O tenente-coronel Paulo Almeida, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, recuou da decisão de realizar a partida entre CSP e Botafogo, nesta quinta-feira, no Estádio da Graça, com portões fechados e decidiu estipular uma carga máxima de 2 mil ingressos a serem vendidos para a partida.
Segundo o coronel, o Estatuto do Torcedor prevê uma limitação no número máximo de ingressos disponibilizados para um jogo.
A decisão beneficia o CSP, mandante da partida, que corria o risco de ficar sem a receita de bilheteria contra o Botafogo.
Na tarde da última sexta-feira, a assessoria de imprensa da Federação Paraibana de Futebol emitiu uma nota informando que a partida aconteceria com os portões fechados, cumprindo assim uma determinação da PM. Anteriormente a esta decisão, o tenente-coronel havia entrado em contato com a FPF solicitando, através de um ofício, que o jogo fosse transferido para o Estádio Almeidão e que a partida entre Flamengo e Treze, que acontecerá no local, fosse transferida para o Estádio da Graça.
Em novo ofício, a FPF informou ao coronel Paulo Almeida que não poderia alterar o local da partida por conta do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público, sob pena de sofrer multa de R$ 50 mil por jogo, caso desobedecesse a tabela da competição. Além disto, se o palco do confronto fosse alterado, desrespeitaria um artigo do Estatuto do Torcedor, que determina que qualquer mudança em horário ou local de jogo seja feita com 10 dias de antecedência.
Ainda no mesmo ofício, a FPF sugeriu ao coronel Paulo Almeida que a Polícia Militar estipulasse uma carga máxima de ingressos a serem vendidos pelo time mandante, no caso o CSP. Por fim, em um novo ofício, o coronel determinou, após entrar em contato por telefone com o promotor Valberto Lira, que o jogo fosse mantido no Estádio Graça, porém com os portões fechados para ambas as equipes. Mas no fim de semana o coronel voltou atrás e decidiu estipular uma carga máxima de ingressos.
