Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Cães e suas linguagens

Luna e Jaca – Arquivo Dog Moke Escola Parque – Thiago Zanetti Fotografia

 

 

Todo processo social envolve comunicação, inclusive com os cães.
A comunicação ocorre quando o comportamento de um animal modifica a probabilidade do comportamento de um outro indivíduo através de sinais emitidos.
A partir do nascimento, entre os membros de sua matilha – mãe e irmãos – o filhote começa o seu desenvolvimento social, entendimento da comunicação e dos limites de cada relação; construindo a sua personalidade. Por isso é tão importante não retirá-lo do convívio materno tão cedo (desconfie de criadores que entregam cães aos 45 dias!).
De modo geral, podemos listar três maneiras de linguagem canina: auditiva, visual e olfativa.
Cães utilizam expressões corporais e faciais que podem indicar se eles tem ou não respeito pelo espaço do outro, alegria, agressividade, receptividade e por aí vai.
Um cão que não respeita outros, por exemplo, apresenta um comportamento invasivo: sobe em cima de outros cães (mesmo sendo castrado – esse comportamento pode não ser baseado no instinto sexual), encara outros cães, empurram com ombros ou coxas e até urinam em outros; um cão ansioso apresenta sinais como lamber os lábios repetidamente, respiração ofegante, salivação em excesso; cães que estão receptivos à brincadeiras podem abanar a cauda, colocar as patas da frente no chão e as de trás erguidas, deixam a boca aberta e a língua pra fora.
Além de todos esses sinais visuais, cães possuem glândulas que produzem feromônios localizadas em diferentes partes do corpo e, através do olfato, podem captar várias informações sobre outros indivíduos: sexo, idade, condição de saúde, estado reprodutivo,…Quando um cão cheira o outro ele está estabelecendo uma comunicação direta, porém, a comunicação indireta também pode ocorrer através da urina, fezes e de secreções liberadas quando os cães cavam ou se esfregam em determinado local.
Alguns cães também se esfregam em lixo, em substâncias com odores fortes (que para nós, são desagradáveis); para esses comportamentos existem algumas hipóteses como levar informações para a matilha, atrair a atenção de outros cães, camuflagem mas ainda não se tem uma conclusão sobre isso. Gaia, nossa border atleta, não pode ver cocô de vaca que já vai se esfregar e Moana prefere se esfregar em peixe (que ela recusa a comer…vai entender!).
Uma outra curiosidade sobre comunicação canina é que cães de raças que foram selecionados por algumas características físicas como focinho achatado, cauda curta ou sem cauda, podem não conseguir estabelecer uma comunicação muito eficaz.
Já parou para observar como seu cãozinho se comunica com os outros?

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