Com Lula e Janja, o amor venceu. Agora, que vença a Democracia

Janja de noiva, a foto com que inicio esse post é de Ricardo Stukert. Ele é o fotógrafo oficial do ex-presidente Lula.

Amanhecemos nesta quinta-feira (19) com as fotos do casamento de Lula e Janja, realizado nesta quarta-feira (18) em São Paulo. De Geraldo Alckmin a Marcelo Freixo, havia pouco mais de 200 convidados na festa. Hoje, a fotona principal da capa de O Globo traz os noivos na hora da cerimônia, e O Globo não é um jornal de esquerda, como pode parecer à ultradireita, hoje representada por milhões de brasileiros. O amor venceu foi a mensagem que os noivos deixaram para todos, os convidados e os demais que torcem pela felicidade deles.

O amor venceu. Fiquei pensando na frase. Outra me veio à cabeça. Que vença a Democracia. Ciro Gomes, João Doria e Simone Tebet representam a Democracia? Representam, sim. Você pode não gostar deles. Ciro é um destemperado, Doria não emplacou, Simone é uma desconhecida. Não importa. Mas eles representam a Democracia, estão na política jogando o jogo democrático, do modo que este se mostra possível no Brasil. Não tenho dúvidas e votaria em qualquer um deles contra o presidente Jair Bolsonaro.

Mas uma coisa é muito clara. Já estamos caminhando para o final do mês de maio, estamos a pouco mais de quatro meses do primeiro turno da eleição de outubro, e ainda não há nenhum sinal consistente de que essas candidaturas venham a crescer. Se ocorrer, será uma grande surpresa. O cenário que aí está posto é o da disputa entre o ex-presidente Lula, favorito em todas as pesquisas, e o presidente Jair Bolsonaro, que aparece sempre em segundo lugar.

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A eleição presidencial de 2022 não é só uma disputa entre Lula e Bolsonaro. Não. A eleição presidencial de 2022 oferece ao eleitor uma escolha entre os que jogam o jogo democrático e os que não jogam. Lula joga, com todos os defeitos que possa ter, como homem e como político, com todos os erros que possa ter cometido quando governou o país, com todos os aliados que busca para viabilizar a governabilidade. Bolsonaro não joga. Bolsonaro aceita as regras democráticas porque não tem encontrado um modo de não aceitá-las. Mas, na essência, o homem que governa o Brasil com quase 58 milhões de votos é um golpista. Já deu todas as demonstrações de que é um golpista. E isso é uma tragédia.

Lula e Janja. Que sejam felizes os noivos. A Democracia brasileira. Que reencontre seus caminhos.