Fabi Cavalcanti
Miguel Cavalcanti

Animal não é brinquedo – seja consciente na escolha do presente de Natal!

A época de Natal, principalmente para as crianças, é associada a presentes. 

Muitos pais escolhem presentes especiais para o Papai Noel “levar” para as crianças e uma das sugestões de presente são os filhotes de algum bichinho.

Filhotes são maravilhosos!

Pequenos, fofos, brincalhões e amorosos, fazem a alegria de uma casa; porém, nem tudo são flores – filhotes fazem bagunça, podem sujar bastante um espaço, adoecem e CRESCEM! 

Aquele filhotinho fofo que chegou pra sua criança na noite de Natal, pode virar uma dor de cabeça para seus pais futuramente, caso não tenha sido uma compra/adoção consciente. 

Mas Fabi, cães e crianças não é uma boa combinação? 

É sim, perfeita! Mas vamos refletir sobre alguns pontos antes de tomar a decisão de trazer um bichinho para a família. 

. É uma VIDA que estará na família por um bom tempo. Dependendo da espécie escolhida, ela fará parte de sua história por no mínimo 10 anos e você precisa estar preparado para oferecer tudo que essa vidinha necessita, suprindo todas as suas necessidades básicas (higiene, afeto, cuidados com a saúde, gasto energia, dedicação e educação).

. É preciso que todos os moradores da casa estejam de acordo; dessa forma, cada um pode contribuir ativamente com os cuidados e na rotina do bichinho. 

. Pesquise qual animalzinho seria o ideal para sua família – se você passa muito tempo fora, se viaja muito, se tem tempo para exercícios são alguns dos pontos a serem avaliados que podem influenciar na escolha do bichinho ideal.

. Tenha em mente que sua criança, mesmo sendo aquela criança mais velha que usa vários argumentos para convencê-lo a ter um pet, não será a responsável pelo animal. Você pode até inseri-la nos cuidados diários, mas são os adultos da casa que devem se responsabilizar e se preocupar em suprir todas as demandas que um bichinho traz. 

. Caso você tenha uma criança pequena, é preciso ensiná-la a entender os limites do bichinho – os locais permitidos para um carinho, a hora do descanso e da alimentação devem ser respeitados e as interações deverão ser supervisionadas. 

. Se você vai adotar um bichinho, procure protetores que realizam um trabalho consciente, que prezam pela saúde dos animais recolhidos e, se possível, faça um levantamento do histórico daquele bichinho. Animais adultos podem ser uma boa opção pois já apresentam um temperamento e comportamento conhecidos. 

. Se você pretende comprar um filhote, defina as características que você e sua família desejam e procure uma raça que tenha aquele perfil – lembrando que cada indivíduo também terá suas próprias características. 

Vá atrás de um criador responsável que realize exames fundamentais para prevenção de doenças que acometem algumas raças (raio-x e exames genéticos, por exemplo); que faça o manejo correto para não sobrecarregar suas matrizes e padreadores, para preservar a vida e saúde dos filhotes e que não entregue filhotes antes dos 60 dias de vida. Lembre-se que o barato pode sair muito caro – não fortaleça a criação de fundo de quintal. 

Caso você não queira seguir nada disso e apenas queira um bichinho, opte pelos de pelúcia – eles não fazem sujeira, não geram gastos, não fazem barulho e você ainda pode levá-los para qualquer lugar! 

 

Veja também  Do que se trata a medicina veterinária preventiva?