Policial

Bebê é sequestrado de dentro de hospital

Recém-nascida é sequestrada do Instituto de Saúde Elpídio Almeida (Isea) em Campina Grande; sequestradora ainda não foi identificada.



Leonardo Silva
Leonardo Silva
Mãe da criança sequestrada disse que a mulher se ofereceu para cuidar dela e da bebê


A ocorrência do sequestro de uma recém-nascida ocorrida no final da manhã de ontem no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), em Campina Grande, causou susto às mães internadas no local. Marilene Honorato Souza, 36 anos, que reside no sítio Tanque Comprido, no município de Areia, no Brejo, estava grávida de gêmeos e deu entrada na maternidade na manhã da última segunda-feira para dar à luz a duas meninas, porém apenas uma nasceu viva e acabou sendo levada de dentro de uma enfermaria do Isea por uma desconhecida. A mulher se passou por acompanhante de Marilene.

Até o fechamento desta edição agentes da Delegacia da Infância estavam mobilizados no intuito de identificar a mulher e localizar a criança. A mãe da criança deu entrada no Isea acompanhada de uma cunhada identificada por Maria de Fátima do Nascimento que permaneceu na unidade até a noite de segunda-feira, depois que Marilene deu à luz.

Conforme relato da mãe do bebê ontem na Central de Polícia, desde o instante em que sua cunhada saiu do Isea uma mulher apareceu na enfermaria usando o colete destinado para os acompanhantes e ficou com ela. “Ontem pela manhã eu fui tomar banho e ela disse que iria levar minha filha para fazer o teste do pezinho e acabou levando a minha filha”, contou Marilene Honorato.

Uma enfermeira do Isea chegou ao quatro para realizar o teste do coração da recém-nascida e percebeu a sua ausência. Marilene informou que não conhecia a mulher e relatou que ela era morena, aparentava ter uns 40 anos e usava um piercing no nariz.

Porém, disse que antes de sair da enfermaria sua cunhada chegou a informar que a mulher ficaria cuidando dela. A Polícia Civil colheu a descrição das características físicas da sequestradora para fazer um retrato falado.

CONIVÊNCIA
O que intriga a Polícia Civil é o fato da mulher ter conseguido entrar no Isea usando um colete destinado aos acompanhantes que são cadastrados na recepção. A delegada da Infância Alba Tânia Abrantes, disse que não descarta um possível envolvimento da cunhada da mãe da criança e irá intimá-la para depor. “Vamos investigar a possibilidade da cunhada da mãe ter repassado o colete para a acusada e facilitado a entrada dela na unidade de saúde”, afirmou a delegada.

Além da cunhada da mãe da criança, a delegada irá intimar alguns funcionários do Isea, pacientes que dividiam a enfermaria com Marilene e a diretora da Maternidade. “Precisamos esclarecer como essa mulher conseguiu sair do Isea sem apresentar a documentação exigida”, acrescentou Alba Tânia.

O promotor da Infância e Juventude, Herbert Targino, disse que também vai instaurar um inquérito para investigar o caso e pretende intimar um representante do Isea para dar explicações de como a acusada conseguiu sair sem apresentar documentos.