2022 tem a eleição presidencial e tem ainda o Bicentenário da Independência

Grito da Independência

Muita gente não está lembrando de uma data importante do ano de 2022 para o Brasil, além da eleição presidencial. Sim, no dia 7 de setembro, serão comemorados os 200 anos da nossa Independência.

Há meio século, em 1972, sob o general Médici, a ditadura comemorou com grande pompa o Sesquicentenário da Independência. Aproveitou a data para difundir os valores dos governos militares iniciados em 1964.

Por enquanto, o governo brasileiro não deu grandes sinais do que pretende fazer. Tenho a impressão de que fará menos do que fez a ditadura para festejar o Sesquicentenário.

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O Bicentenário da Independência do Brasil é uma data que convida a uma reflexão sobre os grandes fracassos – mais do que os êxitos – do Estado brasileiro e o nosso destino enquanto Nação.

A coincidência com a eleição presidencial é muitíssimo oportuna, ainda mais porque estamos diante de um desafio: o Brasil reelegerá o seu pior presidente ou dará a vitória a alguém que se comprometa de fato com a retomada do nosso caminho democrático?

Poucos meses nos separam de um desastre de consequências imprevisíveis – a reeleição de Bolsonaro – ou do término de um intervalo indesejável na vida republicana brasileira.