Cartilha sobre o tema

Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT pretende lançar em julho uma publicação para conscientizar sobre direitos.

Hakon Jacinto, assessor da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo da CUT Nacional, também participou do seminário em João Pessoa. Ele disse que em julho a entidade vai lançar uma cartilha dedicada ao tema. “Entre outras coisas, a cartilha vai trazer um conjunto de cláusulas negociadas e aceitas nas mesas de negociação de várias categorias que poderá servir como parâmetro para as futuras negociações de vários sindicatos”, revelou.

Durante o evento, Hakon apresentou um painel onde fez um resgate da trajetória da formação étnico-racial brasileira. Ele abordou aspectos culturais e falou das diferenças religiosas de origem africana e ameríndia. “O Brasil possui uma realidade social diferente do que ocorreu na África do Sul e nos Estados Unidos, por exemplo. Aqui não há nenhuma lei que impeça os negros de trabalharem. O problema racial brasileiro é estrutural e está na origem da formação do nosso modelo de civilização”, disse o historiador.

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Ao final do evento, os participantes fizeram algumas propostas para a CUT-PB. A ativista Sônia Lima propôs a criação de um coletivo de negros-negras da CUT. “É preciso despertar a identidade racial na base dos sindicatos”, defendeu. Idevaldo Barbosa, diretor do Sindsprev e secretário de combate ao racismo da CUT-PB, defendeu a realização de outros eventos de formação para sindicalistas.