CRM constata 100% de ocupação em UTIs de Covid-19 em dois hospitais de CG

Taxa geral de ocupação de enfermaria é de 78% na cidade.

Hospital Universitário Alcides Carneiro, em Campina Grande (Angélica Lúcio/HUAC)
CRM constata 100% de ocupação em UTIs para tratamento da Covid-19 de dois hospitais em Campina Grande / Foto: CRM-PB

O Hospital de Clínicas de Campina Grande (HCCG) e o Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) tinham 100% de ocupação de UTI para tratamento da Covid-19 até a noite da terça-feira (18). A constatação foi feita pela Conselho Regional de Medicina da Paraíba, após uma análise de dados enviados pela Secretaria Municipal de Saúde.

O levantamento mostrou também que outras unidades, a exemplo do Hospital Municipal Pedro I, ainda tinham leitos para terapia intensiva disponíveis.

Ao todo, foram analisados dados de leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19 em nove unidades de saúde, sendo seis públicas e três privadas.

Hospitais públicos:

  • Hospital Universitário Alcides Carneiro;
  • Hospital de Clínicas;
  • Hospital Pedro I;
  • Hospital de Trauma;
  • UPA Alto Branco;
  • Isea.

Hospitais privados:

  • João XXII;
  • Antônio Targino;
  • Santa Clara.

O levantamento indica ainda uma alta ocupação de enfermaria, setor que tem uma taxa geral de 78% de leitos ocupados. O Hospital Pedro I, por exemplo, estava com todos os 99 leitos de enfermaria ocupados e a UPA Alto Branco com 17 dos 19 leitos com pacientes internados.

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Dos 256 leitos de enfermaria instalados nas unidades de saúde observadas pelo CRM-PB, 199 estavam ocupados, restando 57 leitos disponíveis.

Por isso, o vice-presidente do CRM-PB, Antônio Henriques, ressaltou que é necessário que todos contribuam com as medidas sanitárias para que a pandemia não se agrave ainda mais no estado.

“Estamos preocupados com o aumento do número de casos, principalmente entre os jovens. A situação dos médicos também nos preocupa, pois estamos sobrecarregados há mais de um ano de pandemia, nos esforçando ao máximo para dar conta do atendimento aos pacientes. Precisamos da colaboração de todos, não promovendo aglomerações, usando máscaras e higienizando as mãos, inclusive os que já foram vacinados”, afirmou.