A Fórmula 1, esporte de brancos, persegue Lewis Hamilton porque ele é preto

O inglês Lewis Hamilton (Foto/Reprodução Twitter), de 36 anos, é o maior piloto de todos os tempos da Fórmula 1. Ponto.

Seis pilotos conquistaram três títulos, entre eles, Niki Lauda e os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet. Lauda era uma lenda viva. Piquet viveu (c0ntinua vivo) para dirigir o Rolls-Royce da Presidência para Jair Bolsonaro (vergonha, vergonha!), e Senna, além de grande piloto e figura extraordinariamente carismática, teve morte trágica.

Quatro pilotos conquistaram quatro títulos. Entre eles, Alan Prost, rival de Senna, e Jackie Stewart, outra lenda da Fórmula 1.

O argentino Juan Manuel Fangio foi campeão cinco vezes nos primórdios da Formula 1 – a década de 1950. Era um gigante em seu tempo.

Lewis Hamilton e Michael Schumacher conquistaram sete títulos mundiais – uma façanha que, até aqui, pertence somente a eles. Só que Hamilton, o primeiro piloto preto da Fórmula 1, bateu recordes que não estão no currículo de Schumacher.

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Isto o transformou no maior piloto de Fórmula 1 de todos os tempos. Vai demorar um bocado para que alguém possa superá-lo.

Digo tudo isso para chegar a um outro ponto: posso estar equivocado, mas desconfio que os que comandam a Fórmula 1, esse esporte de brancos, perseguem Hamilton, punindo-o, porque ele é preto e cidadão engajado em causas que não interessam nem à Federação Internacional de Automobilismo nem, de modo geral, aos pilotos.

Sei que as coisas não são fáceis assim, mas sabem o que eu faria no lugar de Lewis Hamilton? Daria uma bela de uma banana para toda essa gente. Ou bateria em retirada, não sem antes dizer: “Fuck all of you!”.