Terceiro suspeito de participar da morte do ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, é preso

Gean Carlos era o último suspeito que faltava ser preso. Ele teria ido com Leon Nascimento, condenado a 24 anos de prisão, buscar a moto e entregar a arma usada no crime.

Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

Gean Carlos, suspeito de ter participado da morte do ex-prefeito de Bayeux, Expedito Pereira, foi preso nesta quarta-feira (11), em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Ele estava foragido desde dezembro de 2020 e foi preso quando se dirigia para João Pessoa para se apresentar à Justiça. No entanto, no caminho, foi abordado pela Polícia Militar do Rio Grande do Norte,que o prendeu pelo mandado de prisão em aberto.

O ex-prefeito de Bayeux e ex-deputado estadual da Paraíba Expedito Pereira (MDB) foi morto após ser baleado em dezembro de 2020, em João Pessoa. Expedito andava sozinho pelo bairro de Manaíra quando um homem em uma moto se aproximou e atirou nele, fugindo logo em seguida.

Os outros dois acusados, José Ricardo Alves e Leon Nascimento dos Santos, foram condenados e 20 e 24 anos de prisão, respectivamente. O julgamento aconteceu no dia 7 de abril de 2022, no 1º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa.

Expedito Pereira e o sobrinho José Ricardo. Foto: Arquivo Pessoal

Suspeitos trabalharam juntos

O delegado Victor Melo explicou, na época do crime, que Gean, Ricardo e Leon trabalharam juntos no crime. “Ricardo e Gean já trabalhavam juntos há mais tempo, mas Leon se juntou aos dois para trabalhar na campanha eleitoral de Ricardo como candidato a vereador, este ano, e ficou trabalhando com ele depois”, disse Victor.

Segundo o delegado, Ricardo teria alugado um carro que foi usado pelos dois suspeitos para pegar a moto utilizada no crime e fugir em seguida. “Descobrimos que este carro foi usado para a dupla para, depois de devolver a moto ao dono, fugir para o Rio Grande do Norte. Ao investigar o carro, descobrimos que estava no nome de Ricardo”, explicou o delegado.

Victor Melo explicou ainda que, no dia do homicídio, cerca de 20 minutos depois do crime, Gean e Ricardo foram vistos juntos em um prédio no Centro de João Pessoa.

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Na casa dos investigados, a polícia apreendeu documentos, cadernos e anotações. Um cheque de R$ 12 mil, assinado por Expedito, mas que a família não reconhece a assinatura, foi achado na casa de um dos suspeitos. Na casa de Ricardo a polícia encontrou um coldre de uma arma, o certificado de propriedade de uma pistola e comprovantes fiscais de compras recentes de munição.

A moto usada no crime foi apreendida pela polícia assim como a camisa utilizada pelo executor. Com base em imagens de câmera de segurança de antes, durante e depois do homicídio, a polícia achou o local em que a camisa foi descartada.

Condenação dos acusados

José Ricardo Alves, sobrinho de Expedito Pereira, foi condenado a 20 anos de prisão em regime inicial fechado. Já Leon Nascimento dos Santos foi condenado a 24 anos de prisão, em regime fechado. Os dois foram condenados pelo crime de homicídio qualificado.