Eu (também) torço por Juliette. Espero que ela sobreviva ao BBB

Nesta terça-feira (27), ao desconfiar que eu vejo o BBB, uma amiga queridíssima cogitou dispensar um tratamento muito afetuoso que  me dedica.

Não. Não vejo o BBB. Nem gosto do BBB. Mas não posso ignorar o êxito estupendo da atração nem ficar alheio à repercussão que a mídia lhe dá.

E a pandemia? – alguns perguntarão.

Desgovernado, está aí o Brasil se aproximando dos 15 milhões de contaminados e dos 400 mil mortos, e tanta gente preocupada com o destino de, agora, cinco pessoas que restam confinadas na casa.

Pode ser um bom argumento, mas, em contraposição, é preciso reconhecer que tudo foi banalizado, e que, para alguns, ver o BBB passou a ser puro escapismo.

O Big Brother tem edições menos atraentes, tem outras que bombam, como parece ocorrer com essa de 2021.

Tem gente que saiu vitoriosa e foi esquecida, e há os que nem venceram, mas se transformaram em celebridades, como é o caso da atriz Grazi Massafera.

Não custa admitir que há um fenômeno dentro da casa do BBB21. É a paraibana Juliette Freire.

Começou ridicularizada pelo seu sotaque nordestiníssimo, paraibaníssimo.

Depois, foi conquistando seguidores – eles já passam dos 20 milhões – porque é simpática, espontânea, divertida, franca e bonita.

Nas festas, se excede um pouco quando bebe e fica à beira de imprudências que não devem ser cometidas num jogo dessa natureza.

Só não ganha se cometer uma atrocidade – li algo assim, creio que num artigo na Folha de S. Paulo.

Ganhando ou não, Juliette jamais será a mesma.

Grazi Massafera, por exemplo, se comporta como uma famosa que até aqui administra bem a carreira.

Jean Wyllys, vencedor de uma das primeiras edições, entrou para a política e, como deputado federal, foi uma voz importante na defesa de grandes causas.

Juliette tem o perfil de quem conquistará um espaço significativo depois do BBB, ainda que perca o jogo.

O que a ela está reservado é que ninguém sabe. Nem se saberá lidar com o sucesso.

Carlinhos Brown fez uma música para Juliette. Anitta, Maria Gadú e Tatá Werneck estão na torcida.

Com o perdão da minha amiguinha linda, eu também torço por ela.

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PS: O “minha amiguinha linda” fui buscar em Pelos Olhos, uma adorável, embora pouco conhecida, canção de Caetano Veloso.