Mafioso italiano preso na Paraíba é transferido para Brasília

Foragido desde 2019, Rocco desembarcou na capital federal nesta terça-feira (25). Ele é um dos 10 traficantes mais procurados pela Interpol.

mafioso italiano
O mafioso italiano Rocco Morabito foi preso na Paraíba.

O mafioso italiano Rocco Morabito, que foi preso pela Interpol na Paraíba, foi transferido pela Polícia Federal para Brasília. O homem é considerado um dos 10 traficantes mais perigosos da máfia italiana e  desembarcou na capital federal nesta terça-feira (25). O traficante foi preso na segunda-feira (24), em um hotel de João Pessoa.

Ele estava foragido desde o ano 2019, quando fugiu de um presídio no Uruguai, enquanto aguardava extradição.

Nesta terça-feira, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia determinou que Rocco fosse transferido para “estabelecimento prisional do Sistema Penitenciário Federal”. Entretanto, a decisão não mostra em qual unidade prisional o investigado foi alocado.

Após a determinação, o italiano chegou ao Distrito Federal. No Brasil, há cinco unidades prisionais federais. Uma delas fica em Brasília.

A prisão

Nesta terça-feira, a Polícia Federal concedeu uma entrevista coletiva falando sobre a prisão. Rocco e Vicenzo são integrantes da ‘Ndrangheta, uma associação mafiosa da Itália considerada uma das mais perigosas do mundo, estando envolvida em crimes de tráfico de drogas, de armas, de pessoas e também lavagem de dinheiro.

Morabito é procurado pela polícia italiana desde a década de 1990. Em 2017 ele foi preso no Uruguai, após investigações conjuntas entre polícias de vários países, mas fugiu da cadeia dois anos depois. Desde então, a polícia apura a passagem dele por pelo menos três estados brasileiros.

“A operação que resultou na prisão dele iniciou-se ano passado, com o projeto I-Can, que envolve 11 países contra a ‘Ndrangheta e a partir disso fortalecemos a busca pelo Rocco. Recentemente descobrimos que ele estava na Paraíba e conseguimos prendê-lo em João Pessoa”, disse Paulo Gustavo Maiurino, diretor geral da PF na coletiva.