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Cidades

Greve dos professores deixa 500 mil alunos do Estado sem aulas

Por unanimidade, professores não aceitaram prorrogação de prazo para apresentação de propostas e decidiram deflagrar greve a partir desta segunda-feira (1º).

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Karoline Zilah

Cerca de 500 mil alunos da rede estadual de ensino ficam sem aulas a partir desta segunda-feira (1º) em decorrência da greve dos professores por tempo indeterminado. Por unanimidade, eles resolveram não aceitar a prorrogação de prazo para apresentação de propostas e decidiram deflagrar a paralisação.

Segundo Antônio Arruda, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintep/PB), mais de 23 mil trabalhadores em educação devem participar da greve. Além dos professores, decidiram participar do movimento todos os trabalhadores em educação, entre eles, supervisores, orientadores, merendeiras, psicólogo escolar e vigias.

O secretário de Educação do Estado, Sales Gaudêncio, agendou para esta segunda-feira, às 18h, uma reunião com os representantes da categoria e o governador do Estado, no Palácio da Redenção, para discutir as propostas dos professores e evitar a paralisação. Ele alegou que vem fazendo apelo junto aos trabalhadores em educação para que não entrem em greve e aguardem a decisão do governo sobre reajustes.

Reivindicações

Os trabalhadores em educação defendem o aumento de 15,93% para o magistério e a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para os funcionários. Segundo Arruda, atualmente o vencimento (piso salarial) do magistério é de R$ 610,00 para uma carga horária de 30 horas semanais.

“Queremos a implantação do Piso Nacional de Salário com vencimento de R$ 825,00 para professor com carga horária de 30 horas semanais. O valor representa reajuste de 15,93%. Os funcionários reivindicam o PCCR”, informou.

Os servidores da educação do Estado também querem defender a melhoria da infraestrutura das escolas. O coordenador do Sintep, Antônio Arruda, informou que 300 escolas da rede estadual de ensino não iniciaram as atividades por problemas estruturais. “Falta carteira, birô, sala de aula, vasos sanitários e segurança”, informou Arruda.