Mototaxistas fecham centro de CG em protesto contra clandestinos

Legalizados acusam mototaxistas clandestinos de circularem com jaquetas e registros de motos clonados. 

Se o aumento no número de carros, com a chegada de turistas, na cidade de Campina Grande por conta do Maior São João do Mundo já estava deixando o trânsito caótico, a situação ficou ainda mais grave depois que cerca de 200 mototaxistas fecharam as principais ruas do Centro, na manhã desta sexta-feira (5), em protesto contra a prática ilegal de mototaxistas clandestinos.
 
Os profissionais legalizados reclamam que mototaxistas clandestinos estão circulando com jaquetas e registros de motos clonados se passando como mototaxistas permissionários. O grupo exige que a prefeitura municipal ou a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) fiscalizem a prática ilegal ou abram novas vagas para que os clandestinos se regularizem. Com um carro de som, os mototaxistas fizeram suas reivindicações e exigiram a presença da gerente de transportes Araci Brasil ou do superintendente da STTP, José Marques. 
 
Um dos representantes do movimento é o mototaxista Alan Costa, 32 anos, que explicou o motivo da revolta. “Existe uma cooperativa que abriu 500 vagas para motos clandestinas e usam as nossas numerações de cadastros, motos e jaquetas. Campina Grande está com 500 mototáxis clonados circulando com motos particulares e com jaquetas quase idênticas as nossas. Queremos alertar a população que os únicos permissionários da cidade somos nós que andamos nas motos brancas, placa vermelha e sinalizada”, explicou ele. . 
 
Segundo o Sindicato dos Mototaxistas, Campina Grande possui mil mototaxistas regularizados, porém os clandestinos passam de 2,5 mil. “Queremos que a STTP fiscalize e não deixe isso criar raiz. Enquanto o problema é novo é possível resolver, mas depois que fica velho não resolve nada. Queremos que essas jaquetas clonadas saiam de circunlação. Corremos o risco de pagar por erros de clandestinos clonados. Se for preciso, que abram mais vagas para regularizem eles. A STTP diz que não aceita abrir mais 500 vagas porque a cidade não suporta, mas aceita o sistema ilegal”, frisou Alan Costa.

No começo da tarde representantes dos mototaxistas se reuniram com a direção da STTP para tratar das reivindicações.

 
Congestionamento 
 
O protesto começou por volta das 10h30, quando o grupo fechou os cruzamentos da avenida Floriano Peixoto com as ruas Marques do Herval e Venâncio Neiva. Em poucos minutos longas filas de carros se formaram, provocando um caos de trânsito parado e várias buzinadas. Até uma viatura da própria STTP foi impedida de passar pelo local e ficou presa.  Para fugir do congestionamento, alguns motoristas passaram por cima dos canteiros centrais e outras retornaram pela contramão.
 
 
Os motoristas que preferiram não cometer a infração para escapar da fila de carros tiveram que esperar, caso do médico Henrique Costa Filho. “É complicado. Eu compreendo que eles estão buscando os direitos dele e até concordo com a iniciativa, mas estou estou sendo prejudicado pois eles estão tirando o meu direito de ir e vir. Estava indo para casa, mas agora ficou difícil chegar ao destino”, frisou ele.  
 
O que diz a cooperativa?
 
Segundo o presidente da Cooperativa de Transportes Alternativos (Cootranspat), Carlos Lima, todas as pessoas que atuam na cooperativa são habilitadas e atuam de forma organizada. Quanto as acusações de clonagem, o presidente disse que não era verdade. “O problema é que os mototaxistas regularizados não querem que a gente se regularizem para poderem trabalhar sozinhos”, explicou.