CBTU anuncia recuperação da via férrea de João Pessoa

Trabalho de modernização do trecho consiste na substituição de britas, na troca dos antigos dormentes de madeira pelos de concreto e melhora na superestrutura da linha.

Da Redação
Com assessoria da CBTU

Após problemas estruturais denunciados pela imprensa nos trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em João Pessoa, a empresa anunciou que tem investido na recuperação da via férrea e implantado melhorias nas estações com vistas a implantação do Veículo Leve sobre Trilho (VLT).

Segundo a assessoria da CBTU, ao todo, nos últimos quatro anos, foram investidos cerca de R$ 5 milhões e até o final deste ano terá toda a linha férrea modernizada, possibilitando viagens mais rápidas e seguras. O trabalho de modernização do trecho consiste na substituição de britas, na troca dos antigos dormentes de madeira pelos de concreto e melhorias na superestrutura da linha.

Atualmente, o sistema de trens de João Pessoa conta com 90% da sua via totalmente modernizada. “Essa ação, além de garantir mais segurança e rapidez durante as viagens, adianta o processo de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que necessita de uma via segura e com capacidade suportar o fluxo das novas composições”, explica o superintendente da CBTU João Pessoa, Lucélio Cartaxo. Para que a troca seja completa falta apenas um pequeno trecho de 3 km entre João Pessoa e Ilha do Bispo.

Com a executar da obra, que tem que ser feita durante o dia, os trens têm sofrido
atrasos médios de até sete minutos. “Esses atrasos de hoje serão recompensados amanhã. Quando o serviço estiver concluído todos os passageiros irão sentir e perceber que os trens voltarão a cumprir os horários programados. A gente pede a compreensão dos nossos usuários e acena com melhorias em todas as áreas”, afirma Cartaxo.

Ainda conforme o superintendente da Companhia, uma empresa especializada em manutenção de equipamentos ferroviários foi contratada para assegurar e reduzir quebras de locomotivas e de carros de passageiros (vagões). O investimento é de quase R$ 600 mil ano. “Com isso, teremos mais gente para executar os serviços de manutenção preventiva e corretiva, já que sofremos com a falta de empregados causada pelas aposentadorias e realização de concursos públicos”, completou o superintendente.