ECONOMIA
Serviços em ruas movimentadas
Publicado em 15/04/2012 às 8:00
Em Campina Grande a maioria das agências bancárias e postos de atendimento está localizada em ruas centrais da cidade. Com algumas exceções, como no caso de bairros como José Pinheiro, Liberdade e Bodocongó, grandes comunidades permanecem distantes dos estabelecimentos bancários. É o caso, por exemplo, do maior bairro do município, o Conjunto Álvaro Gaudêncio (Malvinas), e do Presidente Médici.
Nas Malvinas, que possui mais de 80 mil habitantes, não há agência nem posto de atendimento. Quem sabe bem dessas dificuldades é a costureira Iramildes Ferreira, de 43 anos, que mora na comunidade há seis anos.
“Aqui quando a gente vai receber algum dinheiro ou depositar é um sacrifício. Termina a gente gastando quase o dia todo para resolver um problema. Quando se soma o tempo de deslocamento de ônibus, de espera na fila e para resolver o problema já tem passado o dia inteiro. Se tivesse uma agência aqui por perto seria tudo bem mais fácil”, contou.
No Presidente Médice, o comércio e o fluxo de pessoas são intensos. Mas não há agências bancárias. O único estalecimento que realiza algum tipo de serviço é um 'Pague Fácil', que fica localizado na avenida Juscelino Kubitschek, onde os moradores costumam pagar as contas. Mas transferências de altos numerários, bloqueios e outros procedimentos que vez por outra provocam dor de cabeça para os correntistas, não podem ser realizados. “Aqui tem de tudo. Mas banco não tem. Se tivesse uma agência aqui por perto tudo seria mais fácil”, conta Iraci Medeiros, de 67 anos.
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