”?
Que se poupe a Secretária Eneida Maracajá: de que forma poderá ela enviar os educadores em Artese, até agora, não recebeu “a lista de alunos inscritos”?
Atualmente me dedicarei exclusivamente a minha saúde, à Literatura e ao PEN CLUB/Seccional da Paraíba.
Contudo, não abdicarei do dever de defender a Instituição quarentona e afirmar que “telefone não resolve nada”. O ato administrativo exige um trabalho de equipe harmoniosa que resolva começar, cobrar e concluir. Correr atrás é preciso! Desculpem-nos o necessário esclarecimento.
MENSAGEM. O mar, profundo, tem os seus mistérios: / é bonito, salgado e traiçoeiro. / Ele se espraia pelo mundo inteiro, / unindo, em seu abraço, os hemisférios. RONALDO CUNHA LIMA (in Velas Enfunadas).
ABRAÇOS. Muito carinhosos para Luisa/Carlão Leite e suas lindas filhas: Izabelle, Emanuela e Gabriela. Sem esquecer “tia” (Nícolas) e Monique. Ao meu leitor, todo meu amor.
 

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