‘Estamos abalados’, diz pai de menina atropelada por lancha em SC

Garota de 11 pode ter a perna direita amputada. Segundo o pai da criança, médicos vão tomar decisão nesta quarta-feira (9).

Do G1

O pai da menina de 11 anos que foi atropelada por uma lancha, em Balneário Camboriú (SC), no fim da tarde deste sábado (5), disse que na tarde desta quarta-feira (9), a família terá o diagnóstico se a menina vai precisar ou não amputar a perna direita. Ela teve fratura exposta e está internada em um hospital em Camboriú. O hospital deve informar o estado de saúde da criança no início desta tarde.

"Estamos abalados, ninguém espera uma situação dessa. Falei com ela ontem (terça-feira) por telefone, e ela está bem, mas ainda não sabe da possibilidade de perder a perna", diz o pai, o comerciário Adelar Dellsevera, de 48 anos.

A menina estava em uma boia gigante (banana boat) quando foi atingida por uma lancha dirigida pelo juiz aposentado Disney Oliver Sivieri, de 63 anos. Ela, a mãe e dois irmãos estavam em Camboriú para aproveitar o feriado de carnaval, enquanto o pai ficou o Viamão (RS), cidade onde a família mora. "Minha esposa está apavorada. Fica 24 horas no hospital, só consegue pensar na ‘guria’", afirma.

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O comerciário disse que a filha dorme muito, por causa dos efeitos dos remédios e sedativos. Mas quando está acordada, costuma reclamar de dor. "Falei com ela por telefone. Minha filha queria ouvir o latido do cachorro que ficou em casa", diz.

Dellsevera afirmou que neste momento a família não pensa em ações judiciais ou indenização. "Não queremos saber de nada, só da saúde de nossa filha. Queremos o bem-estar dela."

O juiz aposentado que dirigia a lancha prestou depoimento à Capitania dos Portos de Itajaí, em Santa Catarina, nesta terça-feira. Em entrevista à RBS TV, afiliada Globo de Santa Catarina, Sivieri disse que não havia bebido no dia do acidente e que a Capitania não pediu o teste do bafômetro pra ele. O juiz ainda disse à reporter que o banana boat estava parado, mas como a lancha dele é muito grande não conseguiu parar.