Defesa de governador do Amapá adia apresentação de habeas corpus

Governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), foi preso pela Operação Mãos Limpas da Polícia Federal.

Da Agência Brasil

A defesa do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), adiou a apresentação do pedido de habeas corpus para o político, preso pela Operação Mãos Limpas da Polícia Federal. Os advogados decidiram analisar o processo para decidir a estratégia a ser seguida.

A advogada Patrícia Aguiar afirmou que a defesa teve acesso ao processo somente pela manhã. Segundo ela, o pedido original, que seria entregue hoje (11) ao Supremo Tribunal Federal (STF), era genérico. “De posse do processo, agora podemos analisar o que motivou as prisões e fundamentar melhor o pedido de habeas corpus”, explicou.

De acordo com a advogada, a análise do processo terminará ainda hoje, mas a defesa não sabe quando apresentará o pedido de liberdade do governador. “Assim que terminarmos de analisar o processo, vamos decidir se entramos [com o habeas corpus] hoje, amanhã ou esperamos os cinco dias da prisão temporária acabarem”, disse Patrícia, em entrevista à Agência Brasil.

Patrícia afirmou ainda que não está decidido se a defesa recorrerá diretamente ao STF ou se entregará o pedido habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que ontem (10) ordenou a prisão do governador e mais 17 acusados de desvio de verbas da União destinadas ao Amapá. Caso recorra ao STJ, a decisão só sai a partir de segunda-feira (13).

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A Operação Mãos Limpas desarticulou um esquema criminoso de desvio de dinheiro público envolvendo políticos, empresários e servidores públicos do Amapá. Entre os presos, também estão o ex-governador Waldez Góis (PDT), que disputa uma vaga no Senado e a mulher dele, Marília Góes, ex-primeira-dama, e a namorada do atual governador. Foram detidos ainda três secretários estaduais.

A prisão só vale por cinco dias e, de acordo com o STJ, tem como objetivo não atrapalhar as investigações. Os 18 mandados de prisão temporária, 87 mandados de condução coercitiva e 94 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio Noronha.