Walkyria Santos lamenta morte do filho e faz alerta: ‘essa internet está doente’

Psicóloga fala sobre atos e reações das pessoas online.

Foto: Reprodução/Instagram

A cantora paraibana Walkyria Santos, ex-vocalista da banca Magníficos, publicou um vídeo no Instagram lamentando a morte do filho Lucas Santos, de 16 anos. Ele foi encontrado morto em casa, na Grande Natal, no Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (3). Ela fez um alerta para o que se propaga na internet.

No vídeo, Walkyria lamenta o “ódio destilado na internet” e disse que precisava deixar um sinal de alerta para outras famílias.

“Hoje (terça-feira), eu perdi meu filho, uma dor que só quem sente vai entender. Ele postou um vídeo no TikTok, uma brincadeira de adolescente com os amigos, e achou que as pessoas iriam achar engraçado, mas as pessoas não acharam, como sempre, as pessoas destilando ódio na internet. Como sempre, as pessoas deixando comentários maldosos. Meu filho acabou tirando a vida. Eu estou desolada, eu estou acabada, eu estou sem chão”, disse, emocionada.

De acordo com o psicólogo Marcos Lacerda, esse é um problema psicologicamente devastador para crianças e adultos. “As pessoas precisam começar a se dar conta da responsabilidade que elas têm quando estão por trás de um teclado. O anonimato não impede que eu machuque o outro, que eu fira o outro. Podem ser adultos ou adolescentes, não importa. Mas para o adolescente é muito pior, porque o cérebro dele não está totalmente formado, ele não tem o repertório necessário para se proteger desse tipo de ataque”, explica o especialista.

“Tenham cuidado com o que vocês falam, com o que vocês comentam. Vocês podem acabar com a vida de alguém. Hoje sou eu e a minha família que choram”, declarou a cantora.

A cantora ainda reforçou o pedido para que todos vigiem seus filhos e fiquem alerta ao uso das redes sociais.

Veja também  Litoral da Paraíba tem trechos impróprios para banho neste final de semana; veja quais

O psicólogo Marcos Lacerda ainda destaca que a identidade do jovem passa por esse mundo virtual, que serve como um objeto de transição entre o mundo do adolescente e o mundo real. “É preciso que a gente aprenda a desenvolver a empatia”, destaca.

“Eu fiz o que pude. Ele já tinha mostrado sinais, eu já tinha levado a psicólogo, já tinha conversado várias vezes com ele, mas foi só isso, foram só os comentários na internet, que fez com que ele chegasse a esse ponto. “Que Deus conforte o coração da minha família e que vocês vigiem, porque essa internet está doente”, disse Walkyria em vídeo.