Vida Urbana

Polícia espanhola acredita que família paraibana foi morta em acerto de contas

Corpos foram encontrados no domingo (18). Casal foi esquartejado e colocado em sacos plásticos.




Reprodução/ABC
Reprodução/ABC

A investigação da polícia da Espanha acredita que a família paraibana encontrada morta na província de Guadalajara foi vítima de um acerto de contas. Segundo informações da imprensa do país, pelas circunstâncias em que a casa deles estava, sem sinais de arrombamento, a suspeita é de que o crime foi cometido por conhecidos.

As vítimas do crime brutal são os paraibanos Marcos Nogueira e Janaína Santos Américo, de 39 anos, e os filhos deles, uma menina também paraibana, de quatro anos, e um menino de um ano, que nasceu na Espanha. Um cunhado de Janaína, Eduardo Bráulio, contou ao JORNAL DA PARAÍBA que a família era de João Pessoa e morava na Espanha há três anos, por conta de trabalho.

Os corpos foram encontrados no domingo (18). O casal estava esquartejado e as partes em sacos plásticos. Os corpos das crianças foram preservados.

De acordo com o jornal ABC, exames preliminares da perícia apontam que os quatro assassinatos aconteceram entre 16 e 22 de agosto. Segundo o veículo, o esquartejamento seria uma mensagem dos assassinos para outras pessoas, que também poderiam ser mortas como as vítimas. Fontes afirmam também que o crime possivelmente foi cometido por criminosos profissionais, que teriam usado uma faca de açougueiro ou um machado. A suspeita é que os assassinos já tenham deixado a Espanha.

O 'EL País' destaca que o fato das fechaduras das portas do chalé da família não terem sido forçadas leva os investigadores a pensar que o crime foi cometido por conhecidos do casal. A polícia acredita que o crime pode ter relação com o tráfico de drogas. As vítimas não tinham antecedentes criminais na Espanha.

A casa dos paraibanos estava quase sem mobília, o que faz a polícia levantar a tese de que eles estavam fugindo ou se escondendo. Eles moravam na casa desde onde aconteceu o crime desde o início de julho e haviam assinado o contrato de aluguel por um período de um ano. Marcos Nogueira trabalhava como garçom até o mês de abril, mas estava desempregado.

A prefeitura de Pioz, município onde aconteceu o crime, decretou dois dias de luto e nesta terça foi respeitado um minuto de silêncio em respeito às vítimas.

Família dizimada

“A gente recebeu a notícia com muita tristeza. É tanto que eu que estou passando as informações para a imprensa, porque ninguém mais tem condições. Foi uma família que foi dizimada”, lamentou Eduardo Bráulio, que acrescentou que ninguém tem pistas do que pode ter acontecido.

Eduardo explicou que a família não percebeu que eles estavam desaparecidos porque era comum eles ficarem um tempo sem dar notícias, principalmente porque tinham mudado de casa recentemente. “Fazia um bom tempo que a gente não tinha contato. A gente achava que era porque eles tinham se mudado, porque estavam sem internet. Não desconfiamos no início. Às vezes isso acontecia, de eles ficarem sem comunicação”, disse.