Parlamentares paraibanos dizem que união de PSL, DEM e PP é especulação

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Os deputados federais paraibanos Julian Lemos (PSL) e Efraim Morais (DEM) e a senadora Daniella Ribeiro (PP) afirmaram ao Conversa Política que a tese de união dos partidos deles não passa de especulação.

O assunto foi destaque no debate político em Brasília, após apuração do site Poder360. O suposto novo partido seria o maior do Congresso, com 121 deputados e 15 senadores. Receberia a maior fatia do fundo eleitoral e poderia receber o presidente Bolsonaro, pré-candidato à reeleição, que estaria aguardando definição para se filiar.

Jullian Lemos afirmou que a união foi ventilada há algum tempo, não é de agora. Mas não há nada de concreto. “Isso requer muito diálogo, muita conversa, para ver os prós e os contras para que isso possa acontecer”, disse.

Lemos divulgou nota assinada pelo presidente do PSL, Luciano Bivar, que diz que o partido mantém excelente diálogo com a maioria dos partidos. Mas, agora, pensa em uma candidatura própria.

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“Com a filiação do jornalista José Luiz Datena, nome expressivo na conjuntura política, e agora com sua pré-candidatura à Presidência da República, o PSL já decidiu seu rumo para a eleição de 22 com candidatura própria. Assim é natural que os demais partidos com pautas convergentes se aproximem para abrirmos essa discussão, porém jamais abriremos mão de nossos ideais liberais, defendidos desde nossa fundação. Qualquer avanço no sentido de fundir-se, por conseguinte, enfrentará esses e outros entraves”, explicou.

Efraim e Daniella

Ao blog, o deputado federal Efraim Filho, líder do DEM na Câmara dos Deputados, resumiu-se a dizer que é uma notícia falsa. “Não existe. É fake news“, cravou.

Já a senadora Daniella Ribeiro disse que, na verdade, são especulações.

“O próprio Ciro Nogueira, presidente do partido, estava fora e com esse convite (para assumir a Casa Civil), houve uma antecipação e ele está voltando antes para Brasília. Não há discussão acerca do tema”, afirmou.