Prefeito de Campina Grande se pronuncia sobre vídeo íntimo de sogra vazado nas redes sociais

Imagens ‘viralizaram’ nas redes sociais e foi um dos temas mais comentados do país.

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), se pronunciou pela primeira vez nesta terça-feira (9) sobre o vazamento de um vídeo íntimo de sua sogra. Na gravação, a mulher aparece consumindo droga, acompanhada de outras pessoas. O vídeo foi compartilhado nas redes sociais e aplicativos de mensagem e o assunto repercutiu nacionalmente, tendo sido um dos temas mais comentados nas redes sociais no Brasil no fim da última semana.

Ao falar sobre o assunto, Bruno desabafou: “Decidimos falar abertamente a respeito do que aconteceu porque, apesar da dor, não temos nada a esconder (e nem teríamos como). Além de não termos o que esconder, é preciso, sempre, lembrar que ninguém, além de nós mesmos, é responsável pelas nossas atitudes e escolhas. Da mesma forma, você e eu não podemos ser responsabilizados pelas escolhas e atitudes de ninguém, nem mesmo de um pai, de uma mãe, de um filho (maior de idade) e, muito menos, de um sogro ou sogra”, diz a publicação.

Ele repudiou a propagação das imagens e relatou o sofrimento provocado pela divulgação do conteúdo.

“Nada disso, no entanto, nos surpreende. Não surpreende, mas entristece. Não surpreende, mas dói no coração. Abri este texto citando aquela frase de Freud porque, mesmo em silêncio, sem falar ou postar, tive a oportunidade de ver muita coisa, de receber muitos “prints” – alguns que doem mais pelos autores do que pelo que foi escrito. Vi pessoas usando fotos da minha esposa e das minhas cunhadas com o intuito de atingir ainda mais quem já tinha tantos motivos pra chorar”, comentou.

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O prefeito aproveitou a mensagem para anunciar a gravidez de sua esposa, Juliana Cunha Lima.

“Numa semana, @julianafcunhalima e eu descobrimos que estamos esperando nosso primeiro bebê (Deus é bom ♥️), na outra, nossa família foi exposta ao ridículo, ao escárnio público. Intencionalmente”, escreveu.

Propagar vídeos íntimos é crime

O compartilhamento e divulgação de vídeos íntimos, envolvendo terceiros, é crime. Quem contribui com a prática, através das redes sociais, pode ser responsabilizado.

Em 2018 a lei 13.718 modificou o Código Penal e inseriu um novo crime no ordenamento jurídico:

“Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio – inclusive por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: Pena – reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui crime mais grave”.

As penalidades podem ser aumentadas caso o agente repasse uma imagem ou vídeo em que mantinha uma relação íntima de afeto com a vítima.