Sem profissionais para UTI, hospital da PB deixa de atender 100 mil habitantes, diz CRM

Fiscalização do Hospital Regional de Picuí aconteceu nesta terça-feira (4).

Foto: Divulgação/CRM-PB
Foto: Divulgação/CRM-PB

O Hospital Regional de Picuí, no Seridó paraibano, foi fiscalizado nesta terça-feira (4) pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB). Segundo a entidade, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do local não está funcionando por falta de profissionais. O hospital poderia atender cerca de 100 mil habitantes.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que o trâmite para abertura do processo seletivo para contratação de equipe médica está em processo e deve ser publicado em breve.

O hospital realiza diversos procedimentos médicos, como cerca de 50 partos por mês. Os pacientes com suspeitas de Covid-19 da região são atendidos no Regional de Picuí, que possui fluxo bidimensional e equipamentos de proteção individual adequados.

No entanto, mesmo possuindo estrutura física e equipamentos necessários para atender pacientes que necessitem de tratamento em UTI, não há profissionais para a demanda.

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“O hospital funciona de forma muito organizada. Com a inauguração da UTI, a unidade poderia atender doze municípios da região, cerca de 100 mil habitantes. Já há estrutura e equipamentos, mas faltam recursos humanos e recursos financeiros garantidos para a manutenção da UTI”, destacou o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

Na UTI há equipamentos como marcas elétricas, ventiladores pulmonares, gás centralizado e bombas de infusão. Mas falta gasômetro, medicações específicas e a contratação de pessoal. Além da UTI, a Central de Materiais de Esterilização (CME) também não está funcionando por falta de instalação elétrica e esgoto adequado.

“A direção geral e técnica do hospital tem trabalhado para manter a unidade funcionando de forma adequada. Seria importante essa contrapartida da gestão estadual para inaugurar a UTI e a CME o mais breve possível”, disse Bruno Leandro.