Conheça a versão em audio do Jornal da Paraíba
Justiça

Grevistas do TJ dizem que corte de ponto é "arbitrário e desumano"

Pontos de 70% dos servidores efetivos foram cortados depois que a greve foi decretada ilegal. Grevistas tentam agora reverter decisão do presidente do Tribunal de Justiça.

Compartilhe

Phelipe Caldas

A Associação dos Servidores da Secretaria do Tribunal de Justiça da Paraíba criticou na tarde desta sexta-feira (23) a decisão do presidente do TJ, desembargador Luiz Sílvio Ramalho Júnior, de cortar o ponto dos servidores que estavam em greve desde o dia 7 de junho.

Segundo Ricardo Agra, vice-presidente da Associação, foram cortados os pontos de  70% do quadro efetivo da instituição que atualmente é de cerca de 2.700 funcionários. “É uma decisão arbitrária e desumana, que afeta a vida de muitos pais e mães de famílias”, criticou.

O sindicalista disse também que a entidade ainda vai tentar rever a decisão, em conversas com a presidência do TJ, mas criticou as dificuldades que vinha tendo para abrir um canal de diálogo com o desembargador.

Enquanto isto, o Tribunal de Justiça silencia e não emite nenhuma nota oficial sobre o assunto, mas por meio de sua assessoria de imprensa disse que o desembargador-presidente ainda iria conversar com os grevistas para analisar se iria ou não abonar as faltas.

A assessoria de imprensa do TJ informou também que o corte de pontos foi decidido depois que o próprio Tribunal de Justiça votou pela ilegalidade da greve.

Fim da greve

Os servidores do judiciário da Paraíba decidiram no final da tarde de quarta-feira (21) suspender a greve e voltaram ao trabalho nesta sexta. Eles pediam 15% de aumento e antes do retorno rejeitaram um aumento de 8% oferecido pelo juiz-auxiliar da presidência do Tribunal, Alexandre Targino. "É melhor não aceitar nada, do que pegar esmolas", concluiu Ricardo Agra.