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Confira as chances de medalhas dos paraibanos e paraibanas que vão disputar as Olimpíadas de Tóquio

Veja quem tem chance de medalhas em Tóquio 2020

Por Pedro Alves

Faltando uma semana para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acontece na próxima sexta-feira, o blog Entre Linhas traz uma análise completa da delegação paraibana que vai abrilhantar a competição. 

 

A participação paraibana começa um dia antes da abertura oficial, com o futebol. Santos e Matheus Cunha entram em campo para defender o título de campeão olímpico da Seleção Brasileira. Confira abaixo uma análise sobre quem são os favoritos e favoritas em suas modalidades, quem tem chance real de medalha e quem vai na busca de seus melhores resultados pessoais.

 

+ Confira agenda dos paraibanos em Tóquio 2020

 

Andressa Morais (lançamento de disco): chance de medalha

 

Aos 30 anos, Andressa Morais vai para a terceira Olimpíadas da carreira e é a paraibana mais experiente em termos de Jogos Olímpicos. Aliás, é a única do nosso estado que não vai estrear em Olimpíadas. A atleta esteve na delegação dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, e ficou na 21ª colocação no lançamento de disco. Em Londres, Andressa ficou em 16º.

Foto: Wagner Carmo/Panamerica Press/CBAt

Tóquio 2020 é um momento especial para a paraibana. Marca o seu retorno a um grande evento, após ter ficado um ano e meio sem disputar competições por conta de uma suspensão por doping. Andressa testou positivo para SARS no Panamericano de Lima, no Peru, em 2019, mas voltou à ativa em janeiro deste ano. 

 

Andressa chega para Tóquio maior do que era na Rio 2016. Antes de ter sido suspensa, Andressa era a sexta melhor no ranking mundial da modalidade e vivia grande fase, com, por exemplo, uma prata em 2018, na última etapa da Liga Diamante, em Bruxelas. 

 

Ela é dona do recorde sul-americano, que é de 65,34m. Essa marca, por exemplo, foi a mesma que deu o bronze à cubana Denia Caballero, na Rio 2016. Caso consiga igualar ou superar, Andressa tem chances reais de medalha. No último Meeting Internacional, realizado no último domingo, Andressa lançou a 60,57m, e ficou com o bronze no torneio, sendo superada pelas favoritas ao ouro em Tóquio, a croata Sandra Perkovic e a cubana Yaimé Perez.

 

As provas classificatórias de Andressa são no dia 30 de julho entre 21h30 e 00h. Caso avance para a final, a disputa de medalhas é na segunda-feira a partir das 8h.

 

Álvaro Filho (vôlei de praia): favorito a medalha

 

Paraibano de João Pessoa, Álvaro Filho tem 30 anos e chega para as Olimpíadas de Tóquio no seu auge técnico e físico. Faz, ao lado do capixaba Alisson, uma das duplas brasileiras que vão disputar os Jogos Olímpicos – a outra dupla é Evandro/Bruno Schmitt. 

Foto: Divulgação

Álvaro e Alisson são os atuais quarto colocados do ranking mundial de vôlei de praia. Neste ano, o melhor resultado deles foi um bronze na etapa de Cancún (México) do Circuito Mundial. Em 2020, a dupla chegou à final em quatro etapas, conquistando duas, em Portugal e na Malásia. 

 

A expectativa do time é sair de Tóquio com uma medalha, e a dupla tem total condição para buscar o ouro. Os favoritos ao topo do pódio, no entanto, no Japão, são os noruegueses Mol e Sorum, que hoje sobram na liderança do ranking mundial. 

 

Álvaro e Alisson estão no Grupo D, ao lado dos holandeses Brouwer/Meeuwsen, Lucena/Dalhausser, dos Estados Unidos, e dos argentinos Azad/Capogrosso. A estreia da dupla é no dia 23 de julho, às 22h, horário de Brasília, contra a dupla argentina. 

 

Santos e Matheus Cunha (futebol): favorito ao ouro

 

Pela primeira vez a Seleção Brasileira Olímpica terá dois paraibanos no mesmo time. O atacante Matheus Cunha é o camisa 9 do time de André Jardine e um dos principais nomes da geração Sub-23 do país. O atacante tem 22 anos, joga no Hertha Berlim, e é natural de João Pessoa.

(Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Já o goleiro Santos tem 31 anos, é natural de Campina Grande, e é um dos três jogadores acima dos 23 anos convocados para dar mais experiência ao grupo que vai em busca do bicampeonato olímpico. Santos será o camisa 1 do Brasil em Tóquio. 

 

O Brasil entra como um dos favoritos ao ouro. Como já chegou em diversas vezes. Essa é a primeira Olimpíada que o time brasileiro desembarca na sede dos jogos com um ouro no histórico. Na Rio 2016, o Brasil de Neymar afastou o fantasma olímpico de vez e conquistou o primeiro ouro do país no futebol.

Foto: Divulgação

De modo que o Brasil chega para os Jogos Olímpicos deste ano como defensor do título, pela primeira vez. A estreia é justamente contra o derrotado na decisão de 2016, a Alemanha. O duelo acontece no dia 22 de julho, um dia antes da cerimônia de abertura. A partida começa às 8h30. O Brasil está no Grupo D, junto com Alemanha, Arábia Saudita e Costa do Marfim. 

 

Netinho Marques (taekwondo): chance de medalha

 

O pessoense Netinho Marques, de 23 anos, é atualmente um dos principais nomes do mundo na categoria até 68 kg do taekwondo. O jovem é o atual sexto colocado no ranking mundial e tem chances reais de medalhar em Tóquio 2020. 

 

Netinho é o atual campeão pan-americano na categoria, tendo conquistado o ouro na edição de 2019 dos Jogos, em Lima, no Peru. Seu maior feito foi o ouro nos Jogos Olímpicos da Juventude, na China, em 2014.

Foto: Jonne Roriz/COB

Ele ainda tem três bronzes em etapas do Grand Prix de Taekwondo, o campeonato mundial da modalidade, em Taiwan, Rússia e Japão. Netinho disputa as eliminatórias da sua categoria no dia 24 de julho a partir das 23h. Se se classificar para a final, entra no tatame no dia seguinte, às 9h45.

 

Luana Lira (saltos ornamentais): busca melhor resultado pessoal

 

Luana Lira tem 25 anos e é natural de João Pessoa. Vai disputar o seu primeiro Jogos Olímpicos na carreira. Vaga que quase não sai, por conta de uma mudança repentina de critérios por parte da Federação Internacional de Natação (Fina).

Inicialmente, a Copa do Mundo de Saltos Ornamentais, que foi disputada no Japão no início de maio deste ano, classificaria todos os semifinalistas para as Olimpíadas. Com isso, Luana Lira, que foi semifinalista da competição, garantiu a vaga. 

 

Mas no fim de maio, a Fina mudou o critério de classificação, porque percebeu que o número de classificados para Tóquio 2020 na modalidade passava dos 136 atletas. E aí a entidade passou a considerar apenas os finalistas da Copa do Mundo como classificados. No fim de junho, a Fina voltou atrás, manteve o critério inicial, e voltou a dar aos semifinalistas da competição a vaga nos Jogos Olímpicos. 

 

Luana vai em busca de repetir pelo menos o resultado da Copa do Mundo e chegar entre as semifinalistas. Se classificar para a final seria um excelente feito para a atleta. As eliminatórias do trampolim de 3m acontecem no dia 30 de julho, às 3h. 

 

Jucilene Sales (lançamento de dardo): busca melhor resultado pessoal

 

Natural de Taperoá, na Borborema paraibana, Jucilene Sales é mais uma a estrear em Jogos Olímpicos. É o principal nome na modalidade do país e dona do recorde nacional, registrado em 2014, no Troféu Brasil, em São Paulo, que foi de 62,89 m.

Portanto, esse número é o objetivo de Jucilene. A missão é se superar. Mesmo que aconteça, é bem improvável que o lançamento lhe dê uma medalha, visto que a marca do bronze no último Mundial de Atletismo, no Catar, foi de mais de 65m e do bronze na Rio 2016 foi de 64,80 m. As eliminatórias do lançamento de dardo acontecem no dia 2 de agosto entre 21h20 e 00h.