Dia de luz, festa de sol! Roberto Menescal faz 80 anos

“Dia de luz, festa de sol

E o barquinho a deslizar

No macio azul do mar”

Quem não conhece?

É O Barquinho.

Um dos clássicos da Bossa Nova.

Versos de Ronaldo Bôscoli, melodia de Roberto Menescal.

Menescal, capixaba adotado pelo Rio de Janeiro, que faz 80 anos nesta quarta-feira (25).

Antes de se afirmar como compositor, o negócio de Menescal era tocar guitarra.

Tocava como alguns guitarristas do jazz. Timbres suaves, limpos, harmonias sofisticadas.

Quando começou a compor, ganhou um parceiro e tanto: Ronaldo Bôscoli, tão criticado, mas tão importante para a história da Bossa Nova.

O Barquinho, Rio, Ah! Se Eu Pudesse, Você, Nós e o Mar, Vagamente.

São standards da Bossa, todos da parceria Menescal e Bôscoli.

Gosto muito de ouvi-lo nesse velho disco da Elenco.

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Roberto Menescal se projetou na época da Bossa Nova (tinha 23 anos em 1959). Consolidou seu nome como compositor e instrumentista.

Mais tarde, dedicou-se à produção musical.

Esteve à frente da gravadora Phonogram (depois PolyGram) durante a década de 1970 e parte da de 1980.

Produziu grandes artistas, discos antológicos.

Foi parceirão de Nara em seus últimos trabalhos, consumidos em larga escala pelos japoneses que gostam de Bossa Nova.

E de Leila Pinheiro no antológico Bênção Bossa Nova, belo tributo ao movimento que transformou a música popular do Brasil.

Não ficou preso ao passado. Abraçou a renovação do legado da Bossa quando associou seu nome à música produzida pelo grupo Bossacucanova.

A Bossa Nova ofereceu ao mundo o Brasil do talento, da arte, o Brasil que nos orgulha.

Roberto Menescal é um pedaço dessa história.