Veneziano diz que é contra volta das coligações partidárias e acha que PEC não avança no Senado

Por ANGÉLICA NUNES e LAERTE CERQUEIRA 

 

Foto: divulgação

O senador Veneziano (MDB), vice-presidente do Senado, afirmou hoje (19) que há uma resistência do Senado para a aprovação da volta das coligações partidárias. Elas estão previstas na PEC da Reforma Eleitoral, votada na Câmara Federal esta semana. “É bem possível que ela não vá adiante no Senado Federal”, afirmou, em entrevista à CBN.

Apesar de afirmar que vai seguir o MDB, o paraibano antecipou seu posicionamento pessoal contrário à matéria, seguindo o mesmo entendimento do presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Veneziano argumentou que a composição por coligações foram extintas em 2017 e experimentadas pela primeira vez em 2020, na disputa municipal. Para ele, não faz sentido acabar com o novo modelo após uma primeira experiência. “Experimentos sem coligações tinha um condão de fortalecer as relações entre nós eleitores e as instituições partidárias”, disse.

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A principal crítica do senador paraibano, no entanto, é no sentido de distorções como a eleição de um candidato que não é de seu partido, sem quaisquer afinidade ideológica, apenas por ele estar coligado à sua legenda. “Isso é fato. Não é uma construção abstracionista. Isso já se viu e eu próprio já experimentei em algumas eleições”, comentou.

Apesar do seu posicionamento, Veneziano disse que vai seguir a orientação do partido sobre a PEC da Reforma Eleitoral. O Senado atualmente conta com 16 membros do MDB. Eles tiveram uma reunião preliminar ontem (18) e devem se reunir na próxima terça ou quarta-feira para tomar a decisão uniforme sobre a matéria, principalmente no que se refere à volta das coligações partidárias.

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