CRM constata superlotação na urgência do Hospital de Trauma de Campina Grande

Segundo o órgão, espaço com sete leitos estava com 16 pacientes internados

Foto: João da Paz/Ascom Trauma de Campina Grande

O Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, passou por uma fiscalização, realizada na segunda-feira(14), pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB), que constatou uma superlotação no setor de urgência e emergência, conhecido  como ala vermelha.

Segundo o CRM-PB, o setor, que possui sete leitos, estava com 16 pacientes internados no momento da fiscalização, sendo quatro intubados. Parte dos pacientes estava aguardando vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria.

Em nota, o Hospital de Trauma de Campina Grande disse não pode não pode limitar o número de atendimentos no local porque atende a 203 municípios. Disse ainda que todos os pacientes são assistidos, mesmo que precisem aguardar por vagas de enfermaria e UTI.

De acordo com o CRM, na área de tratamento da Covid-19 do hospital, há 15 leitos de enfermaria, estando oito ocupados; cinco leitos de UTI (todos ocupados); e cinco leitos de Unidade de Decisão Clínica (UDC), estando um ocupado no momento da vistoria. Há disponibilidade de onze respiradores mecânicos, sendo um para transporte.

Veja também  Inmet emite alerta de perigo potencial de chuvas intensas para 74 cidades da Paraíba

Ainda segundo a fiscalização, em relação aos medicamentos foi verificado estoque reduzido e crítico dos mais consumidos neste período de pandemia, como os sedativos e anticoagulantes. Alguns havia quantitativo suficiente apenas para cinco dias. Outros, como bloqueadores neuromusculares, morfina e antibióticos, havia estoque satisfatório. Também foi observado que há disponibilidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): máscaras cirúrgicas e N95, luvas estéreis e de procedimento, gorros, óculos de proteção individual, face shield e aventais descartáveis com gramatura de 30 g (o mínimo adequado seria 40 g).

Sobre a falta de medicamentos, o hospital disse que fez trocas que não causaram prejuízo à saúde dos pacientes.

A fiscalização constatou também que o bloco cirúrgico conta com seis salas de cirurgia, todas com estrutura adequada e em funcionamento, com disponibilidade de raio-X à beira do leito. A Unidade de Recuperação Pós-anestésica (URPA) possui seis leitos, estando dois ocupados no momento da vistoria. Em relação aos exames complementares (tomografia, ultrassonografia, raio-x e endoscopia), são feitos durante as 24 horas, assim como os exames no laboratório de análises clínicas.