Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Filhotes da pandemia – os efeitos do período pandêmico em cães e gatos 

Bebê Artemis

O início de 2020 foi marcado por incertezas, perdas e medo.
Com a necessidade do confinamento, as pessoas começaram a buscar alternativas para amenizar a solidão e uma delas foi a adoção/compra de animais de estimação.
Famílias que já tinham outros animais e outras totalmente inexperientes abriram suas casas para cães e gatos durante o início da quarentena.
Se por um lado, foi ótimo para que os animais tivessem a oportunidade de ter um lar, por outro aspecto, a pandemia gerou algumas consequências negativas para eles também.
Para a grande maioria, houve um impacto na saúde; com o isolamento,os tutores evitaram levar seus animais ao veterinário fora das emergências, ou seja,  vacinas não eram prioridade e o cuidado preventivo em geral foi deixado de lado.
Filhotes que nasceram nesse período cresceram e desenvolveram-se em uma outra realidade. Especialistas em comportamento relatam que vários animais apresentam dificuldades relacionadas a falta de socialização e interação.
Cães muito medrosos, ansiosos, reativos e extremamente dependentes de seus tutores enfrentam agora uma outra fase: do desapego e da exposição.
Os tutores já começam a sair de suas casas para trabalhar, passear e viajar; as famílias aos poucos voltam a interagir e os animais, que não tiveram a oportunidade de conhecer o mundo direito, se encontram desnorteados e muitos precisam passar por profissionais da área de comportamento animal para aprender a lidar com essas novas situações.
Não são apenas os humanos que vem sofrendo com os efeitos que a pandemia trouxe para nossas vidas. Assim como precisamos nos reorganizar integralmente, nossos animais dependem de nós para amenizar os malefícios dessa lacuna na socialização e do próprio confinamento.