Músico paraibano Big Jesi lança álbum ‘Kroutons’

Disco contém 30 faixas de um minuto produzidas durante o desafio #30dias30beats.

Daniel Jesi — Foto: Rafael Passos/Divulgação
Big Jesi – Kroutons (2019) — Foto: Ilustração: Filosofino | Arte: Rieg Rodig

Foi lançado, nesta semana, o álbum “Kroutons”, primeira produção solo do músico paraibano Daniel Jesi. O álbum reúne faixas criadas por ele no projeto #30dias30beats, também elaborado pelo artista, e que concorreu ao prêmio projeto do ano na Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM). São 30 músicas com um minuto de duração cada. Neste trabalho solo, Daniel optou pelo alter-ego Big Jesi para o lançamento, que saiu acompanhado de três clipes.

A gravação do disco aconteceu em João Pessoa, no Núcleo Criativo BBS, que tem como foco a produção de conteúdos multiplataformas que têm a música como fio condutor. A direção das faixas foi feita por Diego Pessoa. A capa foi elaborada por Filosofino e os designs do disco e dos clipes foram assinados por Rieg Rodig.

#30dias30beats

“A ideia por trás do projeto começou em 2018. Eu comprei um equipamento de sampler e queria aprender a usá-lo assim como aprendi a tocar baixo. Daí fiz esse desafio, sozinho, de fazer um beat por dia e acabei fazendo 43 beats. Esse ano eu troquei de equipamento e tentei convencer uns amigos a repetir a experiência. Foi aí que falei com Felipe Spencer, beatmaker paraibano que mora em São Paulo, ele gostou da ideia e fomos espalhando entre os amigos”, explica Daniel Jesi.

Segundo o músico, o desafio era simples: fazer um beat de um minuto por dia e postar nas redes sociais. O projeto começou com um grupo pequeno no WhatsApp e se espalhou para beatmakers e músicos de todo o país, durante os 30 dias do mês de abril.

O grupo inicial de pessoas que entraram no desafio de postar os beats começou com cerca de 15 artistas, mas na primeira semana, subiu para mais de 70, incluindo beatmakers como DJ Duh, que trabalha com o rapper Emicida, e o paraibano Esmeraldo (das bandas Chico Correa & Electronic Band e Berra Boi).

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“A galera simplesmente foi entrando na onda. O pessoal via a hashtag nas redes sociais, entrava no desafio e fazia os beats como dava. A ideia sempre foi essa, da coisa orgânica e espontânea. Bastava postar o vídeo e o beat. Eu fazia os meus na MPC [equipamento eletrônico para criar samplers], mas tinha gente que fazia com instrumento de verdade, um pessoal que fazia direto no celular, por aplicativos de música, gente que editava diretamente o vídeo e exportava com áudio mixado, enfim, foi bem criativo”, comenta Jesi.

Para Daniel, o sucesso do projeto se deve ao fato de ter sido descentralizado. “Não era um projeto meu. Começou comigo, mas se expandiu e funcionou porque o pessoal se engajou na hashtag. Pra mim, só em ser indicado a um prêmio e concorrer com projetos como o seriado ‘Sintonia’, do Kondzilla, já é uma vitória”, completa. O prêmio no qual o #30dias30beats concorreu visava reconhecer o trabalho dos profissionais que ajudam a construir a história da indústria musical no Brasil e no mundo.

Sobre Big Jesi

Daniel Jesi — Foto: Rafael Passos/Divulgação

Daniel Jesi começou a carreira de artista como baixista de bandas como Rieg, Burro Morto, Totonho e Vieira. Em seguida, começou a trabalhar como beatmaker e antes de soltar seu primeiro trabalho solo com “Kroutons”, lançou EPs e álbuns com o D_M_G, Filosofino, Bravo e Orijàh.

Na SIM São Paulo 2019, Jesi palestrou em um debate chamado “Iniciativas Gatilho que Agitam uma Cena”, com participantes de movimentos e organizações que compartilharam quais os caminhos traçados e quais ferramentas usadas que possibilitaram a conexão de articuladores, produtores, profissionais e músicos. Na ocasião, o músico apresentou o projeto paraibano #30dias#30beats.