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Policial

Nove presos do Roger correm risco de morte no Hospital de Trauma

Não há previsão de alta para nenhum dos 40 presos que deram entrada no Hospital de Trauma. Nove deles estão em estado gravíssimo e outros 15 em estado grave.

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Maurício Melo

Nove presos do presídio do Roger internados no Hospital de Emergência e Trauma com queimaduras por todo o corpo correm risco de morte. Eles estão em estado gravíssimo e estão sendo acompanhados pelos médicos o tempo todo. Estas informações foram passadas pela assessoria de imprensa do hospital ainda na noite desta sexta-feira (23).

Ainda segundo a assessoria, cerca de 30 feridos estão em estado grave e não há previsão de alta para nenhum dos 40 detentos que foram levados ao hospital na manhã de hoje. Todos foram vítimas de um incêndio ocorrido em uma das alas do presídio do Roger. Cinco morreram ainda na penitenciária antes de receber atendimento médico.

Cerca de 50 policiais militares mais nove seguranças do próprio hospital fazem a segurança no Hospital de Trauma e uma ala foi toda reservada para o atendimento dosdetentos feridos. Os médicos e enfermeiros de folga também foram chamados para ajudar nesta emergência e o corpo médico do HT está 30% maior por conta disso.

No Roger

No início da noite um caminhão trouxe material de construção para a reconstrução das celas destruídas pelo fogo e pela equipe de salvamento, que precisou abrir buracos nas paredes para salvar osapenados que ficaram presos junto às chamas. A pretensão é reorganizar o presídio após o tumulto. Colchões também foram entregues no local.

Até que todos os problemas estruturais criados pelo incêndio sejam sanados, as visitas estão proibidas. A Penitenciária Modelo Flósculo da Nóbrega, conhecida como presídio do Roger, deveria abrigar pouco mais de 300 presos, mas atualmente aloja quase 900.

Como foi

Segundo o secretário de administração penitenciária, Roosevelt Vita, o tumulto teria tido início para encobrir uma tentativa de resgate em outro presídio. Os presos do Roger pretendiam chamar a atenção da polícia para que Jackson Pereira da Silva pudesse fugir do presídio PB-1.

Vita disse que a ação devia criar um tumulto ateando fogo em colchões para chamar a atenção da Polícia, mas o fogo saiu do controle e teria se transformado em um incêndio, que feriu dezenas deapenados.