Polícia Civil vai investigar Antônia Fontenelle por possível crime de xenofobia

Delegado solicitou abertura de inquérito para apurar conduta da atriz ao se posicionar contra agressões do Dj Ivis a ex-mulher chamando-o de “Paraíba”.

Foto: Antônia Fontenelle/Arquivo Pessoal

A atriz e youtuber Antônia Fontenelle vai ser investigada pela Polícia Civil da Paraíba por possível crime de xenofobia contra paraibanos após declarações a favor de Pamella Holanda no caso das agressões causadas a Pamella pelo ex-marido, Dj Ivis. 

O JORNAL DA PARAÍBA entrou em contato com a assessoria de comunicação de Fontenelle, por e-mail, mas nenhuma resposta foi recebida até às 9h desta quinta-feira (15).

Fontenelle foi acusada de xenofobia, nas redes sociais, e o delegado Pedro Ivo, da 1ª Delegacia Seccional da Polícia Civil, solicitou ao titular da Delegacia Especializada Crimes Homofóbicos, Raciais e de Intolerância Religiosa (DECHRADI) de João Pessoa, na quarta-feira (14), que abrisse um inquérito para apurar os fatos. 

 

“Esses paraíbas fazem um pouquinho de sucesso e acham que pode tudo. Amanhã vou contatar as autoridades do Ceará para entender porque esse cretino não foi preso”, escreveu Fontenelle nos comentários de uma publicação sobre as agressões de DJ Ivis contra Pamella.

 

Após a declaração, cantores, artistas, famosos, blogs e várias páginas de entretenimento fizeram críticas a Antônia. Ela até tentou justificar a atitude em novos stories e afirmou que já estava esperando represálias, e que as acusações contra ela não passavam de uma tentativa de abafar a violência, em detrimento de sua fala.

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“Esse bando de desocupado aí da máfia digital que não tem nada o que fazer. Se juntaram pra agora me acusar de xenofobia. De novo? Num cola! Já tentaram me acusar de xenofobia. (…) Porque eu falei ‘esses ‘paraíba’ quando começam a ganhar um pouquinho de dinheiro acham que podem tudo. ‘Paraíba’ eu me refiro a quem faz ‘paraibada‘, pode ser ele sulista, pode ser ele nordestino, pode ser ele o que for. Se fizer paraibada, é uma força de expressão”, afirmou.

 

Segundo Pedro Ivo, a conduta de Fontenelle se amolda ao tipo penal descrito no art. 20 da Lei nº 7716/1989, que define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

 

Com a instauração do Inquérito, serão realizadas diligências investigativas, procedimentos periciais e o interrogatório da indicada autora do fato, com o consequente envio do procedimento para o Judiciário.