Política

Afastados prefeitos de Sapé, Solânea e Alhandra

Presos na operação 'Pão e Circo' prefeitos e funcionários serão investigados e ficarão afastados das suas funções por tempo indeterminado.

Rizemberg Felipe
Justiça também proibiu empresas que participavam do esquema de realizar qualquer tipo de atividade com as prefeituras


Os prefeitos Francisco de Assis Melo (Solânea), Renato Mendes (Alhandra) e Luiz Clemente (Sapé), envolvidos na operação 'Pão e Circo', serão afastados de seus cargos por tempo indeterminado. A decisão foi do desembargador Joás de Brito, que acolheu pedido do Ministério Público Estadual. “Uma decisão dessa reforça o entendimento imparcial do Judiciário, demonstrando que houve uma análise dessas situações”, disse o procurador-geral de Justiça, Oswaldo Trigueiro do Valle Filho.

Também foram afastados os servidores das prefeituras envolvidas na operação, que investiga denúncias de superfaturamento em contratos para realização de festas juninas e outras comemorações em 18 cidades paraibanas. Além disso, o desembargador Joás proibiu as empresas que participavam do esquema de realizarem qualquer tipo de atividade com as prefeituras. A medida vale também para a Funjope, órgão da prefeitura de João Pessoa.

Oswaldo Filho explicou que o afastamento vai durar até o final do processo, o que significa que os gestores poderão não concluir seus mandatos, que vão até o dia 31 de dezembro de 2012. “A nossa crença é que até o final do mandato eles não retornem mais”, afirmou. Como ainda cabe recurso, ele acredita que os prefeitos deverão tentar cassar a decisão.

Os presos afastados já tinham sido presos preventivamente, mas depois foram liberados. A operação Pão e Circo cumpriu 28 mandados de prisão e 65 de busca e apreensão. Entre os presos estavam dez funcionários públicos, incluindo três secretários municipais e os prefeitos das cidades de Sapé, Solânea e Alhandra. Também foram presos funcionários de empresas que promoviam os eventos e combinavam as licitações com as prefeituras.

Eles são suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos para a realização de festas como o São João e outras comemorações, que desviou cerca de R$ 65 milhões. As investigações começaram há mais de um ano e apuram irregularidades de festas realizadas desde 2008.