Pop com pop. R$ 1 bilhão foi o que valeu em leilão a Marilyn Monroe de Andy Warhol

Marilyn Monroe morreu aos 36 anos, em agosto de 1962. Logo, logo, faz 60 anos. Foi uma grande atriz? Há controvérsias. Mas, numa carreira que durou pouco mais de uma década, fez grandes filmes com grandes diretores.

O Huston de O Segredo das Joias e Os Desajustados, o Mankiewicz de A Malvada, o Hawks de Os Homens Preferem as Loiras, o Preminger de O Rio das Almas Perdidas, o Wilder de O Pecado Mora ao Lado e Quanto Mais Quente Melhor. É muito, convenhamos.

Marilyn era linda, encantadora, irresistível. Parecia também frágil e desprotegida. Marilyn Monroe, formada atriz por Lee Strasberg, se transformou num dos mais poderosos símbolos do pop do século XX.

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Andy Warhol morreu aos 58 anos, em fevereiro de 1987. Os que, como eu, já passaram dos 60, foram contemporâneos da sua arte e das suas histórias ao lado de grandes personalidades do século passado.

Warhol era um grande voyeur – leio aqui numa dessas breves histórias visuais da arte. Retratou o universo pop numa arte essencialmente pop. É o seu grande legado.

Nesta segunda-feira (09), em Nova York, seu retrato de Marilyn Monroe foi a leilão. A obra foi arrematada por US$ 195 milhões. Algo em torno de R$ 1 bilhão. O pop de Monroe e o pop de Warhol resistem bravamente ao tempo.