Galdino convoca deputados a cobrar senadores da Paraíba pela volta das coligações

Por ANGÉLICA NUNES e LAERTE CERQUEIRA

 

Foto: Divulgação/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), decidiu abrir uma frente em defesa da volta das coligações partidárias nas Eleições 2022. Em meio à votação de projetos, na sessão ordinária desta terça-feira (24), o parlamentar convocou os colegas de parlamento que concordem com a mudança para cobrar os senadores do estado pela aprovação da matéria.

Segundo Adriano Galdino, três senadores da Bahia – senadores Angelo Coronel (PSD), Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT) – já anteciparam o voto favorável à volta das coligações na disputa proporcional do próximo ano, mesmo com o partido deles fechando questão contra a proposta, já aprovada na Câmara Federal, em segundo turno.

O presidente da Casa enviou em um grupo privados dos deputados o contato dos três senadores paraibanos: Daniella Ribeiro (Progressistas), Nilda Gondim (MDB) e Veneziano (MDB). “Os deputados que forem favoráveis, pince essa matéria e envie aos senadores. Vou colocar o celular dos três senadores para quem ainda não tiver”, avisou.

Posição dos senadores

Na Paraíba, o senador Veneziano já se manifestou contrário às coligações, apesar de afirmar que vai seguir a deliberação uniforme que o MDB tiver sobre a matéria. A expectativa é de que até esta quarta-feira a legenda feche questão sobre o assunto. Mesmo entendimento segue a senadora Nilda Gondim (MDB).

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A senadora Daniella Ribeiro (Progressistas) ainda não se manifestou sobre o tema e aguarda a orientação do partido. Na Câmara Federal, a orientação da bancada foi pela aprovação da matéria.

Corrida

Para que a medida entre em vigor, a PEC precisa virar emenda constitucional antes do começo de outubro – um ano antes do pleito. Atualmente, a Emenda Constitucional 97, de 2017, proíbe as coligações, que não puderam ser usadas nas eleições municipais de 2020.

A formação de coligações permite a união de partidos em um único bloco para a disputa das eleições proporcionais. O mecanismo favorece os chamados “partidos de aluguel”, que não têm ideologia específica e tendem a negociar apoios na base do “toma-lá-dá-cá”.

 

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