Disco que muita gente considera o melhor dos Rolling Stones chega íntegro aos 50 anos

Em 1968, os Rolling Stones lançaram o álbum Beggars Banquet. Em 1969, foi a vez de Let It Bleed. Em 1971, Sticky Fingers. E, finalmente, em 1972, Exile On Main Street., encerrando uma sequência de quatro excepcionais discos de estúdio. É quase uma unanimidade: são os melhores produzidos pela banda.

Nesta quinta-feira, 12 de maio, faz 50 anos do lançamento do Exile On Main St., um álbum-duplo com 18 faixas. O disco foi gravado na França e finalizado nos Estados Unidos. Em 1972, os Rolling Stones se auto-exilaram na França. Mas não era exílio político. Era fuga dos altos impostos da Inglaterra.

As gravações foram caóticas, à base de álcool e drogas. O resultado não foi bem recebido pela própria banda, mas o disco se transformou num clássico do rock. E está atravessando o tempo como o fim de um ciclo cuja extrema qualidade nunca mais foi alcançada pelos Rolling Stones.

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Rock, blues, soul, country, gospel – são os caminhos que os Stones seguem pelos quatro lados do álbum. De Rocks Off a Tumbling Dice, de Sweet Virginia a Sweet Black Angel, de Happy a All Down The Line, de Stop Breaking Down a Shine a Light. São a síntese do trabalho deles, amadurecido por uma década de estrada e também pela fidelidade às suas raízes.

O Exile On Main St. é um álbum para ser celebrado permanentemente e reouvido sempre. Quando o assunto é rock and roll, pouca coisa é tão irresistível quanto esse grande disco dos Rolling Stones. É o meu favorito.